• Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no Google Plus Enviar por whatsapp Enviar por e-mail Mais
HQs Meu Amigo Dahmer retrata adolescência de um dos mais conhecidos serial killers dos EUA Graphic novel é escrita e desenhada por Derf Backderf, colega de escola do assassino

Por: Breno Pessoa

Publicado em: 25/11/2017 10:00 Atualizado em: 24/11/2017 17:54

Quando adolescente, Dhamer fingia ataques epilépticos para atrair a atenção das pessoas. Imagem: Darkside/Divulgação
Quando adolescente, Dhamer fingia ataques epilépticos para atrair a atenção das pessoas. Imagem: Darkside/Divulgação

Um dos mais conhecidos serial killers dos Estados Unidos, Jeffrey Dahmer (1960-1994) fez 17 vítimas entre 1978 e 1991, incluindo no repertório de crimes (além de assassinato) estupro, desmembramento dos corpos e até canibalismo. O passado da figura violenta é investigado em Meu amigo Dahmer (DarkSide, 288 páginas, R$ 59,90), HQ escrita e desenhada por Derf Backderf, colega de escola do famigerado assassino. Premiada no Festival de Angoulême, na França, em 2014, a obra acompanha a adolescência conturbada de Dahmer, em uma reconstituição do período feita a partir de memórias do autor, entrevistas com amigos e antigos professores, além de consultas a arquivos do FBI e outros documentos.

Quer receber notícias sobre cultura via WhatsApp? Mande uma mensagem com seu nome para (81) 99113-8273 e se cadastre 

A obra foi adaptada para os cinemas em filme homônimo (My friend Dahmer) dirigido Marc Meyers, atualmente em cartaz nos EUA. O longa, com Ross Lynch no papel principal, ainda não tem data de estreia no Brasil. Antes, a história do serial killer rendeu outra adaptação cinematográfica, Dahmer: Mente assassina (2002), estrelada por Jeremy Renner (Vingadores), e  

Detendo-se exclusivamente na época anterior aos assassinatos em série, o livro de Backderf revela um personagem sombrio e perturbador desde cedo. Sem sinais evidentes de comportamento violento, era uma espécie de pária ou, simplesmente, um tipo esquisito. Obcecado por dissecar animais atropelados que encontrava perto de casa, Dahmer também tinha histórico de alcoolismo e era conhecido na escola por costumar fingir ataques epilépticos.

Parece, a princípio, inusitada uma obra sobre um serial killer que não dedica espaço aos crimes que o tornaram célebre. Mas é justamente aí que reside a força de Meu amigo Dahmer. O panorama construído por Backderf é rico e, embora não se proponha à provavelmente impossível tarefa de explicar uma mente assassina, é eficiente na tarefa de compor as nuances sombrias do biografado. O autor também tem um ótimo senso de narrativa, com quadros bastante dinâmicos e leitura fluída. Simples e algo cartunesco, os desenhos remetem aos quadrinhos underground norte-americanos, em um meio-termo Robert Crumb e Peter Bagge.

Apesar do título do livro, o autor faz questão de enfatizar na introdução não nutrir qualquer simpatia ou condescendência. "Dahmer era um infeliz, um ser problemático, cuja perversidade estava quase além da compreensão". Jeffrey Dahmer foi preso em julho de 1991 e julgado no ano seguinte. Considerado culpado por 15 homicídios, o serial killer foi condenado a 957 anos de prisão. O criminoso morreu no dia 28 de novembro de 1994, em uma briga no presídio onde cumpria a pena.

Confira o trailer do filme:


Acompanhe o Viver no Facebook:


Os comentários abaixo não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.