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Fotografia Fotógrafo explora 'teimosia em ser feliz' de sertanejos em exposição Museu Murillo La Greca, no Parnamirim, recebe mostra com fotos de João Roberto Ripper

Por: Matheus Rangel

Publicado em: 15/08/2017 10:17 Atualizado em: 15/08/2017 13:39

Ripper apontou as lentes para as dinâmicas das pessoas com o meio ambiente e com práticas de agroecologia durante cerca de um mês e meio. Foto: Sara Brito/Divulgação
Ripper apontou as lentes para as dinâmicas das pessoas com o meio ambiente e com práticas de agroecologia durante cerca de um mês e meio. Foto: Sara Brito/Divulgação

O fotógrafo e documentarista carioca João Roberto Ripper não se contentou com a perspectiva triste e sôfrega geralmente associada ao povo sertanejo e buscou reverter essa tendência. A partir dessa ótica, foi não apenas ao Sertão, mas também passou pelo Agreste e pela Zona da Mata Norte de Pernambuco para retratar a relação entre famílias dessas regiões e a agricultura. Ele apontou as lentes para as dinâmicas das pessoas com o meio ambiente e com práticas de agroecologia durante cerca de um mês e meio de andanças realizadas em parceria com o Centro de Desenvolvimento Agroecológico Sabiá. Os frutos dessa experiência se materializam na exposição Uma deliciosa teimosia em ser feliz, a partir desta terça-feira (15) no Museu Murillo La Greca.

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A abertura da mostra, que conta com 20 fotos, ocorrerá às 19h30, junto com um debate aberto ao público sobre alimentação saudável e consumo consciente, com a participação do médico Celerino Carriconde, do Centro Nordestino de Medicina Popular. Com design de Alberto Saulo Lima e curadoria de Luciana Dantas, as imagens estarão disponíveis no Recife até 15 de outubro, quando seguem para o Sesc Triunfo, onde permanecem até dezembro.

“Fizemos uma documentação para tentar mostrar um pouco da vida das pessoas, com os trabalhos, as lutas, mas, sobretudo, mostrando suas belezas. O que elas fazem, como vivem, quais afetos cultivam. Eu tento ver a fotografia pela inclusão e não pela ausência. É justamente esse discurso de ausência ou de violência que a gente vê se repetir nas favelas, nos quilombos, onde há sempre um estereótipo”, define Rippler. “Todos temos algo em comum dentro das nossas histórias. E se o mundo existe pela aproximação e conhecimento da beleza (não somente física), por que, na hora em que vamos informar sobre as populações menos favorecidas, o que se escolhe para mostrar não são as belezas?”, provoca ele.

A trajetória do fotógrafo é atrelada à luta pelos direitos humanos, com trabalhos centrados no combate ao trabalho escravo. Ele faz parte do projeto Imagens do Povo, agência-escola do Observatório de Favelas, no Rio de Janeiro, que treina e insere fotógrafos populares no mercado de trabalho. Mesmo estando sempre na estrada para buscar histórias, Ripper diz se surpreender com as descobertas, como as narrativas observadas em Pernambuco. E acredita: “Um documentarista não deve nunca perder a capacidade de se indignar com as injustiças da sociedade. Mas também não pode deixar de se maravilhar com as maravilhas do mundo”. 

SERVIÇO
Abertura da exposição Uma deliciosa teimosia em ser feliz
Quando: terça-feira (15), às 19h
Onde: Museu Murillo La Greca (Rua Leonardo Bezerra Cavalcante, 366, Parnamirim)
Quanto: gratuito
Informações: 3355-3126

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