• Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no Google Plus Enviar por whatsapp Enviar por e-mail Mais
Música Músico radicado no Recife faz samba com carta de Temer para Dilma Single lançado nesta segunda-feira (5/6) transforma em 'samba-choro' um trecho da carta enviada em 2015

Por: Breno Pessoa

Por: Fellipe Torres - Diario de Pernambuco

Publicado em: 05/06/2017 18:30 Atualizado em: 05/06/2017 18:37

Imagem ilustrativa do single faz referência à disputa entre Dilma e Temer. Imagem: Reprodução do Youtube
Imagem ilustrativa do single faz referência à disputa entre Dilma e Temer. Imagem: Reprodução do Youtube


Músico carioca radicado no Recife, Matheus Mota buscou inspiração na esfera política para compor A senhora, single lançado por ele nesta segunda-feira (5/6). A composição transforma em "samba-choro" um trecho da carta enviada pelo então vice-presidente Michel Temer a Dilma Rousseff em 2015. A canção estará presente no próximo disco de Matheus, As palavras voam, que terá seis faixas com referência à correspondência e outros quatro temas instrumentais. A previsão de lançamento do álbum é entre o fim de junho e o começo de julho.

Segundo Matheus, a composição não tem teor político. "É algo na linha de colagem, mesmo. Não é uma música de protesto. Dá para encaixar em sátira, mas eu não considero, porque não estou detratando, apesar de naturalmente tornar jocoso. E se ficar jocoso também, ótimo", explica.

A ideia, de acordo com ele, surgiu logo que a carta de Temer foi "vazada", mas a adaptação só começou a ser feita em meados do ano passado. "Quando sai um áudio vazado, ou vídeo de Dilma 'saudando a mandioca', imediatamente fazem funks, paródias, remixes loucos. Esse trabalho foi musicalmente estruturado em cima da métrica. Uma métrica maluca, para poder caber na proposta. É algo mais artesanal, mesmo", diz.

Sobre a sonoridade do novo disco, ele revela que há samba, rock, funk e música de câmara. "Não fica claro quando eu digo MPB, porque meu som é estuturado em pesquisas rítmicas, polifonia e canção-rasteira", esclarece. Para Matheus, não há o risco de o trabalho ficar datado, "pelo teor atemporal da carta". "Os jargões, a coisa da narrativa toda que se sucedeu... É uma espécie de patrimônio nacional, do inconsciente coletivo. Tomo mundo conhece aquela frase em latim".

Ouça o single A senhora:

 

Acompanhe o Viver no Facebook:

 



Os comentários abaixo não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.