livro Francês Nitish Monebhurrun lança livro Assassinato do presidente do Brasil A obra de ficção se passa em 2024 e discute política brasileira atual. Lançamento e mesa-redonda ocorrem nesta quarta-feira

Por: Correio Braziliense

Publicado em: 12/09/2018 21:28 Atualizado em: 12/09/2018 21:31

Tentei colocar medos inquietações que eu escutava dos brasileiros, diz Nitish Monebhurrun sobre trama. Foto: Reprodução/Factu
Tentei colocar medos inquietações que eu escutava dos brasileiros, diz Nitish Monebhurrun sobre trama. Foto: Reprodução/Factu

Uma semana após o atentado à vida de um dos presidenciáveis, o candidato Jair Bolsonaro, chega às prateleiras a ficção política Assassinato do presidente do Brasil, escrita pelo Nitish Monebhurrun, francês que dá aulas de direito em Brasília. 

A trama situada em 2024 se passa após o presidente brasileiro fictício sofrer uma tentativa de assassinato. Entra em cena a jornalista criminal Jade, especialista em homicídios cometidos por criminosos que jamais haviam matado alguém. Diferentemente do caso recente envolvendo o candidato Bolsonaro, o antagonista do livro envolve-se em um crime mais complexo.

O autor brinca com a comparação e diz não ter previsto nada. “A motivação é diferente. Eu considero que a protagonista é alguém menos sob influências, mais calma, reservada, que pensa durante um tempo, que justifica com argumentos racionais. Enquanto o atentado a Bolsonaro envolve razões muito mais místicas”, diferencia.

Com visão analítica, Nitish insere observações sobre o atual momento político por meio de divagações em retrospectivas. No futuro que descreve, problemas que, em 2018, estão em fase inicial ganham consequências plausíveis: a pequena invasão na altura da 414 Norte dá lugar a uma favela; a seca se acirra, assim como o racionamento de água; o plantio familiar deixa de ser privilégio e torna-se necessidade em diversos lares. 

“Fiz um trabalho de observação da realidade, ao mesmo tempo que tentei colocar medos inquietações que eu escutava dos brasileiros. Fui como uma esponja capturando partículas de inquietações”, revela o francês, que publica o livro como forma de se inserir na política brasileira e de contribuir com outras leituras da política brasileira. 





Os comentários abaixo não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.