TV Produção pernambucana estreia no canal Curta! Com direção geral de Pablo Polo, a obra será exibida as segundas-feiras, a partir das 18h

Por: Mabson Rodrigues - Diario de Pernambuco

Por: Viver/Diario - Diario de Pernambuco

Publicado em: 29/10/2018 21:49 Atualizado em: 29/10/2018 21:53

O episódio de abertura é marcado pela trajetória de Raphael Jacques, performer e interprete da Drag Queen Alma Negrot. Foto: Divulgação
O episódio de abertura é marcado pela trajetória de Raphael Jacques, performer e interprete da Drag Queen Alma Negrot. Foto: Divulgação

Desvendar o processo criativo de artistas brasileiros de cinco regiões do País. Essa é a principal finalidade da segunda temporada da série documental Entrenós, produção nacional que estreia nesta segunda-feira (29), no canal Curta!. Composto por oito episódios, cada um com 27 minutos de duração, o projeto vai mostrar através de entrevistas, a criatividade, a história e a metodologia usada por artistas de diferentes linguagens nos campos da performance, artes visuais, teatro, dança, literatura e música. Com direção geral de Pablo Polo e realização da Plano 9 Produções e SábiaBaleia Filmes, a obra será exibida as segundas-feiras, a partir das 18h. 

Considerada uma homenagem à diversidade criativa brasileira e à riqueza da atividade artística, a série é um trabalho conjunto dos diretores Dea Ferraz, Tuca Siqueira e Pablo Polo, com produção de Mannu Costa. Os episódios exibem os processos criativos do artista visual e maquiador Raphael Jacques, conhecido como a Drag Queen Alma Negrot (São Paulo), do grafiteiro Narcélio Grud (Ceará), da CIA Dançurbana (Mato Grosso do Sul), da escritora Natalia Borges Polesso (Rio Grande do Sul), do escultor Leandro Gabriel (Minas Gerais), da encenadora Onisajé (Bahia), do compositor e DJ Waldo Squash (Pará), e da performer Flávia Pinheiro (Pernambuco). 

De acordo com o diretor geral da Entrenós, Pablo Polo, de 41 anos, a série é a representação de um encontro que estabelece conexões entre os mundos criativos de cada personagem. “Esse projeto surgiu da necessidade de mostrar a busca do artista para realizar seu trabalho, o caminho criativo e pessoal entre a ideia, a obra e a própria vida nas cidades. Ele foi criado a partir de um longo processo de pesquisa buscando contemplar diversas linguagens artísticas. A obra documental se torna instigante por apresentar talentos, muitas vezes ainda desconhecidos do grande público”, revelou. 

Para marcar a questão da representatividade, o episódio de abertura é marcado pela trajetória de Raphael Jacques, performer, Drag Queen e maquiador artístico, interprete de Alma Negrot. A personagem é uma espécie de entidade abstrata sem gênero definido. O episódio revela pinturas guardadas do artista, seu trabalho como maquiador, ambições artísticas e sua presença como personalidade e ser político. 

Ainda segundo Polo, a sensibilidade é um dos pontos chaves do projeto, por tratar de temas importantes da sociedade atual, principalmente pela situação política em que se encontra o país. “Acredito que a arte tem um papel essencial na formação cultural da população. Ela gera reflexão e uma reciclagem emocional, que pode ser capaz de transformar as pessoas. Estamos vivendo numa época onde é ideal falar sobre o respeito e companheirismo, e sem dúvidas, a cultura é um dos elementos capaz de causar mudanças. O Brasil precisa de mais arte”, completou o realizador audiovisual. 

Executada com incentivo do Governo de Pernambuco, através do Funcultura, e patrocínio do Fundo Setorial Audiovisual (FSA), Agência Nacional do Cinema (Ancine) e Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Entrenós é uma produção que presa pela diversidade brasileira abordando assuntos como gênero, raças, crenças e valores. A primeira temporada do programa contou com cinco episódios que falavam dos processos criativos do músico Zé Manoel , do grupo de Teatro Magiluth, ambos pernambucanos, do fotógrafo Diego Bresani, de Brasília (DF), do desenhista e artista plástico Fabio Zimbres, radicado no RS, da bailarina Morena Nascimento (SP), e do cineasta amazonense Sérgio Andrade.


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