Entrevista Pernambucana Julia Konrad transita entre cinema, TV e música Artista prepara sua volta para a televisão, celebra ano produtivo, com personagens diferentes na TV e no cinema, e desenha projeto musical com o cantor Barro

Por: Marina Simões - Diario de Pernambuco

Publicado em: 08/10/2018 10:50 Atualizado em:

"Me sinto grata por me verem apta para personagens complemente opostos. Não estou na minha caixinha e me sinto realizada assim", diz Julia.  Foto: Flora Negri/Divulgação
"Me sinto grata por me verem apta para personagens complemente opostos. Não estou na minha caixinha e me sinto realizada assim", diz Julia. Foto: Flora Negri/Divulgação
A atriz e modelo pernambucana Julia Konrad saiu do Recife para ganhar o mundo, mas constantemente se conecta com as origens. Aos 28 anos, ela faz um balanço da carreira e acredita que está só começando. Julia comemora a fase frutífera, com projetos  simultâneos na televisão e no cinema e personagens antagônicos. 

"É bom não ser taxado, não ficar engessado no mesmo perfil e não ser colocada em caixinhas, impedindo de fazer coisas diferentes. Me sinto grata por me verem apta para personagens complemente opostos. Não estou na minha caixinha e me sinto realizada assim", celebra a artista em entrevista ao Viver

Julia vai retornar para as telinhas em O sétimo guardião, de Aguinaldo Silva, a nova novela das nove, prevista para 12 de novembro. Na trama, ela será Raimunda, uma menina de 25 anos, tímida e estudiosa, irmã da personagem de Bruna Linzmeyer.

Em um ano bastante produtivo, Julia se entregou a vários papéis. Foi uma guerrilheira boliviana na série 1 contra todos, da Fox, que estreou em abril. Para viver a personagem, filha de um traficante, aprendeu a atirar e fez várias cenas de ação. Em maio, entrou em cartaz no cinema em Paraíso perdido, contracenando com Erasmo Carlos, Seu Jorge e Júlio Andrade. O longa de Monique Gardenberg resgatou a música romântica brasileira com canções de Waldick Soriano e Belchior na trilha sonora, e direção musical do cantor Zeca Baleiro. Em julho deste ano, ela participou da série romântica (Des)Encontros, para o Canal Sony, que conta histórias de amor e desamor de um jeito leve e divertido. 

Julia teve a primeira experiência com uma produção de época no longa Kardec, do diretor Wagner de Assis, onde interpretou Ruth-Celine, apontada como a reencarnação anterior do médium Chico Xavier. O filme tem previsão de lançamento para maio de 2019. “Foram projetos completamente diferentes e quase simultâneos. Foi muito desafiador fazer todos os personagens e perceber que posso me transformar constantemente”, afirma. 

Julia revela que também está compondo e experimentando sua musicalidade. A recifense que passou a infância em Buenos Aires, Argentina, iniciou os estudos de piano aos 10 anos e desenvolve projeto com o cantor Barro. “A gente está idealizando a concepção. Agora posso colocar em prática a vontade que sempre tive de me expressar pela música. Imagino que o resultado ficará para 2019”, explica. Julia já concluiu duas faixas, mas não quer restringir o campo musical, e sim ampliá-lo a várias sonoridades.

Foto: Melina Tavares Comunicacao/Divulgacao
Foto: Melina Tavares Comunicacao/Divulgacao
Três perguntas Julia Konrad // atriz, modelo e cantora

Agora que está compondo, pretende investir na carreira musical? Que caminhos quer seguir?
É um processo muito livre. A gente dialoga e troca informações virtualmente. Sempre foi um hobby meu. Encontrei com Barro no estúdio apenas uma vez. Escrevo as ideias no celular, mando para ele, ele dá a opinião, me manda algo de volta. Ainda não tenho previsão concreta. Dialogamos muito com a música latino-americana e a primeira faixa que produzimos é em espanhol, que deve ser o primeiro single. Buscamos uma fusão de sons que remetem à minha essência, além de explorar elementos da música pernambucana comuns no trabalho de Barro. Ainda é algo experimental. 

Após trabalhos em séries e no cinema, você retorna para televisão em O Sétimo Guardião. Está empolgada? 
Depois de vários projetos mais curtos é muito bacana retornar para o gênero novela. São outras técnicas, outro veículo e isso é muito legal. É preciso fazer uma pesquisa do mundo que a novela está inserida, aprender a linguagem desse universo mágico e ir construindo a personagem, para depois brincar. É um processo diferente. Procurei referências físicas e estéticas. A Raimunda é filha de uma mãe viúva ou solteira, a Socorro. Ela tem uma irmã mais nova, a Flor de Maria, vivida por Bruna Linzmeyer, que em sonha em casar com um homem rico. Na trama, ela vai ficar bem no meio da relação entre a mãe e a irmã. Já iniciamos as gravações dos primeiros capítulos na cidade cenográfica. 

Você vai estar no filme sobre Kardec, como foi mergulhar no universo espírita?
Não me considero de nenhuma religião específica. Conheci e frequentei alguns centros para compor a personagem. Foi uma delícia. Recebi um convite do Wagner de Assis e me senti lisonjeada. A trama se passa em Paris nos anos 1850, foi a primeira vez que fiz época.  Fiz mais um "xis" na minha lista de realizações. O filme é uma cinebiografia sobre Kardec, a gente não foca muito na questão da reencarnação. Vamos contar a história do homem, sem tocar nesse lado místico. É uma produção que vai ser recebida por espíritas ou pessoas de outras religiões.


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