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Música Morre o cantor e compositor pernambucano Tito Lívio, aos 60 anos Ele faleceu em casa, em Olinda. Ao longo da carreira, fez músicas para Alceu Valença, Elba Ramalho e outros artistas

Por: Viver/Diario - Diario de Pernambuco

Publicado em: 23/11/2017 09:01 Atualizado em: 17/01/2018 00:25

Tito foi importante peça da cena musical do estado em 1970. Foto: Facebook/Reprodução
Tito foi importante peça da cena musical do estado em 1970. Foto: Facebook/Reprodução


Morreu, na madrugada desta quinta-feira (23), o cantor e compositor pernambucano Tito Lívio, aos 60 anos de idade. Ele estava em casa, em Olinda, quando passou mal e foi socorrido pelo Samu. De acordo com os médicos que o atenderam, a causa do falecimento foi um infarto fulminante, mas o corpo está sendo levado ao Instituto Médico Legal (IML) para exames. 

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O velório será no Palácio dos Governadores, sede da Prefeitura de Olinda, e os familiares ainda estão acertando os detalhes referentes ao enterro. Tito deixou uma única filha, Lara Lívia, de 20 anos. O cantor Jota Michiles, amigo próximo dele, lamentou a perda afirmando que o encontrou ontem para um café. 


"Ele me parabenizou e disse que, neste carnaval, iria 'colar' em mim. Falou: 'Vamos juntos, vamos lá'. É uma pena que se foi. Tínhamos uma relação muito boa, recebi essa notícia nesta manhã com muita surpresa. Ele costumava cantar minhas músicas e meus frevos nos shows". lembrou Michiles.

Tito Lívio fez parte do movimento musical do Recife na década de 1970. Teve quatro discos lançados: Feito pra tocar no rádio, Fala, Cheiro de jasmim e Galope noturno. O Ator, radialista e pesquisador musical Renato Phaelante destacou a importância do artista para a história da música em Pernambuco. "Foi um grande compositor e um grande poeta", lamentou ele. 


Uma das suas músicas mais populares, Arreio de prata, foi interpretada por Alceu Valença ao lado de Rodolfo Aureliano. Tito também lançou Lua viva, com Lula Cortês e participação de Elba Ramalho. 

Marco Polo Guimarães, integrante da Ave Sangria, se definiu como companheiro de estrada de Tito, já que  ambos fazem parte da geração musical desenvolvida na década de 1970. "É uma pena porque ele tem uma contribuição boa para a música pernambucana. Foi uma presença forte, marcante. É lamentável e sempre triste perder não só um amigo, mas um grande artista. Fizemos parte do mesmo processo", definiu ele. 

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