Show Bud Basement encerra temporada da Copa com shows de artistas pernambucanos Duas festas serão realizadas neste fim de semana em estrutura montada na Cachaçaria Carvalheira

Por: Caio Ponciano

Por: Viver/Diario - Diario de Pernambuco

Publicado em: 14/07/2018 08:03 Atualizado em: 13/07/2018 21:18

O cantor Johnny Hooker e as bandas Del Rey e Eddie são as atrações do evento. Fotos: Divulgação
O cantor Johnny Hooker e as bandas Del Rey e Eddie são as atrações do evento. Fotos: Divulgação

A Copa do Mundo da Rússia chega ao fim neste domingo (15), a partir do meio-dia, com uma partida entre França e Croácia disputando a tão desejada taça do Mundial. Durante todo o período do campeonato, eventos foram promovidos com diversas atrações para movimentar o Recife. Um deles foi o Bud Basement, com uma estrutura montada na Cachaçaria Carvalheira (Av. Sul Gov. Cid Sampaio, 121, Imbiribeira), que já recebeu shows de Los Sebozos Postizos, Francisco El Hombre, Nego do Borel, Leona Vingativa, Malícia Champion, Baiana System, entre outros. Patrocinado pela cerveja Budweiser, o projeto foi inspirado nos famosos porões de Nova Iorque (EUA) e Berlim (Alemanha) e juntou os principais selos de festas do Recife, como Golarrolê, Carvalheira, Go! Elephants, Zeroneutro e Devil's Den. Além dos shows, o evento conta com quatro lounges, exposição de motos, barbearia, estúdio de tatuagem, espaço de jogos e de grafite e telões transmitindo as partidas. 

No fim de semana do encerramento da Copa, o Bud Basement vai promover mais duas festas. Neste sábado (14), a partir das 20h, o pernambucano Johnny Hooker é a principal atração da Odara Ôdesce, da Golarrolê em parceria com Lala K. Já no domingo, às 11h, as bandas Del Rey e Eddie sobem ao palco. Os ingressos para o Bud Basement custam R$ 50 e estão à venda nas lojas Chilli Beans e Vitabrasilnet ou através dos sites Eventbrite, Ingresso Prime e Bilheteria Digital. 

Um dos shows mais aguardados pelo público ficou para a reta final do evento. Johnny Hooker promete repetir o sucesso que foi a estreia da turnê Coração, no ano passado, no Parque Dona Lindu, em Boa Viagem. Devem fazer parte da apresentação deste sábado músicas do mais recente disco do artista, como Touro, Flutua, Caetano Veloso, Eu não sou seu lixo e Corpo fechado (que terá clipe lançado em agosto com participação de Gaby Amarantos). As faixas mais novas se unem aos sucessos Alma sebosa (trilha da novela Geração Brasil, na qual Johnny fez parte do elenco), Volta (trilha do filme Tatuagem), Amor marginal (da novela Babilônia) e Você ainda pensa?, do aclamado álbum de estreia Eu vou fazer uma macumba pra te amarrar, maldito!, de 2015. 


Apesar de ser uma das principais atrações do evento ligado aos jogos do Mundial, Johnny se envolveu em uma polêmica recentemente ao criticar a Copa nas redes sociais. Ele declarou que "o mercado do esporte reproduz o pior do racismo, homofobia e xenofobia" e foi atacado pelos internautas. Há dois meses, o cantor, que se considera um ativista LGBT, foi nomeado Campeão da Igualdade da Campanha Livres & Iguais no Brasil, na Casa da ONU. Nascido no Recife, Hooker se inspira em personagens do glam rock, pop e tropicalismo para compor o seu visual forte e performático. As principais referências em seu processo criativo e musical são David Bowie, Madonna e Caetano Veloso. Além do show da noite, a Odara terá a discotecagem das residentes Allana Marques e Lala K, que prometem animar a pista madrugada adentro.

No dia da grande final da Copa do Mundo, a banda Del Rey, formada por Chiquinho, Felipe S, Samuel, Vicente (integrantes da Mombojó) e China, vai apresentar um repertório com versões irreverentes e dançantes dos maiores sucessos de Roberto Carlos e clássicos da Jovem Guarda. Fundado em 2003, o grupo não toca apenas em baladas e já casou mais de 200 noivos. As músicas que eles costumam fazer nos shows são definidas de acordo com o momento e com a festa, mas não devem ficar de fora os principais sucessos do rei, como Além do horizonte, Eu te darei o céu, Detalhes, Como é grande o meu amor por você e Emoções


Além da Del Rey, o Bud Basement deste domingo vai receber os olindenses da banda Eddie. Idealizado há 29 anos pelo vocalista Fábio Trummer, o grupo segue na estrada com os músicos Alexandre Urêa (percussão e voz), Andret Oliveira (trompetes, teclados e samplers), Kiko Meira (bateria) e Rob Meira (baixo), e apresenta uma mistura de punk rock, surf music, reggae, frevo e samba. Para o show da Copa eles separaram os sucessos Pode me chamar, O baile de Betinha, Danada, Ela vai dançar e Bairro Novo/Casa Caiada. Devido ao bom rendimento do Bud Basement, a festa não acaba junto com o campeonato de futebol. Está programado para a próxima sexta-feira (20) mais um evento no espaço, com Carnalheiros, Orquestra de Carnaval, Samba do Preto Velho, Allana Marques e Korossy no lineup.


Entrevista // China (Del Rey)

De onde surgiu a ideia de criar esse projeto? E o porquê do nome?
O Del Rey tem mais de 15 anos de estrada. Começamos de brincadeira mesmo, só querendo tocar umas músicas do rei e nos divertir. O nome vem por causa do carro del rey, achamos bacana quando o baterista da banda sugeriu.

Vocês também cantam músicas de Erasmo Carlos e Wanderléa?
No momento, estamos fazendo um show que revisita toda a Jovem Guarda, então, além deles, tocamos outros clássicos da época.

Roberto já conhece o trabalho de vocês?
Sim, mas ainda não fomos apresentados. Sabemos que o rei sabe da gente porque pessoas que trabalham com ele já viram o nosso show e já tocamos com Erasmo e Wanderléa.

Você costuma dar para a Del Rey a mesma atenção que dá para a sua carreira solo?
O Del Rey é a banda de brincadeira até hoje. Apesar de fazermos muitos shows, o foco sempre será a nossa carreira autoral. Del Rey é uma diversão.

Não se preocupam em ficarem conhecidos apenas como "a banda cover do Roberto Carlos"?
Não me preocupo com rótulos. Quem me conhece sabe que trabalho na minha carreira solo, no meu projeto infantil e na TV. Então, fazendo tanta coisa assim, não dá tempo de pensar em rótulos.


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