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Televisão 'Estamos todos aqui por causa do sexo', diz Bruna Lombardi, à frente da série A Vida Secreta dos Casais Atriz comentou onda de intolerância sexual no país

Por: Tiago Barbosa

Publicado em: 09/10/2017 20:20 Atualizado em:

Bruna Lombardi escreveu a série da HBO. Foto: HBO/Divulgação
Bruna Lombardi escreveu a série da HBO. Foto: HBO/Divulgação


Bruna Lombardi tem uma história entrelaçada à dramaturgia brasileira. Embora longe das produções há pelo menos uma década - a última atuação na TV paga foi em Mandrake (HBO, 2007) e na TV aberta, em O quinto dos infernos (Globo, 2002) -, ela se mantém na memória do telespectador por papéis como Diadorim, na adaptação do clássico Grande Sertão: Veredas (Globo, 1985). Em anos recentes, se divide (ou se multiplica) entre vários campos da criação e do autoconhecimento: é escritora, roteirista, produtora, poetisa, palestrante.

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Está à frente da Rede Felicidade, comunidade virtual criada para aproximar interessados no equilíbrio por meio do balanceamento entre corpo, mente e espírito. Às frentes de trabalho, difundidas entre os mais de 2,8 milhões de seguidores no Facebook e no Instagram, se soma a série da HBO criada por ela (A vida secreta dos casais, aos domingos, às 22h), cuja essência sexual entra em sintonia com a filosofia de vida dela. De partida a Porto Alegre, para participar de uma jornada de conhecimento e lançar os livros Clímax e Poesia reunida, ela conversou com o Viver: “A gente ajuda as pessoas a se descobrirem”.

Entrevista - Bruna Lombardi, atriz e escritora

Como surgiu a ideia de fazer a série A vida secreta dos casais?
Surgiu da minha paixão por séries. Sou fanática por séries, assisti a muitas e há muito tempo tenho essa tese de que virariam mania. A melhor dramaturgia está nelas. Como gosto de contar histórias, quis escrever uma. Comecei a escrever sobre temas relevantes, que me tocam, que são importantes para o coração, que vivo e que sou. Tem muito trabalho autoral [em A vida…]. É um thriller, gênero em que nunca tinha entrado. Tem mistério, twist (virada). Deu trabalho.

Como a questão do sexo conduz o desdobramento da série?
A minha personagem Sophia é uma sexóloga de um instituto que mexe com sexo tântrico. Ele ajuda as pessoas a resolver problemas se compreendendo. Esse autoconhecimento passa pelo sexo. Estamos todos aqui por causa do sexo, somos frutos do ato sexual. A série tenta buscar o sexo nesse patamar de maior expansão de conhecimento e elevação, de explorar mais essas possibilidades. Não é algo é gratuito, não é sexo consumista. A proposta passa pelas relações de poder, da politica, dos políticos, do mercado financeiro, do empresariado. Também do jornalismo, como último reduto de denúncia, a possibilidade de os jornalistas serem portadores da opinião pública.

A sexualidade atravessa período de oposições. O avanço da liberdade contrasta com atos de intolerância. Como avalia esse cenário?
Acho que o momento não é único. Sempre houve o avanço e a reação. Discutimos hoje temas que não se discutiam antes. Falamos dos direitos humanos, da diversidade, como nunca. A série aborda isso. A reação conservadora sempre existiu. A gente tem que defender cada um o seu ponto de vista. Assim como tem o bem e o mal, tem gente que pensa que ser gay é uma doença. Mas temos que lidar e dar visibilidade a isso. Esse percurso está claro no Brasil em que as verdades e as mentiras da política estão sendo desvendadas. Nunca tivemos bastidores tão revelados.

Como é trabalhar em família, com Carlos (marido, ator e diretor-geral) e Kim (filho, ator e diretor)?
Trabalhamos há tempos juntos. Estou com as pessoas que amo e grande elenco. A gente tem conexão e cumplicidade ótimas. Não quer dizer que não temos pontos de vista diferentes.

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