Música Consagrado por canções de alto teor político e poético, Chico César faz shows na Caixa Cultural Recife Cantor paraibano encerra o projeto Palco Brasil, que também recebeu as cantoras Roberta Sá e Fernanda Takai

Por: Caio Ponciano

Publicado em: 05/09/2018 11:17 Atualizado em: 05/09/2018 11:30

Apresentações serão realizadas a partir desta quinta-feira até o próximo sábado. Foto: Marcos Hermes/Divulgação
Apresentações serão realizadas a partir desta quinta-feira até o próximo sábado. Foto: Marcos Hermes/Divulgação

Se observarmos as composições do paraibano Chico César, veremos o quão visceral é o seu cancioneiro, a exemplo das faixas Mama África, Negão, Reis do agronegócio e Respeitem meus cabelos, brancos. Segundo o artista, suas obras nascem dos olhares para dentro e para fora que a vida o estimula a ter. "A composição é uma necessidade em si, não tem outro fim para mim naquele momento senão o de expressar, dar vazão àquela manifestação. Há canções que só vivem enquanto estão sendo compostas e depois hibernam", revela o músico sobre suas letras, que já foram gravadas por Maria Bethânia, Gal Costa, Vanessa da Mata, Elba Ramalho, Zeca Baleiro, entre outros. 

Amanhã (20h), sexta (20h) e sábado (17h e 20h), o cantor apresenta essas canções já mencionadas e outros sucessos consagrados pelo público, em quatro sessões intimistas no teatro da Caixa Cultural Recife (Av. Alfredo Lisboa, 505, Praça do Marco Zero, Bairro do Recife). Os shows de Chico encerram o projeto Palco Brasil, que tem como proposta explorar, entre as músicas, memórias, casos curiosos e bastidores das gravações dos artistas. Antes do compositor nordestino, o evento recebeu as cantoras Roberta Sá e Fernanda Takai. Os ingressos para as apresentações custam R$ 30 e R$ 15 (meia) e estão disponíveis a partir desta quarta-feira (05), na bilheteria do local, das 10h às 20h. 

A turnê que Chico apresenta no Recife é derivada do DVD Estado de poesia, de 2017, gravado na capital pernambucana, cidade que ele afirma ser palco de muitos encontros e emoções. "Recife foi a primeira metrópole onde eu me vi jogado e tendo de fazer negócios, coisas sérias, aos 11 anos. Depois disso, foi fácil não ter medo de enfrentar São Paulo, Nova Iorque, Londres, Tóquio, Istambul...", relembra. Nomes pernambucanos, como Quinteto Violado, Banda de Pau e Corda, Ave Sangria, Luiz Gonzaga e Lula Côrtes tiveram grande influência em despertar o interesse de Chico pela música. 

Nascido em Catolé do Rocha, interior da Paraíba, Chico César costuma fazer, no palco, algumas construções linguísticas, na forma de rimas e poemas. "Sempre acho que as palavras e os sons andam juntos", declara o músico que, em sua primeira viagem ao exterior, decidiu trocar o jornalismo pelos palcos. "Em 1991, ao viajar para fazer shows na Alemanha, ainda sem ter disco, entendi que era a hora de me concentrar na música", conta. O álbum de estreia, Aos vivos, só foi lançado em 1995, quatro anos depois da decisão que mudaria a sua vida, o tornando conhecido no Brasil e no exterior através das músicas Mama África, À primeira vista e Beradêro. Sem planos para um disco de inéditas, o paraibano estreia a nova turnê Mulhero, no dia 26 de setembro, em São Paulo. 

Serviço
Chico César no Palco Brasil 
Quando: amanhã (20h), sexta (20h) e sábado (17h e 20h) 
Onde: Caixa Cultural Recife (Av. Alfredo Lisboa, 505, Praça do Marco Zero, Bairro do Recife) 
Quanto: R$ 30 e R$ 15 (meia) 
Informações: (81) 3425-1915



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