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Teatro Teatro Boa Vista estreia temporada de humor às segundas-feiras Musical Tia Kléo: O Show narra vida de ex-estrela da Broadway e conta com participação de personalidades locais a cada semana

Por: Diogo Carvalho

Publicado em: 16/10/2017 10:45 Atualizado em: 16/10/2017 15:34

Personagem sexagenária do ator Lano de Lins conquistou popularidade na internet. Foto: Francisco de Paula/Divulgação
Personagem sexagenária do ator Lano de Lins conquistou popularidade na internet. Foto: Francisco de Paula/Divulgação

Dama do teatro e da televisão, Laura Cardoso é daquelas senhorinhas enérgicas que, no auge dos seus 90 anos, não gosta de ser chamada de "idosa", mas de "vivida". Tanto que ela foi o primeiro nome pensado pelo dramaturgo Odilon Wagner para conduzir as primeiras apresentações de A última sessão - espetáculo visto por mais de 60 mil pessoas desde 2014 e que já reuniu nos palcos brasileiros atores experientes, como Nívea Maria, Etty Fraser e Antônio Pitanga para debater as dificuldades e prazeres da melhor idade numa rodada de terapia em grupo. Depois de quase 10 anos de trabalhos com grandes nomes do Teatro de Amadores de Pernambuco (TAP), o cearense Lano de Lins (de coração pernambucano) despertou ainda mais curiosidade sobre os casos dessas estrelas mais "vividas"; Assim, de maneira mais intimista, mas nem por isso menos glamurosa, o ator aborda a temática da terceira idade a partir desta segunda-feira (16) no novo projeto do Teatro Boa Vista, o Segunda com humor de primeira, com a estreia do espetáculo musical Tia Kléo: O show.

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Com 41 anos de idade, Lano dá vida a Tia Kléo, uma simpática sexagenária que, depois de anos de estrelato em espetáculos da Broadway, volta às origens para contar casos da trajetória de maneira bem humorada. "Depois de 27 anos de carreira, chega uma hora que você quer investir e criar um personagem forte o suficiente para um monólogo, mas que também possa brilhar fora dos palcos", comenta o artista, que já encenou mais de 100 espetáculos, com destaque para Teseu e o minotauro (Melhor Ator no Festival Petrobras), O homem a mulher e o fim (quatro prêmios no Janeiro de Grandes Espetáculos), Angu de sangue, Miss star e a comédia Paloma para matar.

Professor de filosofia e psicologia, Lano pensou numa personagem que pudesse dar vazão a esse lado "mais pensador": "Precisava ter certa credibilidade para falar sobre o assunto, por isso pensei numa mulher (já que o universo feminino é muito mais rico) com certa idade, mas com toques de humor. Em 2015, surgiu Kleonice Maria Helena de Lins e Silva, a Tia Kléo, não apenas para que ela ficasse no mundo do teatro, mas para que ganhasse vida e pudesse se projetar para outros tipos de eventos". O ator conta que a personagem já chegou a fazer palestra em eventos de psicologia. Com o tempo, Tia Kléo ganhou um programa piloto no YouTube, que acabou dando a ideia de levá-la para o teatro.

O espetáculo que estreia nesta segunda-feira - e segue por tempo indeterminado sempre às segundas-feiras, às 20h - surgiu através de uma parceria da Cia. do Sol (de Lano) com Ulisses Dornelas, o produtor cultural por trás da maquiagem do famoso Palhaço Chocolate e administrador do Teatro Boa Vista. "Havíamos trabalhado juntos no infantil O mágico de Oz. Ulisses queria um projeto de humor para um dia alternativo, sem ser com um texto tão agressivo, como ao que o público daqui é acostumado. Ele achou a Kléo perfeita para se encaixar nessa proposta de comédia para a família. Tanto que fazemos questão de colocar nos pôsteres a tarja de censura livre. Não há nenhuma inadequação no texto", diz. 

Apesar da tiazona ser muito bem aceita entre os jovens - ele sente o carinho pela personagem em eventos que faz em escolas e creches -, é no público da terceira idade que Lano quer apostar com o novo projeto. "Para mim, faltam opções culturais para este público. Pensa-se muito em teatro para criança e adolescente, mas pouco para idosos. Estamos, inclusive, fechando algumas parcerias com grupos e abrigos. Não que seja só para eles, mas eles vão curtir muito". A identificaçãoo deve ser tanto com a personagem quanto com o visual da produção: "O humor local geralmente recorre ao simples, suburbano. A gente aposta no luxo, clássico, rococó, porque tem a ver com o universo da personagem, uma senhora rica e saudosista, que geralmente agrada visualmente essa faixa etária mais madura".
 
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