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Televisão Globo proíbe quadrinista de usar boné com estrela vermelha no Conversa com Bial Na internet, espectadores apontaram 'censura' ao ver símbolo coberto por fita isolante

Por: Viver/Diario - Diario de Pernambuco

Publicado em: 29/11/2017 11:27 Atualizado em: 29/11/2017 16:31

Gabriel Bá usou as redes sociais para se pronunciar. Foto: Globo/Reprodução
Gabriel Bá usou as redes sociais para se pronunciar. Foto: Globo/Reprodução

O cartunista Gabriel Bá usou as redes sociais para se pronunciar sobre a participação no Conversa com Bial, levada ao ar na noite desta terça-feira (28). Ele e a Globo se tornaram alvos de críticas depois que os espectadores constataram que a estrela vermelha contida no boné do artista - semelhante ao que o ex-líder cubano Fidel Castro utilizava - havia sido coberta por fita isolante para as gravações do programa. Na internet, o caso foi tratado como "censura". 

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De acordo com Gabriel, gêmeo do também quadrinista Fábio Moon, a produção da atração havia pedido para que símbolos políticos fossem poupados nas vestimentas. "'Evite números para que não haja associação a marcas ou partidos políticos'. Essa foi uma das dicas de vestuário da produção do programa. Mesmo assim, fui com meu boné verde com estrela vermelha, que trouxe do Vietnam. Tenho outros, mas gosto deste, do que ele representa. Foi minha escolha", escreveu ele em publicação acompanhada de uma ilustração do adereço com fita isolante.

"Chegando no estúdio, o pessoal do figurino, respondendo à diretoria do programa, disse que a estrela não ia rolar. Claro que não fiquei contente, mas eu fiz uma escolha antes: a de ir com o boné. Entre entrar com a estrela coberta ou entrar sem boné, escolhi o boné. E escolheria novamente. Poderia ser um tucaninho azul e amarelo ou um número 45, o logo da Adidas ou o escudo do Palmeiras. Seria coberto da mesma maneira. Prefiro ver agora esse debate todo e o povo refletindo do que simplesmente ter entrado sem boné", completou o artista, um dos autores da adaptação para quadrinhos de Como falar com garotas em festas.

Em nota enviada ao Viver, a Globo rebateu as acusações de ter cometido censura, mas confirmou que não autorizou o uso do boné com a estrela vermelha. "Existe uma orientação geral para que os convidados evitem roupas com marcas aparentes, e símbolos e números que remetam a partidos políticos. Esse cuidado reforça a isenção do programa. Não há qualquer tipo de censura ou restrição ao conteúdo da entrevista. Os convidados discorrem livremente sobre questões políticas e expõem opiniões pessoais", diz o comunicado.

Nas redes sociais, fãs do quadrinista o criticaram por "ceder" a exigência. "Que decepção! Tinha certeza de que era efeito de edição e de que você não tinha sido cúmplice... Mas, não! É fita crepe mesmo, escondendo a estrela vermelha", escreveu um usuário do Facebook. "Cara, não adianta agora 'posar' de 'garoto rebelde'. Tu abaixou a cabeça para a TV Globo com uma subserviência nunca vista. Que nojo! Honre suas calças, rapaz! Fitinha crepe para esconder a estrela vermelha", disse, ainda, outro. 

Veja a publicação de Gabriel Bá: 

"Evite números para que não haja associação a marcas ou partidos políticos". Essa foi uma das dicas de vestuário da produção do programa. Mesmo assim, fui com meu boné verde com estrela vermelha, que trouxe do Vietnam. Tenho outros, mas gosto deste, do que ele representa. Foi minha escolha. Chegando no estúdio, o pessoal do figurino, respondendo à diretoria do programa, disse que a estrela não ia rolar. Claro que não fiquei contente, mas eu fiz uma escolha antes: a de ir com o boné. Entre entrar com a estrela coberta ou entrar sem boné, escolhi o boné. E escolheria novamente. Poderia ser um tucaninho azul e amarelo ou um número 45, o logo da Adidas ou o escudo do Palmeiras. Seria coberto da mesma maneira. Prefiro ver agora esse debate todo e o povo refletindo do que simplesmente ter entrado sem boné.

Uma publicação compartilhada por Gabriel Bá (@gabriel_ba) em

 


Título atualizado após envio de nota pela Globo
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