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Assédio Repórter é assediada por torcedor e desabafa: 'Sou mulher e mereço ser respeitada' O homem surpreendeu a jornalista com um beijo na boca

Por: Viver/Diario - Diario de Pernambuco

Publicado em: 14/03/2018 15:38 Atualizado em: 14/03/2018 18:03

O fato aconteceu durante a transmissão do jogo da Libertadores do Vasco contra a Universidade de Chile. Foto: YouTube/Reprodução
O fato aconteceu durante a transmissão do jogo da Libertadores do Vasco contra a Universidade de Chile. Foto: YouTube/Reprodução


Durante uma transmissão ao vivo, a repórter Bruna Dealtry, do canal Esporte Interativo, foi surpreendida ao receber um beijo na boca de um torcedor do Vasco. Enquanto ela relatava "Gente, é muita animação, muita cerveja voando...", o homem se aproximou e deu um selinho na repórter. Visivelmente assustada e incomodada com a situação, ela disse: "Isso não foi legal, né? Não precisava, mas aconteceu e vamos seguir o baile por aqui". A jornalista cobria o jogo da Libertadores do Vasco contra a Universidad de Chile.
Nesta quarta-feira (14), Bruna usou as redes sociais para desabafar sobre o ocorrido. "Sempre fui uma repórter que adora uma festa de torcida. Não me importo com banho de cerveja, torcedor pulando, pisando no meu pé... Sempre me deixo levar pela emoção e tento sentir o momento para fazer o meu trabalho da melhor maneira possível", disse a jornalista, que é ex-atleta de vôlei. Ela fez questão de lembrar o assédio sofrido diariamente pelas mulheres. "Ontem, senti na pele a sensação de impotência que muitas mulheres sentem em estádios, metrôs, ou até mesmo andando pelas ruas. Um beijo na boca, sem a minha permissão, enquanto eu exercia a minha profissão, que me deixou sem saber como agir e sem entender como alguém pode se sentir no direito de agir assim", continuou. 

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Bruna ainda falou sobre a sua trajetória de jornalista até chegar à televisão. "Com certeza o rapaz não sabe o quanto eu ralei para estar ali. O quanto eu estudei e me esforcei para ter o prazer de poder contar histórias incríveis e estar em frente às câmeras mostrando tudo ao vivo. Faculdade, cursos, muitos finais de semana perdidos, muitos jogos de futebol analisados, estudo tático, técnico, pesquisas etc. Mas pelo simples fato de eu ser uma mulher no meio de uma torcida, nada disso teve valor para ele. Se achou no direito de fazer o que fez", relatou. Bruna disse ainda que, apesar de triste com a situação, seguiu em frente, ao vivo. "Com a certeza que de cabeça erguida vamos conquistar o respeito que merecemos e que o cidadão que quis aparecer é quem deve se envergonhar do que fez. Sou repórter de futebol, sou mulher e mereço ser respeitada", finalizou.

Confira o desabafo na íntegra:

Sempre fui uma repórter que adora uma festa de torcida. Não me importo com banho de cerveja, torcedor pulando, pisando no meu pé... sempre me deixo levar pela emoção e tento sentir o momento para fazer o meu trabalho da melhor maneira possível. Sempre me orgulhei por ter uma boa relação com todas as torcidas e por ser tratada com muito respeito!! Mas ontem, senti na pele a sensação de impotência que muitas mulheres sentem em estádios, metrôs, ou até mesmo andando pelas ruas. Um beijo na boca, sem a minha permissão, enquanto eu exercia a minha profissão, que me deixou sem saber como agir e sem entender como alguém pode se sentir no direito de agir assim. Com certeza o rapaz não sabe o quanto eu ralei para estar ali. O quanto eu estudei e me esforcei para ter o prazer de poder contar histórias incríveis e estar em frente às câmeras mostrando tudo ao vivo. Faculdade, cursos, muitos finais de semana perdidos, muitos jogos de futebol analisados, estudo tático, técnico, pesquisas etc. Mas pelo simples fato de ser uma mulher no meio de uma torcida, nada disso teve valor para ele. Se achou no direito de fazer o que fez. Hoje, me sinto ainda mais triste pelo que aconteceu comigo e pelo que acontece diariamente com muitas mulheres, mas sigo em frente como fiz ao vivo. Com a certeza que de cabeça erguida vamos conquistar o respeito que merecemos e que o cidadão que quis aparecer é quem deve se envergonhar do que fez. Sou repórter de futebol, sou mulher e mereço ser respeitada.

Uma publicação compartilhada por Bruna Dealtry (@brunadealtry) em



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