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Cinema Novo Jumanji reverencia clássico dos anos 1990 em aventura despretensiosa Sem muitas ligações com filme anterior, novo longa moderniza franquia

Por: Breno Pessoa

Publicado em: 02/01/2018 19:01 Atualizado em: 02/01/2018 19:53

Elenco bem entrosado conquista também pelo carisma. Foto: Sony Pictures/Divulgação
Elenco bem entrosado conquista também pelo carisma. Foto: Sony Pictures/Divulgação

Jumanji: Bem-vindo à selva
, continuação do famoso filme de 1995, opta pelo máximo distanciamento da obra original. E isso é o grande acerto da nova versão, em pré-estreia nos cinemas e oficialmente em cartaz a partir de quinta-feira. Com Dwayne Johnson, Jack Black, Karen Gillan e Kevin Hart, o novo título reverencia o longa-metragem dos anos 1990 sem necessariamente ser nostálgico.

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Ainda que seja uma sequência, Bem-vindo à selva funciona de forma independente do anterior. As ligações com a primeira aventura podem ser resumidas ao jogo de tabuleiro Jumanji e à menção ao personagem Alan Parrish, vivido por Robin Williams (1951-2014). Na nova produção, que também pode ser enxergada como remake, o jogo de tabuleiro mágico, capaz de transportar os jogadores para a selva, transformou-se em videogame e a atualização traz dinâmicas diferentes.

A trama tem início com a apresentação dos adolescentes Spencer (Alex Wolff), Fridge (Ser’Darius Blain), Bethany (Madison Iseman) e Martha (Morgan Turner). Algo similar aos acontecimentos de O clube dos cinco, os jovens acabam indo para a sala de detenção escolar. Durante o castigo, eles encontram a versão atualizada do Jumanji e resolvem ligar o videogame, o que os transporta para a selva.

A grande diferença é que os jogadores assumem avatares dos personagens do jogo. Logo, o franzino Spencer vira um aventureiro musculoso (Johnson), o atlético Fridge se torna um pequeno e frágil desbravador da natureza (Hart), a insegura Martha ganha o corpo de uma exímia lutadora e a vaidosa Bethany é transformada em um desengonçado pesquisador da vida selvagem.

Enquanto o filme de 1995 transportava animais e elementos da floresta para o ambiente urbano, o novo Jumanji faz o caminho inverso, uma situação mais convencional e já vista em outras produções ambientadas em paisagens selvagens. Mesmo soando genérico nesse aspecto, o filme se prova algo além de uma desculpa para usar como subtítulo a música Welcome to the jungle (Bem-vindo à selva, em português), do Guns N’ Roses, exaustivamente tocada nos materiais de divulgação.

Talvez a grande semelhança possível com o Jumanji anterior seja o tom despretensioso. Longe de ser memorável, é, porém, uma aventura divertida, mais pautada na ação e no humor. Predominante ingênua, a comédia funciona e o quarteto de protagonistas é realmente entrosado e carismático. Pode desagradar aos puristas, sobretudo pelo distanciamento em relação ao longa anterior, por sua vez baseado no livro ilustrado infantil escrito e desenhado pelo norte-americano Chris Van Allsburg. Deixadas de lado essas questões, é um filme afetuoso com o passado e competente em sua proposta de revitalizar a franquia.

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