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Censurada Queermuseu: Curador não sabia que mostra seria cancelada 'Foi uma decisão unilateral', afirmou Gaudêncio Fidélis sobre o fechamento da exibição pelo Santander Cultural

Por: Agência Estado

Publicado em: 12/09/2017 17:11 Atualizado em:

Gaudêncio Fidélis durante a abertura da mostra Queermuseu: Cartografias da Diferença na Arte Brasileira. Foto: Facebook/Reprodução
Gaudêncio Fidélis durante a abertura da mostra Queermuseu: Cartografias da Diferença na Arte Brasileira. Foto: Facebook/Reprodução

O curador da exposição Queermuseu: Cartografias da diferença na arte brasileira, Gaudêncio Fidélis, afirmou nesta segunda-feira (11) que não foi informado pelo Santander Cultural sobre o fechamento da exibição que estava em cartaz no centro de Porto Alegre desde o dia 15 de agosto. "Foi uma decisão unilateral do Santander. Nunca fui consultado sobre isso. Fiquei sabendo por uma mensagem que recebi de uma amiga que leu no Facebook", explicou. A exposição contava com mais de 270 obras, que exploravam a diversidade dos gêneros, e estava prevista para ir até 8 de outubro. Mas foi cancelada no domingo (10), por causa da insatisfação de frequentadores, que acusaram a exposição de blasfêmia em redes sociais.

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Segundo o curador, os detalhes que aparecem nas obras expostas não fazem alusão a pedofilia, blasfêmia ou zoofilia. "Na obra intitulada Cena de interior II, de Adriana Varejão (uma das mais polêmicas), não se pode dizer que um pequeno fragmento de uma pintura faz apologia à zoofilia, porque na verdade é uma obra crítica do processo de colonização do País", argumentou. Para Gaudêncio Fidélis, o fechamento da exposição foi uma atitude arbitrária.

Nas redes sociais, um grupo de apoio à reabertura da exibição foi organizado. Nesta terça-feira (12), um ato pela "liberdade de expressão artística e contra a LGBTfobia" estava programado para ocorrer a partir das 16h em frente do Santander Cultural, em Porto Alegre. Em nota, a instituição pediu desculpas a todos os que se sentiram ofendidos por alguma obra que fazia parte da mostra, alegando que seu objetivo "é incentivar as artes e promover o debate sobre as grandes questões do mundo contemporâneo, e não gerar qualquer tipo de desrespeito e discórdia".

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