lançamento Jornalista pernambucano lança livro e documentário sobre legado de Sérgio Vieira de Mello O trabalho, assinado por Wagner Sarmento, será lançado no Cinema da Fundação do Derby

Por: Caio Ponciano

Publicado em: 27/08/2018 09:25 Atualizado em:

Wagner Sarmento (à dir.). Fotos: Divulgação; Facebook/Reprodução
Wagner Sarmento (à dir.). Fotos: Divulgação; Facebook/Reprodução

A morte do diplomata brasileiro Sérgio Vieira de Mello completou 15 anos neste mês. Ele foi o principal alvo de um ataque terrorista que matou 20 pessoas na sede das Organizações das Nações Unidas (ONU) em Bagdá, capital do Iraque, em 19 de agosto de 2003. O humanitário - que se dedicou por mais de 30 anos a ajudar populações vulneráveis e atingidas por conflitos - terá a sua trajetória relatada em livro e documentário, que serão lançados nesta segunda-feira (27), a partir das 19h, no Cinema da Fundação do Derby (Rua Henrique Dias, 609).

O trabalho, intitulado Sérgio Vieira de Mello - O legado de um herói brasileiro, é assinado pelo jornalista e historiador pernambucano Wagner Sarmento e pelo produtor André Zavarize. “Sérgio é um dos grandes brasileiros do século passado, que presenciou os principais conflitos, crises humanitárias e guerras do mundo. É um diplomata muito renomado internacionalmente, mas pouco conhecido pelos brasileiros”, lamenta Sarmento. 

Inicialmente, os autores desenvolveram uma extensa pesquisa sobre a vida do diplomata e a história do mundo, que estão atreladas. Mello esteve envolvido em diversas situações históricas, como o processo de descolonização da África, a desintegração da Iugoslávia, a guerra do Vietnã e a invasão norte-americana no Iraque, como consequência dos ataques terroristas ocorridos em 11 de setembro de 2001. 

Depois desse intenso processo de estudos, Sarmento e Zavarize traçaram um roteiro de viagens para Timor-Leste, Camboja e Vietnã, locais geograficamente próximos e onde Mello exerceu grande influência. “No Timor-Leste, ele encontrou um país que estava com 90% da infraestrutura destruída, com uma população que tinha sido massacrada e que não tinha hospitais e nem escolas. Voltar para lá e ver que hoje o país ostenta um dos maiores índices de democracia da região, fruto do trabalho dele, foi de uma felicidade grande”, explica o historiador, que realizou mais de cem entrevistas em mais de 70 mil quilômetros percorridos. 

O documentário relata os acontecimentos da passagem do diplomata por esses países, e conta com depoimentos de pessoas que têm Sérgio como inspiração. Durante as viagens, Sarmento também produziu fotografias, que estarão expostas no Castigliani Cafés Especiais, em frente ao cinema, no edifício do Derby. “A exposição vem da esteira desse processo. São 20 imagens que a gente colheu durante as viagens, de personagens e dos lugares pelos quais a gente passou”, conta Sarmento. O evento, que já foi realizado em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, chega ao Recife como parte das comemorações dos 70 anos de fundação da Fundaj.


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