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Cinema Líder nas bilheterias, O Poderoso Chefinho tem brasileiro na produção O carioca Ennio Torresan Jr. é o head of story (chefe do departamento de histórias) do filme

Por: Adriana Izel - Correio Web

Publicado em: 12/04/2017 20:21 Atualizado em: 12/04/2017 18:19

Cena da animação O poderoso chefinho, líder de bilheteria do fim de semana. Foto: DreamWorks/Divulgação
Cena da animação O poderoso chefinho, líder de bilheteria do fim de semana. Foto: DreamWorks/Divulgação


A nova animação da DreamWorks, O poderoso chefinho, se tornou líder de arrecadação em seu primeiro fim de semana de estreia. O desenho animado de Tom McGrath conseguiu superar A Bela e a Fera e se tornar o líder de bilheteria daquele fim de semana com arrecadação de US$ 49 milhões no território americano, segundo dados do Box Office Mojo.

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"Na minha opinião, essa é a animação mais legal que eu fiz. De todos os filmes que criei, esse foi o primeiro que meus filhos reagiram de forma mais emocional", conta o brasileiro Ennio Torresan Jr., o head of story (chefe do departamento de histórias) de O poderoso chefinho. Para o carioca, o motivo do sucesso da trama é o fato de a produção ter uma temática bastante próxima às crianças. "Tenho um filho mais velho e uma filha caçula e eles se identificaram com os personagens desse filme. Foi muito legal ver isso", lembra.

O poderoso chefinho acompanha Tim, um menino que precisa lidar com a chegada do irmão mais novo, que não é um bebê comum. Ele usa terno e gravata, tem uma mala, sabe falar e tem uma missão secreta. O bebê foi enviado à família Templeton com o objetivo de destruir a concorrência da Puppy Co., empresa de animais domésticos, com a Baby Corp, responsável por criar os bebês. Apesar de se odiarem, os irmãos precisam se unir nessa missão.

A história tem como base o livro homônimo de Marla Frazee e teve um processo de produção de quatro anos. O carioca Ennio Torresan Jr. foi um dos profissionais que se envolveu na animação durante todo esse período. "Peguei esse projeto bem no início, quando eles compraram, e o roteiro tinha sido aprovado. Desde o começo estive com o Tom (McGrath, o diretor) para descobrir a cara do filme, quem era esse personagem, como ele ia se realizar na tela, de que forma fazer aquele bebezinho que parece um adulto", conta.

Torresan diz que logo de início o diretor pensou na dublagem do ator Alec Baldwin (30 rock e Os fantasmas se divertem) para o Chefinho. No Brasil, o cargo ficou para ator e dublador Márcio Simões.

Assista o trailer da animação:



Uso da imaginação
O poderoso chefinho é um filme feito para o público infantil, principalmente, ao tratar da temática da relação entre irmãos e por abusar do uso imaginação, algo que atrai bastante as crianças. Mas também foi pensando para agradar aos adultos. "Em um projeto como O poderoso chefinho, a gente pode fazer de tudo. Inclusive é incentivado que existam várias linguagens", revela.

Um dos pontos fortes da animação é tratar da relação entre irmãos usando uma analogia. E, ao fim do filme, fica a dúvida se aquilo tudo que apareceu na tela era verdade ou fruto da imaginação do protagonista Tim. "No encerramento do filme, quando a menina pergunta ao pai se era verdade e o irmão aparece dando dinheiro para ela, aquilo valida essa ideia de fantasia. E tudo isso aconteceu antes no storyboard. A gente imaginou que seria engraçado e que ligaria o final. Veio meio que para explicar as coisas", afirma Ennio, que compara o uso da fantasia em O poderoso chefinho com o longa A origem, de Christopher Nolan.

Carreira
O poderoso chefinho é só mais uma produção da DreamWorks do currículo de Ennio Torresan Jr. O brasileiro começou no estúdio trabalhando com storyboarder em Madagascar (2005), Megamente (2010) e Kung Fu Panda 1 e 2 (2008/2011). Em um dos curtas especiais de Madagascar, Ennio se tornou head of story. Função que exerceu em Turbo (2013) e também O poderoso chefinho. "Já estou fazendo o meu terceiro filme nesta posição, que é a animação Everest. Ela tem previsão de lançamento em 2019", adianta o brasileiro.

Ennio revela que a função de head of story perpassa por todos os departamentos de uma animação. Ele precisa lidar com os artistas do storyboard e também com roteirista e diretor em processos que duram de dois a quatro anos. "Eu brinco que é quase como fazer uma faculdade. A gente se casa com a história e com os personagens", analisa.

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