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Literatura Antonio Cicero é eleito imortal da Academia Brasileira de Letras O poeta vai ficar com a cadeira número 27 de instituição, antes ocupada pelo professor e escritor Eduardo Portella

Por: Agência Estado

Publicado em: 10/08/2017 18:48 Atualizado em:

Antonio Cícero vai ocupar a cadeira número 27 da Academia Brasileira de Letras. Foto: Facebook/Reprodução
Antonio Cícero vai ocupar a cadeira número 27 da Academia Brasileira de Letras. Foto: Facebook/Reprodução


A Academia Brasileira de Letras (ABL) elegeu, nesta quinta-feira (10), por 30 votos a 4, o poeta Antonio Cícero como novo imortal. Ele vai ocupar a cadeira número 27, antes ocupada pelo professor e escritor Eduardo Portella, que morreu no dia 3 de maio. Além de Cícero, concorreram nove candidatos: Alfredo Sirkis, Cláudio Aguiar, José Itamar Abreu Costa, Eloi Angelos G. D’Aracosia, Adenildo de Lima, Delasnieve Daspet, Felisbelo da Silva, Luís Carlos de Morais Junior e Helio Begliomini.

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O primeiro ocupante desta cadeira foi Joaquim Nabuco, que escolheu como patrono Maciel Monteiro. Depois, ocuparam a vaga Dantas Barreto, Gregório da Fonseca, Levi Carneiro e Otávio de Faria. A eleição de Cícero já era dada como certa na academia. Foi a terceira vez que ele concorreu a uma vaga. "Antonio Cícero traz para a Academia Brasileira de Letras a presença e a atuação de um dos poetas mais representativos da literatura brasileira contemporânea", disse o presidente da ABL, Domício Proença Filho.

Poeta e ensaísta, Antonio Cicero é carioca e nasceu em 1945. Seu nome ficou conhecido na música popular nos anos 1980, por ser parceiro de Marina Lima, sua irmã, em sucessos como Fullgás, Virgem, Acontecimentos, Charme do mundo e Pra começar. Marina musicava seus poemas sem que ele soubesse. O poeta descobriu, gostou do resultado, e assim nasceu a parceria.

Ele também fez outros sucessos, como o funk À francesa (1989), com Cláudio Zoli e teve parcerias com João Bosco, Waly Salomão, Orlando Morais, Adriana Calcanhotto e Frejat. Grandes intérpretes gravaram sua obra, como Maria Bethânia em O lado quente do ser, Logrador e O circo, Caetano Veloso em Bobagens, meu filho, bobagens, Lulu Santos com O último romântico e Acende o crepúsculo de Gal Costa. O poeta é autor de livros de ensaios filosóficos, como O mundo desde o fim (1995) e Finalidades sem fim (2005), e dos livros de poemas Guardar (1996), A cidade e os livros (2002) e em parceria com o artista plástico Luciano Figueiredo, O livro de sombras: pintura, cinema e poesia (2010).

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