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TV Do Córrego do Jenipapo ao MasterChef: quem é a primeira recifense do programa A chef recifense Mirna Gomes é uma das 16 participantes da versão profissional do reality

Por: Marina Simões - Diario de Pernambuco

Publicado em: 05/09/2017 12:41 Atualizado em: 05/09/2017 12:58

A recifense é massoterapeuta há 11 anos e entrou na gastronomia há apenas quatro. Foto: Band/Divulgação
A recifense é massoterapeuta há 11 anos e entrou na gastronomia há apenas quatro. Foto: Band/Divulgação


A chef recifense Mirna Gomes, 36, é uma das participantes da segunda temporada do MasterChef Profissionais, que estreia nesta terça-feira (5), na Band, às 22h30. Antes de chegar aos estúdios, em São Paulo, para enfrentar as provas e ser avaliada por Henrique Fogaça, Paola Carosella e Érick Jacquin, a cozinheira percorreu um longo caminho. Mirna foi criada no Córrego do Jenipapo, periferia do Recife, onde morou com os pais e o irmão Reinaldo. Os primeiros contatos com a cozinha foram na adolescência, a partir da mãe Lindinéia da Silva, hoje falecida, que sustentava a família vendendo lanches na porta de casa e fornecia doces e salgados para estabelecimentos da vizinhança. "Desde pequena ela ajudou a mãe, mas não demonstrava vontade de cozinhar profissionalmente”, relembra a tia Edilene Rodrigues, que a considera como filha.

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A primeira profissão foi como massoterapeuta, função que desempenha há 11 anos. Ela trabalhou em SPA em Porto de Galinhas e em pousada, em Fernando de Noronha. Mirna mudou-se para São Paulo há noves anos e mora na cidade com a esposa. Ela iniciou a faculdade de gastronomia aos 32 anos. A partir daí, estagiou com a chef Bel Coelho e, logo em seguida, foi selecionada para intercâmbio na Espanha, onde trabalhou na cozinha do El Celler de Can Roca, restaurante três estrelas Michelin. Nos últimos dois anos, atuou como chef de praça do Maní, com a chef Helena Rizzo. "Sempre tive orgulho pela forma como ela batalhou. Ela está onde está por muito esforço e só vai crescer ainda mais", aposta a tia.

A vida de Mirna foi marcada por duas perdas. O pai, Renivaldo, morreu em 2011, e no ano seguinte, ela perdeu a mãe que lutava contra um câncer na língua. "Ela nunca foi de baixar a cabeça. Teve que começar a trabalhar cedo para ganhar o próprio dinheiro e ajudar a mãe. Já trabalhou como vendedora de loja antes de começar a fazer massagens", conta Edilene. No final do curso de gastronomia, Mirna se voltou para as raízes e produziu o trabalho de conclusão sobre a culinária pernambucana. Ela percorreu cidades do Sertão e colheu material para escrever um livro de receitas batizado de Diário em torno da cozinha pernambucana. "A vida dela é uma verdadeira roda gigante. Ora está lá em cima, ora lá embaixo. Mas nunca fez drama", diz a tia. A família foi quem a incentivou a se inscrever no MasterChef. "Você olha para ela e vê que é desenrolada, mas, no fundo, tímida. Mirna conquista com o carisma. Estamos muito felizes", comemora a tia Edilene, que vai "coordenar" a torcida no Recife. Segundo a família, Mirna cozinha muito bem frutos do mar. Os melhores pratos são a lula recheada e a caranguejada, receita que aprendeu com a mãe. 

A nova temporada do MasterChef é dedicada a cozinheiros que já se formaram e atuam na área. O primeiro episódio vai ao ar quinze dias depois da final do MasterChef Brasil, que teve Michele Crispin como vencedora do troféu 2017. Os 16 novos participantes serão apresentados e três deles vão deixar a competição logo na estreia. Além da recifense Mirna, estão na disputa Lubyanka, de João Pessoa (PB) e Irina, de Natal (RN). 

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