Pagode Samba Recife 2018: maratona de 12 horas terá Thiaguinho, Péricles, Belo, Léo Santana e mais 10 atrações Festival armado na área externa do Centro de Convenções vai até amanhecer o dia

Por: Marina Simões - Diario de Pernambuco

Publicado em: 29/09/2018 10:42 Atualizado em: 29/09/2018 10:49

Serão doze horas para os apaixonados pelo samba e pelo pagode. Foto: Luiz Fabiano / Divulgação
Serão doze horas para os apaixonados pelo samba e pelo pagode. Foto: Luiz Fabiano / Divulgação
[FOTO1É dia de sambar até amanhecer. O Samba Recife, um dos maiores festivais dedicado ao ritmo, promete maratona com 12 horas interruptas e shows de Thiaguinho, Péricles, Belo, Sorriso Maroto, Léo Santana, Ferrugem, Dilsinho, Imaginasamba, Turma do Pagode e muito mais. O cantor Belo ficará responsável pela abertura da festa, às 18h, neste sábado, em estrutura armada na área externa do Centro de Convenções. Na sequência, as atrações vão dos artistas mais românticos até as grandes rodas de samba. A produção recomenda até levar óculos escuros. 

O festival chega à 15ª edição conhecido por misturar atrações veteranas e renovar com nomes que se destacam no cenário. Há algumas parcerias aguardadas, como dos ex-Exaltasamba Thiaguinho e Péricles, o grupo Sorriso Maroto e Ferrugem. Belo recebe Chininha e Príncipe, Dilsinho vai cantar com Diney e a Turma do Pagode com o cantor Tiee. O evento também marcará o retorno do cantor Bruno Cardoso, vocalista do Sorriso Maroto, que esteve ausente por seis meses para tratar um problema cardíaco. “Cada dia é uma nova aventura. Viver, voltar ao trabalho, fazer o que gosto, rever amigos, tudo tem sabor especial. Temos uma história muito intensa com o público do Recife e todo esse sentimento vai potencializar o encontro. Sobretudo na minha vida, vivo os momentos amplificados”, explica.

Outra atração aguardada é o cantor Thiaguinho, um dos veteranos no festival, que promete passear pelos principais sucessos da carreira. Ele apresenta as canções do disco Só vem! e vai mostrar a faixa lançada ontem, o single Acredito no amor, parceria com Dudu Borges que aposta no romantismo. “Participo do evento há vários anos e é sempre uma experiência incrível”, afirma. Os ingressos custam R$ 90 (VIP), R$ 170 (Samba Lounge) e R$ 250 (Golden Stage open bar), à vendas nas lojas Figueiras dos shoppings e Bilheteria Digital.

Estrutura
O palco duplo na área externa do Centro de Convenções terá passarela ligando toda a estrutura, que facilita o deslocamento do artista, que chega mais perto do público. O espaço é dividido em três áreas: VIP e samba lounge e gold stage. “Projetamos um palco futurista e tecnológico, com muito led e zinco. Foram mais de 50 caminhões e 600 toneladas de material. Temos duas torres que vão receber a projeção mapeada e fotos postadas com a tag #SambaRecife2018”, explica o organizador Augusto Acioli.

 

[  Entrevista Bruno Cardoso //  Sorriso Maroto

 

Foi um período longo de reclusão. O que fez enquanto esteve ausente dos palcos?

Nos primeiros meses fiquei excluído de todos os problemas e informações irrelevantes, com foco total no tratamento. Ficava com o celular para ocupar a  mente, sem me envolver nos problemas de casa ou da banda no dia a dia. Quando meu quadro ficou mais estável, já estava inquieto. O corpo conhecia todos os cantinhos da cama, do quarto e a rotina  fechada a pessoa se sente meio presa. Para me ocupar, os amigos compareceram  todos os dias. Quando cheguei em casa, de repouso semiabsoluto, comecei a socializar, recebia os amigos para almoço, jantar, assistir aos jogos de futebol e não cair no ostracismo. Pude voltar a compor e fiz com prazer. Reativei esse lado junto com parceiros. A música O impossível foi composta nesse período. Foi de certa forma terapêutico. Escrevia alguma coisa, ficava empolgado e esse processo todo foi um fator determinante para minha recuperação. Me senti melhor e ativo. Em dois ou três meses, fiz música todos os dias. O impossível é um aperitivo do que vem por aí. Quis voltar com um ar novo. Motivacionalmente é importante e ajuda a virar a página. Começa outro ciclo da minha vida, onde continuo ativo, trabalhando com o mesmo gosto de sempre e fazendo música para galera. 

Como sentiu a repercussão do projeto Todos cantam Sorriso?

Foi outro fator determinante para minha recuperação ter sido tão rápida. A atitude dos amigos foi ligar para saber se eu estava precisando de algo e desencadeou uma onda de mensagens. O primeiro foi Thiago Martins, depois o Mumuzinho e o Dilsinho. Esses três caras fizeram o papel mais importante e cantaram para o Sorriso na minha ausência. 

 

[ Atrações

18h - Belo 
19h30 - Péricles
20h30 - Sorriso Maroto 
21h30 - Imagina Samba
22h30 - Dilsinho
23h30 - Thiaguinho
01h - Ferrugem
02h30 - Léo Santana
03h30 - Turma do Pagode
04h30 - Vou Pro Sereno~
 


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