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Internet 'Não tive paciência para aturar o ódio', diz Anitta sobre críticas à falta de texto sobre Marielle Os internautas cobraram um posicionamento da cantora sobre a morte da vereadora

Por: Viver/Diario - Diario de Pernambuco

Publicado em: 19/03/2018 16:05 Atualizado em: 19/03/2018 17:33

Anitta foi criada em Honório Gurgel, comunidade próxima a de Acari, onde Marielle fez denúncias contra a polícia militar. Fotos: Anitta e Márcia Foletto/Divulgação
Anitta foi criada em Honório Gurgel, comunidade próxima a de Acari, onde Marielle fez denúncias contra a polícia militar. Fotos: Anitta e Márcia Foletto/Divulgação


A cantora carioca Anitta foi criticada pelos internautas, nos últimos dias, após não se pronunciar sobre a morte da vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco (PSOL) assassinada brutalmente no dia 14 deste mês. Diante das cobranças e depois que a cantora norte-americana Katy Perry fez uma homenagem a Marielle em seu show, no Rio de Janeiro, Anitta decidiu falar sobre o caso, nesta segunda-feira (19), em post no Instagram. "Eu ia fazer um post daqui um tempo, que era quando eu achava que faria sentido para mim. Mas não tive muita paciência para aturar o ódio gratuito dos internautas até lá", começou a cantora, que é natural do bairro de Honório Gurgel, na periferia do Rio.

No texto, Anitta diz que se engana quem pensa que a voz de Marielle foi calada com os tiros. "Marielle ainda está presente? Espero que sim, espero que para sempre. Essa seria a melhor demonstração da frase 'o feitiço virou contra o feiticeiro' que já presenciei. [...] Milhões de brasileiros fizeram com que essa morte não fosse em vão e essa voz não se calasse. Eles pensam 'daqui um mês o povo esquece'. Não se esqueçam, povo, por favor", pede a artista. Anitta ainda lembrou de casos como o da juíza Patricia Acioli, morta em 2011, e do menino João Hélio, que morreu em 2007, e disse que o caso Marielle não se trata de posicionamento político. "Não me importa se Marielle era de direita, de esquerda, de frente, de costas, lésbica, mãe precoce ou sabe lá mais o que. Ninguém merece morrer. Nada justifica que se tire a vida de qualquer pessoa. Acredito que a própria não pediria a morte dos corruptos que denunciava. Pedir justiça é diferente de pedir a morte", desabafou.

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Anitta disse ainda que a morte do motorista Anderson Pedro M. Gomes, de 39 anos, que dirigia o veículo em que a vereadora estava, também deve ser lembrada. "Para mim, Anderson, seu motorista, era tão importante quanto ela, pois são todos seres humanos. Se ela não fosse feminista, como eu, também teria meus sentimentos. Se não fosse favelada, como eu, também teria meus sentimentos. De esquerda, direita, hétero, gay, pecador, religioso, o que for... Ninguém merece morrer", finalizou a cantora do hit Vai malandra, que teve o clipe gravado na comunidade do Vidigal, também no Rio de Janeiro. Sem dar explicações, Anitta apagou o texto logo depois.

Marielle Franco era mulher, negra, favelada, feminista e lésbica. Ela foi executada dias após denunciar a violência policial na favela de Acari. A vereadora voltava de um evento chamado Jovens negras movendo estruturas, na Lapa, quando um outro carro se aproximou e foram efetuados ao menos nove disparos. De acordo com a investigação da polícia, quatro tiros atingiram Marielle na cabeça e outros três acertaram as costas de Anderson.

Confira alguns comentários dos internautas:













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