Música Cordel do Fogo Encantado renova sonoridade mas mantém assinatura em novo disco Viagem ao Coração do Sol traz 13 faixas inéditas e está disponível nas plataformas de streaming de música

Por: Breno Pessoa

Publicado em: 06/04/2018 16:15 Atualizado em: 06/04/2018 15:54

Tiago Calazans/Divulgacao
Tiago Calazans/Divulgacao

Se para fãs tem algo melhor do que o retorno de uma banda há muito fora de cena, certamente é a volta acompanhada de novas músicas. Oito anos depois do hiato nas atividades e mais de uma década desde o lançamento do álbum anterior, Transfiguração (2006), Cordel do Fogo Encantado lança nesta sexta-feira (6), nas plataformas digitais, o quarto disco da carreira, Viagem ao coração do sol. Com 13 faixas inéditas, o trabalho mescla canções recentes e composições incompletas do baú do grupo e só agora finalizadas.

A maioria das músicas é de autoria compartilhada entre os cinco integrantes da banda arcoverdense: Lirinha (voz e pandeiro), Clayton Barros (violão e voz), Emerson Calado (percussão e voz), Nego Henrique (percussão e voz) e Rafa Almeida (percussão e voz). A exceção vai para duas faixas assinada apenas por Lira, outra por Cleyton e mais uma de Maviael Melo e Alisson Menezes.

Segundo Clayton Barros, cerca de metade do disco tem relação com o material embrionário de um álbum planejado antes da dissolução temporária do grupo, em 2010. São melodias e alguns trechos de composições que o Cordel já começava a ensaiar, sob a observação do recém-falecido produtor musical Carlos Eduardo Miranda, responsável pela produção de Transfiguração.

Agora sob a batuta de Fernando Catatau (Cidadão Instigado), que também acompanha a banda em algumas faixas, o Cordel finalmente retrabalhou as canções não finalizadas e preparou as novas. "Não é o emblema daquela época" reforça Clayton sobre a atualidade das composições de Viagem. "A gente rearranjou e transformou. Não são as mesmas músicas de antes. São novas letras, novos movimentos", acrescenta. 

De fato, é um disco com frescor e mostra um Cordel mais melódico e harmonioso, caminho já esboçado no trabalho anterior do grupo arcoverdense. Menos urbano do que Transfiguração, o repertório de Viagem remete diretamente às raízes sertanejas, mas se conectando também, em vários momentos, ao rock progressivo.  

"O sentimento que rege esse disco é a esperança, a luta, o sonho que a gente tem de fazer as coisas florescerem", explica Clayton sobre o sentimento que permeia as faixas. "O caminho é em direção ao florescimento, da força, da luta", reflete, comentando que, embora de maneira simbólica, as letras falam também do momento político do Brasil. "São coisas metafóricas, mas está intrínseco nas letras".    

A primeira apresentação do retorno será dia 21 de abril, em Salvador, enquanto a primeira data no Recife é 28 de maio, no Clube Português. Os ingressos para o show na capital pernambucana já estão à venda no site Sympla e custam entre R$ 40 (meia) e R$ 90 (camarote open bar). 


Os comentários abaixo não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.