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Cinema Cineastas lançam manifesto contra serviços como Netflix e Amazon Apelo quer assegurar um mercado competitivo mais justo e sustentável para divulgação das obras

Por: AFP - Agence France-Presse

Publicado em: 22/05/2017 17:03 Atualizado em:

Filme Okja estreou no Festival de Cannes e foi vaiado pela plateia. Foto: Netflix/Divulgação
Filme Okja estreou no Festival de Cannes e foi vaiado pela plateia. Foto: Netflix/Divulgação

Importantes cineastas europeus, incluindo Michael Haneke (Áustria), Wim Wenders (Alemanha), os irmãos Dardenne (Bélgica), Stephen Frears (Reino Unido) e os espanhóis Fernando Trueba e Alejandro Amenábar assinaram nesta segunda-feira (2) um manifesto em favor do cinema europeu contra os gigantes da internet.

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Coincidindo com o Festival de Cannes, onde a seleção em competição de dois filmes da Netflix despertou grande polêmica, os signatários
afirmam que é "mais urgente do que nunca manter a territorialidade dos direitos, porque serve para estruturar e assegurar o elevado nível de financiamento de obras na Europa, especialmente no caso das indústrias cinematográficas mais frágeis". "Deve ser consolidado e reforçado o direito dos autores a viver de sua arte para que possam continuar criando. A integração dos gigantes da Internet na economia criativa europeia é determinante para o futuro do cinema", diz o manifesto.

Os cineastas consideram que "a Europa deve definir uma meta e assegurar as condições de um jogo competitivo mais justo e sustentável entre todos aqueles que difundem nossas obras". "Há muita coisa em jogo, mas o desafio é formidável: nos unirmos - atores políticos, criadores e cidadãos - para redesenhar e reconstruir
uma política cultural exigente e ambiciosa, adaptada ao ambiente
digital, a sua economia e as suas aplicações, que coloque em valor as
obras e situe os criadores no epicentro da ação", concluem.

Paolo Sorrentino (Itália), Pablo Berger, Montxo Armendáriz, Iciar Bollain, Fernando Colomo, José Luis Cuerda (Espanha), Costa Gavras,
Michel Hazanavicius, Bertrand Tavernier (França), Cristian Mungiu (Romênia) e Volker Schlöndorff (Alemanha), entre outros, se juntaram a este apelo, publicado durante a realização do Festival de Cannes, o
maior festival de cinema do mundo.

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