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Violência Sandy diz que sofreu assédio aos 12 anos quando se apresentava com Junior Cantora revelou abusos em entrevista e se disse feminista

Por: Viver/Diario - Diario de Pernambuco

Publicado em: 09/04/2017 20:19 Atualizado em: 09/04/2017 21:26

Cantora se apresentou recentemente em Pernambuco. Foto: Globo/divulgação
Cantora se apresentou recentemente em Pernambuco. Foto: Globo/divulgação


A cantora Sany é mais um nome do cenário artístico a revelar ter sido assediada sexualmente. Em entrevista ao site de notícias Pop line, ela preferiu omitir detalhes, mas contou como a violência ocorreu até quando ela era uma criança, com 12, 13 anos, e se apresentava com o irmão, Junior, hoje em carreira solo. Na semana passada, ela aderiu à campanha #MexeuComUmaMexeuComTodas e #ChegadeAssédio, criadas em resposta ao abuso sexual perpetrado pelo ator José Mayer contra uma figurinista da Rede Globo.

"Prefiro não descrever, mas já aconteceu e é chato. Nunca foi nada muito grave de alguém chegar pegando, encostando, sei lá, mas já me senti assediada até no palco por gente que grita coisas enquanto você está se apresentando. Pessoas bêbadas e tudo mais. Principalmente quando eu fazia festas muito grandes, tipo festa do peão e feiras agropecuárias. Eram sempre lugares muito cheios e eu ainda muito nova, com 12, 13 anos, já ficava escutando tudo quanto é coisa que eles gritavam. Ainda muito nova mesmo. É desagradável pra caramba, mas acontece", ela narrou ao site.

Nem mesmo a presença de seguranças e da mãe era suficiente, ela diz, para impedir o direcionamento de palavras de baixo calão à cantora durante as apresentações. Sandy disse se considerar uma feminista atualmente, apesar de não se achar uma ativista. "Apoio vários movimentos", ela afirmou.

Mãe de um garoto, Theo, ela se apresentou recentemente em Pernambuco com a turnê Meu canto. Durante o show, um fã subiu no palco e quase derrubou a cantora. "Desculpa aí, moço, mas você estava muito afobado. Quase arrancou o meu braço", ela afirmou, após terminar a música Ela/ele.

A mobilização contra o machismo através da união das artistas de diversas emissoras eclodiu depois do relato da figurinista Su Tonani sobre sobre o assédio praticado por José Mayer. O ator assumiu ter passado a mão na colega de casa e cometido abuso psicológico com insinuações sexuais. Ele desculpou-se publicamente e foi suspenso por tempo indeterminado pela emissora. A Globo se manifestou por nota e endossou o protesto feminista.

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