Teatro Trajetória de Mamonas Assassinas é relembrada em musical no Recife Sucessos da banda icônica são apresentados no espetáculo, que escolheu a capital pernambucana para encerrar temporada

Por: Emannuel Bento - Diario de Pernambuco

Publicado em: 28/07/2018 16:49 Atualizado em:

A peça nostálgica traz as clássicas canções do rock como Robocop Gay e Sabão Crá-Crá. Foto: Paula Kossatz/Divulgação
A peça nostálgica traz as clássicas canções do rock como Robocop Gay e Sabão Crá-Crá. Foto: Paula Kossatz/Divulgação

Se Mamonas Assassinas foi um sucesso durante a década de 1990, o acidente fatídico que encerrou a carreira do grupo tornou a banda uma espécie de referência mítica da irreverência nacional. A fantasia de Robin usada por Dinho no Domingão do Faustão, a Brasília amarela do clipe Pelados em Santos e tantas outras cenas que permanecem no imaginário dos brasileiros se materializam no espetáculo O Musical Mamonas, encenado no Teatro RioMar, Zona Sul do Recife, neste fim de semana.

Após rodar 35 cidades, com mais de 90 mil espectadores, a montagem volta à capital pernambucana para as duas últimas apresentações da temporada, neste sábado às 21h e no domingo, às 20h. Os atores Rafael Aragão (Dinho), Jessé Scapellini (Julio), Reginaldo Sema (Bento), Arthur Ienzura (Sergio) e Pedro Reis (Samuel) interpretam os jovens músicos, com roteiro de Walter Daguerre e direção de José Possi Neto.
 
Durante a peça, a trajetória artística do quinteto é delineada com um texto de comédia, enquanto músicas como Robocop gay e Sabão crá-crá são apresentadas ao vivo, com arranjos inéditos e releituras adaptadas. “É uma comédia do início ao fim. Afinal, eles eram palhaços e levavam o cotidiano como uma grande piada. Os Mamonas são herdeiros diretos de Oscarito, Dercy Gonçalves e Trapalhões. Mas acho que, além disso, é um espetáculo muito brasileiro, com uma história que fascina até mesmo quem não acompanhou a banda naquela época”, diz José Possi Neto, que foi convidado pelos produtores Rose Dalney, Marcio Sam e Túlio Rivadávia para dirigir a obra.

Os primeiros 20 minutos são dedicados à fase da Utopia, uma banda que o grande público não chegou a conhecer. Nessa época, eles tentavam animar festas de condomínio apostando em um rock mais agressivo, com mensagem social. Lutam por esse sonho durante cinco anos. Tudo muda quando o quinteto conhece o famoso produtor Rick Bonaldi (Igor Miranda), que, através de uma brincadeira, conseguiu enxergar a identidade cômica do grupo.

Com a ascensão meteórica, a peça nostálgica traz as clássicas canções do rock com influências de gêneros populares como forró, pagode, sertanejo e brega. Os atores encenam a fase de ouro do disco Mamonas Assassinas (1995), que rendeu cinco hits, 3 milhões de cópias vendidas e oito meses de sucesso. “A partir de um momento, o público começa a reagir como se estivesse diante de um show do Mamonas. No final, criam-se filas para tirar fotos com os atores, como se fossem os meninos”, continua Possi Neto.

O fim trágico do grupo, que faleceu em um acidente de avião em 1996, certamente destoa da “estética da brincadeira” proposta pelo musical. O diretor conta que retratar esse momento foi um dos maiores desafios da produção. “Mas a peça consegue capturar esse episódio de forma bastante sagaz, sem uma abordagem apelativa ou piegas. É bem forte”, conclui o diretor.

SERVIÇO
O Musical Mamonas
Onde: Teatro RioMar (Avenida República do Líbano, 251, 4º piso do RioMar Shopping)
Quando: hoje, às 21h, e amanhã, às 19h
Quanto: R$ 50 (balcão), R$ 80 (plateia alta), R$ 100 (plateia baixa), à venda na bilheteria ou no www.uhuu.com. Todas opções contam com meia-entrada.

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