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Cinema Vermelho Russo faz um jogo de cena sobre o trabalho do ator Filme nacional mescla ficção e documentário e está cartaz no Cinema São Luiz a partir desta quinta-feira

Por: Breno Pessoa

Publicado em: 04/05/2017 20:43 Atualizado em: 04/05/2017 19:04

Filme reconta a passagem das atrizes Martha Nowill e Maria Manoella por Moscou. Foto: Bruno Alfano/Divulgação
Filme reconta a passagem das atrizes Martha Nowill e Maria Manoella por Moscou. Foto: Bruno Alfano/Divulgação


O sistema de atuação elaborado pelo russo Constantin Stanislavski (1863-1938), entre alguns pontos-chave, orienta o ator a interpretar um personagem sem deixar de lado a própria personalidade, tornar-se outro mas continuar sendo o mesmo. Essa diretriz em busca de maior naturalidade ao desempenhar papel perpassa toda a trama de Vermelho russo, filme nacional que mescla ficção e documentário, em cartaz no Cinema São Luiz a partir desta quinta-feira.

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O filme reconta a passagem das atrizes Martha Nowill e Maria Manoella por Moscou, no ano de 2009, em viagem para estudar o sistema de atuação de Stanislavski. A temporada na Rússia foi transformada em diário publicado na revista Piauí e, agora, levada às telas pelo diretor Charly Braun (Além da estrada), que divide o roteiro com Nowill.

As atrizes interpretam a si mesmas e, na tarefa de reviverem momentos e encenar situações criadas para o filme, acabam seguindo os preceitos do sistema do dramaturgo russo e entregam uma atuação muito natural, provavelmente por manterem traços próprios nesta performance cinematográfica.

Rodado na Rússia, o filme tenta ao máximo recriar as experiências vividas pela dupla oito anos atrás, as dificuldades encontradas pelas barreiras idiomáticas ao frio implacável do inverno. Unidas no primeiro momento, as duas amigas se desentendem em certa passagem, criando um conflito que aumenta ainda mais a sensação de isolamento e estranhamento no ambiente tão diferente para elas.

Um dos pontos que intensifica o clima documental do filme se dá pelo personagem Tatu (Esteban Feune de Colombi), ator e diretor inscrito no curso de teatro na mesma turma que Martha e Manoella. Dedicado a registrar em vídeo os momentos mais importantes da jornada, ele entrevista outros personagens e faz praticamente um outro filme dentro do longa de Charly Braun, tornando mais tênue ainda a linha entre o que de fato ocorreu na viagem e o que é recriação.

Além disso, a intercalação entre as câmeras de Braun e de Tatu traz um interessante contraste à narrativa, com diferentes planos e tipos de imagens. Mesmo tratando-se de uma espécie releitura de acontecimentos reais, Vermelho russo parece, em toda projeção, um relato genuíno e crível, como deve ser um bom jogo de cena.

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