música Pagode volta ao topo com nomes como Sorriso Maroto, Atitude 67 e Ferrugem Na lista das 50 mais tocadas no Brasil, segundo o Spotify Charts, estão dois pagodes

Por: Correio Braziliense

Publicado em: 17/09/2018 08:24 Atualizado em: 17/09/2018 08:34

foto: Divulgação do artista
foto: Divulgação do artista
O pagode viveu o auge no cenário musical brasileiro nos anos 1990 e ainda figurou bastante tempo no topo no início dos anos 2000. Depois o ritmo foi perdendo espaço com o crescimento do sertanejo e do funk. Porém, a inovação em torno do estilo, com a presença de novos nomes e até a fortificação de outros já conhecidos, colocou o ritmo de volta às paradas.

Na lista das 50 mais tocadas no Brasil, segundo o Spotify Charts, estão dois pagodes: as músicas Cerveja de garrafa, do grupo Atitude 67, e É natural, do cantor Ferrugem, gravada em participação de Bruno Cardoso, vocalista da banda Sorriso Maroto. No ranking da Crowley, os pagodes também estão entre os mais executados nas rádios, com destaque para as faixas de Ferrugem (É natural), Dilsinho (12 horas e Iô iô, essa última em parceria com Ivete Sangalo) e Sorriso Maroto (Chave e cadeado).

No gênero há 20 anos, o grupo Sorriso Maroto está entre os artistas que sempre se mantiveram relevantes ao longo desse período. “Na nossa cabeça, o que a gente tem é que fazer música. Acho que a nossa forma de entregar o nosso trabalho, sempre compondo, fazendo da melhor forma, com amor, carinho e verdade, chega até as pessoas”, analisa Bruno Cardoso, vocalista da banda, que está retornando ao comando do grupo após seis meses afastado por conta de uma doença no coração.

Identificação
Para o artista, outro motivo que faz a banda continuar em destaque é o fato de o público se identificar com as faixas. “Nosso repertório não é uma coisa de momento, tem uma música ou outra que viram a faixa do momento, mas, ao longo desses 20 anos, temos ele lado forte que as pessoas têm paixão platônica pelas músicas, acredito que seja isso”, completa.

Em nova fase, a banda lançou um novo single para celebrar o retorno de Bruno Cardoso: a canção O impossível, feita durante o período de reclusão do cantor. “Esse foi um presente para mim e para o público, que estava ansioso e esperançoso de ouvir algo depois de um período de incerteza. E as pessoas já podem esperar música nova na sequência”, garante Bruno explicando que o grupo já tem canções suficientes para um novo trabalho.

Nova geração
Apesar de a banda Sorriso Maroto estar no cenário desde os anos 2000, há artistas mais novos defendendo o gênero hoje nas paradas. São eles, o grupo Atitude 67 e os cantores Ferrugem e Dilsinho. Para o vocalista Pedrinho, do Atitude 67, é difícil explicar o que transformar a banda em uma das sensações da música brasileira no último ano. “Deve ter um milhão de explicações, é como tentar pescar uma borboleta com um hashi. (risos). Mas acho que o primeiro ponto é porque a gente fala de coisas do cotidiano. A gente sempre partiu da premissa de que se acontece com a gente, acontece com as pessoas (na hora de compor as letras)”, analisa.

Pedrinho ainda completa: “Acredito também que o ouvinte brasileiro estava querendo escutar coisas diferentes. A indústria do sertanejo é muito competente, trabalha de forma impecável, teve uma hegemonia durante muito tempo e as pessoas foram se acostumando. Mas estavam afim de uma coisa nova, um papo novo”. O vocalista se refere ao fato do grupo Atitude 67 ter um discurso mais cotidiano, com canções que falam de temas atuais de forma descontraída, a exemplo das novas faixas como Netflix e Com quem será, do trabalho Laje 67 lançado no início do mês.

Pagodes mais tocados nas rádios e nas plataformas digitais

» É natural (Ferrugem)

» Cerveja de garrafa (Atitude 67)

» 12 horas (Dilsinho)

» Chave e cadeado  (Sorriso Maroto)

» Ponto fraco (Thiaguinho)



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