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Música Terça do Vinil celebra dez anos com festa na véspera de feriado Projeto, comandado pelo DJ 440, tem como objetivo incentivar o resgate da música popular brasileira

Por: Alef Pontes

Publicado em: 14/11/2017 09:31 Atualizado em:

Juniani Marzani, o DJ 440, fundou festa que se tornou projeto da sua vida. Foto: 3po4Fotografia/Divulgação
Juniani Marzani, o DJ 440, fundou festa que se tornou projeto da sua vida. Foto: 3po4Fotografia/Divulgação

Há dez anos, o produtor cultural Juniani Marzani se reunia com um grupo de amigos na calçada do Xinxim da Baiana, em Olinda, para tomar cervejas e comemorar a saída de um emprego formal. No som, uma seleção de vinis da coleção pessoal embalava o encontro. Foi assim que, naquele ano, nasceu uma das festividades representativas da noite pernambucana: a Terça do Vinil. Completando uma década de atividades, sob o comando do DJ 440, o Juniani, o evento arma o som para festejar mais uma vez. 

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"Eu já trabalhava com discotecagem, mas não era o meu meio de vida. Eu tinha um emprego que odiava em uma empresa de telemarketing e fui demitido numa segunda-feira. Aí, me reuni com os amigos para comemorar e comecei a colocar um som", relembra, sobre o surgimento da festa. Do grupo de amigos no início do set, a noite acabou com o espaço lotado. "E foi muito doido, porque era um dia muito incomum para se fazer uma festa", brinca. "O que era uma brincadeira virou o projeto da minha vida". 

Do pontapé inicial descontraído, a coisa pegou forma e foi evoluindo, logo o espaço ficou pequeno para o público e ele teve que se mudar. De Olinda, para o Recife. Nesses dez anos o evento já passou por outras cinco sedes. Sempre com o objetivo de incentivar o resgate da música popular brasileira, buscando retirar a poeira de canções que estavam perdidas nos sebos de vinis e fomentar a cultura popular, garante. Para isso, o produtor e DJ investe em um seleção de músicas que refletem, na pista, o que ele considera "sentimento de brasilidade". Nas picapes, sambas, chorinhos, guitarradas, carimbós, frevos e forrós se encontram com o tropicalismo, funk e soul para fazer dançar. 

“O Brasil que o Brasil desconhece”. Esse é o conceito apresentado pelo DJ 440 nas seleções, montadas à base de pesquisa em um processo de “arqueologia musical”. Ele conta que atualmente já passa dos 3 mil discos discos, dentre os quais alguns exemplares nacionais raros, mas foi gravando fitas cassetes dos clipes exibidos na finada MTV que montou os primeiros repertórios. A proposta de difundir a brasilidade veio da herança musical familiar, imagética e literal: “Meus pais sempre curtiram música brasileira, então comecei com os discos que eu herdei e cresci ouvindo. Virou amor”. 

Agora acumulando histórias, acompanhando a constante renovação do público e promovendo a circulação da música pelos mais diversos espaços, ele olha pra frente: "Eu penso em transformar a Terça do Vinil em um selo que englobe outros eventos. E, se não faltar saúde, vamos para rua por mais 20 anos”. Para registrar a data e reafirmar o amor ao, como define, "melhor da música brasileira imperecível", a comemoração dos dez anos da Terça do Vinil será realizada nesta terça-feira (14), a partir das 21h, no Almirante (antigo Vapor 48). Além de Juniani, outros companheiros de ofício assumem a seleção das bolachas: os cariocas DJ Montano e DJ Calani. Para completar o clima de baile, a banda Forrólindense integra a noite.
 
SERVIÇO
10 anos da Terça do Vinil
Quando: nesta terça-feira (14), às 21h
Onde: Almirante (Cais das Cinco Pontas, s/n, bairro de São José)
Ingressos: R$ 30, à venda online na Sympla, na loja Avesso ou na Tropicasa
Proibida a entrada de menores de 18 anos

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