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Arte Português Antônio Poteiro tem obras sobre o Brasil expostas na Caixa Cultural Mostra já passou por Goiânia e Brasília e começa na capital pernambucana com visita guiada por filho do pintor

Por: Matheus Rangel

Publicado em: 03/10/2017 12:59 Atualizado em: 03/10/2017 12:24

Quadro A Chegada, em óleo sobre tela, é um dos que estão expostos na mostra que chega ao Recife. Foto: Caixa Cultural/Divulgação
Quadro A Chegada, em óleo sobre tela, é um dos que estão expostos na mostra que chega ao Recife. Foto: Caixa Cultural/Divulgação

Da chegada dos portugueses no Brasil aos conflitos entre a expedição cristã e os indígenas, nada escapou dos pincéis de Antônio Poteiro. Tendo ele próprio migrado do país europeu às terras tupiniquins em 1926, quando tinha apenas 1 ano de idade, o "descobrimento" da nação que se tornou sua casa ao longo de toda a vida foi tema recorrente nos quadros que pintou. O artista, radicado em Goiás, deixou como legado uma série de obras coloridas e carregadas de significado, que estão sob o cuidado do instituto com o nome dele desde 2010, quando faleceu.

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Do acervo, 37 quadros foram selecionados para compor a exposição Poteiro, o colorista do Brasil, que a partir desta terça-feira (3) estará em cartaz na Caixa Cultural. Com curadoria do crítico de arte Enock Sacramento, a mostra já passou por Goiânia (GO) e Brasília (DF). Enock fará palestra aos visitantes da exposição no dia 28 de outubro.

O evento de abertura, a partir das 19h, contará com visita guiada pelo filho de Antônio, Américo Poteiro, um dos responsáveis por organizar e promover o trabalho do pai. De acordo com o artista, só presenciando as obras expostas o público já consegue ter dimensão da importância do trabalho deixado pelo português, que se "propunha a traduzir a religiosidade e a cultura do povo goiano e brasileiro".

"Ele foi um sonhador. Muito humilde e simples, sempre ajudava as pessoas a criar. Tanto na pintura como na escultura, viveu e fez muita coisa bonita”, diz, em referência às diversas profissões praticadas pelo artista antes de despontar na arte, como pedreiro, garçom, entregador de pães, cozinheiro e ferreiro. “Eu acho que, para entender o que ele fez, as pessoas precisam vir e ver o merecimento. Acho que o povo que precisa julgar. A crítica é importante, seja ela positiva ou negativa. O mundo é para todos, cada um tem seu prazer", avalia Américo.

Nascido em uma aldeia de Braga, no norte de Portugal, Poteiro morou em São e em algumas cidades de Minas Gerais, como Araguari, Uberlândia, Ilha do Bananal e Nerópolis, antes de se fixar em Goiânia. Cerca de um ano depois do falecimento, foi criado o Instituto Antônio Poteiro, com o intuito de propagar sua obra. "Em um período de seis anos, já tivemos mais de 16 mil pessoas visitando o ateliê e as exposições, dentre crianças e adultos. Estamos sempre movimentando o instituto. O que queremos, de verdade, é não deixar o nome dele sumir do público, dos colecionadores… Quando um artista vai ficando velho, os filhos deixam de se interessar pelo legado. Mas estamos trabalhando duro para que isso não aconteça", explica o filho.

SERVIÇO
Exposição Poteiro, o colorista do Brasil
Quando: a partir desta terça-feira (3) até 3 de novembro
Visitação: de terça a sábado, das 10h às 20h, e aos domingos, das 10h às 17h
Onde: Caixa Cultural (Avenida Alfredo Lisboa, 505, Recife Antigo)
Informações: 3425-1915

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