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Artes Visuais Conheça as obras de arte pernambucanas da mostra censurada pelo Santander Cultural Deyson Gilbert e Montez Magno tinham obras em cartaz na exposição Queermuseu

Por: Viver/Diario - Diario de Pernambuco

Publicado em: 12/09/2017 19:01 Atualizado em:

Pernambucanos tiveram obras censuradas na Queermuseu. Fotos: Acervo Pessoal/Mendes Wood DM/Ed. do autor/Divulgação
Pernambucanos tiveram obras censuradas na Queermuseu. Fotos: Acervo Pessoal/Mendes Wood DM/Ed. do autor/Divulgação

Dois nomes de Pernambuco estão entre os 85 artistas cujas obras compunham a exposição Queermuseu: Cartografias da diferença na arte brasileira, cancelada após se tornar alvo de críticas de grupos conservadores por exibir trabalhos relacionados à diversidade sexual. A mostra estava em cartaz no Santander Cultural de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, que justificou o encerramento, no último domingo (10), alegando ter reconhecido que algumas peças "desrespeitavam símbolos, crenças e pessoas". 

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Natural de São José do Egito, no interior do estado, Deyson Gilbert estava representado na exposição por meio da obra Coitus, de 2012. Ele foi naturalizado em São Paulo, onde vive e trabalha. Estudou Escultura pela Universidade de São Paulo (USP) e tem a obra exposta pela galeria Mendes Wood DM, também na capital paulista. Já o pintor, escultor, artista intermídia, escritor e ilustrador Montez Magno, com 60 anos de carreira, tinha a série Galáxias, de 2008, exposta na Queermuseum. Ele já estudou na Europa e venceu o prêmio do I Salão Global do Nordeste. 

Pelo fato das obras serem selecionadas a partir de galerias de arte e de colecionadores, muitos dos autores dos trabalhos que figuravam na exposição não tinham conhecimento disso, como é o caso de Montez . Ao Viver, ele afirmou não estar ciente da polêmica entorno da Queermuseum, mas se posicionou contra toda forma de censura na arte. "Em princípio, de qualquer forma, sou contra qualquer censura. Eu pensava que isso já estava superado, porque esse tipo de coisa ocorria na ditadura militar, mas, depois que o processo democrático foi retomado, isso deixou de existir. A obra de arte só pode ser censurável se for ruim. Se ela tiver qualidade, pode tratar de qualquer tema", afirmou. 

Série Galáxias, do pernambucano Montez Magno, estava exposta na polêmica exposição. Fotos: Mendes Wood DM/Divulgação
Série Galáxias, do pernambucano Montez Magno, estava exposta na polêmica exposição. Fotos: Mendes Wood DM/Divulgação


Segundo Matheus Yehudi, responsável pela Galeria Mendes Wood DM, a obra de Deyson Gilbert, intitulada Coitus, apresentada pela primeira vez durante uma exposição em Bogotá, em 2012, gira em torno do "equilíbrio". "É um mastro sem bandeira, apoiado por uma cadeira, que representa a inconosclatia do nacional, de um pensamento único. Os objetos estão equilibrados, mas pendentes a cair. Isso retrata a fragilidade da ideia de se tratar todos como um só", explica o especialista.

Coitus trata do frágil equilíbrio de um estado nacionalista. Foto: Mendes Wood DM/Cortesia
Coitus trata do frágil equilíbrio de um estado nacionalista. Foto: Mendes Wood DM/Cortesia

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