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Show Problemas de som e a chuva não atrapalham estreia de Bethânia e Zeca em Pernambuco Artistas fazem ode ao samba no show De Santo Amaro a Xerém, na noite de sábado, no Classic Hall

Por: Marina Simões - Diario de Pernambuco

Publicado em: 08/04/2018 14:10 Atualizado em: 08/04/2018 15:43

Bethânia e Zeca dão start em turnê no palco do Classic Hall. Foto: Luiz Fabiano/Divulgação
Bethânia e Zeca dão start em turnê no palco do Classic Hall. Foto: Luiz Fabiano/Divulgação

A entrada de Maria Bethânia e Zeca Pagodinho no palco tem força e é uma verdadeira ode ao samba. A estreia da turnê De Santo Amaro a Xerém, na noite de sábado (7), lotou o Classic Hall, em Olinda, em dia de chuva intensa na cidade. A seleção de músicas varia entre canções da carreira de cada um dos artistas e clássicos de compositores de vertentes diferentes do samba. Logo no início da apresentação, o microfone apresentava ruídos, e em alguns momentos, o som ficou baixo. Ouvia-se mais a banda do que as vozes, mas nada que tirasse o brilho do encontro. 

Bethânia e Zeca começaram com a inédita Xerém, composta por Caetano Veloso especialmente para a turnê, a pedido de Bethânia. "Estou aqui humildemente, Zeca Pagodinho e essa é a rainha Maria Bethânia", disse Zeca, lisonjeado ao apresentar os músicos. Em seguida, eles cantaram Sonho meu, de Ivone Lara e Délcio Carvalho, que foi gravada para o CD/DVD O quintal do Pagodinho, em 2016.

Aos poucos, o pagodeiro foi se soltando e deixou seu lado brincalhão em evidência. "O que eu tive que ir de psicólogo, tomar calmante. Porra, eu ia cantar com Maria Bethania”, disparou. No bloco que cantou sozinho, ele levantou a plateia com sambas dançantes. Na sequência, Verdade, Maneiras, Não sou mais disso, Vai vadiar e Coração em desalinho. "Essa ofereço, com saudade, ao meu pai Arlindo Cruz. Se deus quiser ele vai ficar bom e vai estar aqui de novo fazendo samba com a gente. Essa é dele", disse Zeca antes de puxar Saudade louca.

Público pernambucano vibrou com a presenta de dos grandes nomes da música brasileira. Foto: Luiz Fabiano/Divulgação
Público pernambucano vibrou com a presenta de dos grandes nomes da música brasileira. Foto: Luiz Fabiano/Divulgação

Bethânia, em momento solo, cantou Falsa baiana, Marginália II, Pano legal, Negue e Reconvexo, faixas usuais de seu repertório. Em seguida, cada um homenageou sua escola de samba. Zeca trouxe sambas-enredos da Portela e Bethânia até carregou plumas nas cores verde e rosa para saudar a Mangueira. Para finalizar, repetiram Xerém e voltam para o bis com Deixa vida me levar. Durante o refrão, Zeca soltou: "Vamos lutar por um Brasil melhor". O adeus foi ao som de O que é o que é?, de Gonzaguinha. Os artistas seguem a turnê com apresentações em Salvador (14/04), Rio de Janeiro (21/04), Belo Horizonte (05/05), São Paulo (19/05) e Brasília (30/05).

Confira o repertório do show:

Maria Bethânia e Zeca Pagodinho:
Amaro Xerém (Caetano Veloso)
Sonho meu (Ivone Lara e Délcio Carvalho)
Você não entende nada (Caetano Veloso)
Cotidiano (Chico Buarque)
A voz do morro (Zé Kétti)

Zeca Pagodinho:
Verdade (Nelson Rufino e Carlinhos Santana)
Maneiras (Silvio da Silva)
Não sou mais disso (Zeca Pagodinho e Jorge Aragão)
Saudade louca (Arlindo Cruz, Acyr Marques e Franco)
Vai vadiar (Monarco e Ratinho)
Coração em desalinho (Monarco e Ratinho)
Samba pras moças (Roque Ferreira e Grazielle)
Ogum (Marquinhos PQD e Claudemir)

Maria Bethânia:
Falsa baiana (Geraldo Pereira)
Marginália II (Gilberto Gil e Torquato Neto)
Pano legal (Billy Blanco)
Café soçaite (Miguel Gustavo)
Ronda (Paulo Vanzolini)
Negue (Adelino Moreira e Enzo Almeida Passos)
Reconvexo (Caetano Veloso)

Zeca Pagodinho - Homenagem à Portela:
Portela na avenida (Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro)
Lendas e mistérios da Amazônia (Catoni, Jabolô e Valtenir)
Foi um rio que passou em minha vida (Paulinho da Viola)

Maria Bethânia - homenagem à Mangueira:
Jequitibá (José Ramos)
Exaltação à Mangueira (Enéas Brites da Silva e Aloísio Augusto da Costa)
Chico Buarque de Mangueira (Nelson Dalla Rosa, Vilas Boas, Nelson Csipai e Carlinhos das Camisas)
Atrás da verde-e-rosa só não vai quem já morreu (David Correia, Paulinho Carvalho, Carlos Senna e Bira do Ponto)

Maria Bethânia e Zeca Pagodinho:
Diz que fui por aí (Zé Kétti e Hortênsio Rocha)
Desde que o samba é samba (Caetano Veloso)
Naquela mesa (Sérgio Bittencourt)
Chão de estrelas (Silvio Caldas e Orestes Barbosa)
Amaro Xerém (Caetano Veloso)

Bis:
Deixa a vida me levar (Serginho Meriti e Eri do Cais)
O que é o que é (Gonzaguinha)


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