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Cinema Gary Oldman no papel de Churchill é ponto alto de O Destino de Uma Nação Filme dirigido por Joe Wright dá pouco espaço para elenco de apoio e peca no desenvolvimento do drama histórico

Por: Breno Pessoa

Publicado em: 11/01/2018 14:40 Atualizado em: 11/01/2018 13:09

Oldman recebeu Globo de Ouro pela atuação e é forte concorrente ao Oscar. Foto: Focus Features/Divulgação
Oldman recebeu Globo de Ouro pela atuação e é forte concorrente ao Oscar. Foto: Focus Features/Divulgação

Alguns filmes biográficos se esmeram tanto na tarefa de representar nas telas determinadas figuras que há esvaziamento no restante que diz respeito a uma obra cinematográfica. O destino de uma nação, dedicado a cobrir o período em que Winston Churchill assume o cargo de primeiro-ministro da Inglaterra durante a Segunda Guerra Mundial, por vezes pende para esse caminho.

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Sim, o trabalho de Gary Oldman (O espião que sabia demais), recentemente premiado com o Globo de Ouro de Melhor Ator, é o ponto alto do filme, ao lado do trabalho de maquiagem, também impecável. O ator emula um Churchill crível, vívido e cheio de nuances. Ao mesmo tempo em que se mostra irascível, o personagem é algo vacilante como se pode esperar de alguém que assume o posto em um momento tão delicado, quando a ameaça da Alemanha nazista vai ficando cada vez maior.

Coincidentemente, o longa-metragem mostra os bastidores de evacuação militar em Dunquerque, recentemente retratada em Dunkirk, de Christopher Nolan. Se o épico de guerra explora o lado mais visceral da retirada dos soldados britânicos acuados pelos nazistas na França, O destino de uma nação aborda os aspectos mais burocráticos da ação tática e o papel de Churchill na iniciativa, bem-sucedida na missão de resgatar mais de 300 mil combatentes.

O diretor, Joe Wright, se mostra bastante ciente da potência da atuação de Oldman e, ainda que não caia em deslumbramento, dá pouco tempo de tela a outros personagens interessantes, como a esposa do primeiro-ministro, Clemmie (Kristin Scott Thomas), a única pessoa capaz de apaziguar o genioso político. Lily James, responsável por interpretar Elizabeth Layton, a datilógrafa de Churchill, é outra que poderia ter mais ter mais espaço e sendo uma personagem de pouca voz.

Na maior parte do tempo, os coadjuvantes parecem agir apenas em função do personagem central. É um filme agradável. E talvez seja esse o grande problema, considerando que a temática de Segunda Guerra Mundial. Falta o mínimo aprofundamento em tudo que não é relativo ao personagem central e a falha na construção desse pano de fundo esvazia a sensação de iminência da invasão nazista à Inglaterra. Tudo parece seguro na presença de Churchill.

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