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Caso José Mayer Boni diz que Globo foi sensacionalista ao tratar assédio de José Mayer Ex-diretor-geral da emissora ainda criticou a carta aberta do ator de 67 anos, a qual classificou como "muito extensa"

Por: Viver/Diario - Diario de Pernambuco

Publicado em: 06/04/2017 12:46 Atualizado em: 06/04/2017 20:16

O profissional discorda que o assunto deveria ter sido abordado nas atrações da programação global por ser "apelação". Foto: Carol Caminha/Gshow
O profissional discorda que o assunto deveria ter sido abordado nas atrações da programação global por ser "apelação". Foto: Carol Caminha/Gshow


O ex-diretor-geral da Rede Globo, Boni, criticou a forma como a emissora lidou com o caso de assédio envolvendo ator José Mayer e uma figurinista da empresa. Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, que publicou o artigo da figurinista Susllem Tonani no qual narra o assédio, ele afirmou que a questão não passa de um assunto interno que foi tratado com "sensacionalismo" por ter sido comentando e abordado em programas e telejornais. Além disso, a Globo anunciou que suspendeu Mayer de futuras produções por tempo indeterminado.

"Em primeiro lugar, assédio é inaceitável. Só dá para analisar esse caso tendo todos os detalhes. Mas acho que [neste caso] não precisava expor. Isso aí é fazer sensacionalismo", disse ele ao jornal. De acordo com Boni, ele nunca recebeu denúncias de assédio enquanto era diretor da emissora, apenas de "má conduta". "Só por mau comportamento. E quando eu ouvia algum rumor [de má conduta], já mandava chamar a pessoa", lembrou. Sobre a carta aberta em que o ator de 67 anos admite o assédio e pede desculpas, Boni disse: "Muito extensa".

O profissional discorda que o assunto deveria ter sido abordado nas atrações da programação global por ser "apelação". "Sinceramente, isso é assunto interno, não é assunto para ir para o Jornal nacional. Todas as grandes empresas resolvem seus problemas internamente. Tem que averiguar a denúncia e punir. O resultado disso aí não é que 'não houve transparência', é que acaba transformando um assunto interno em assunto público, com o Brasil com tanta coisa para ser discutida. Colocar seis minutos no Jornal nacional é apelação", opina.

Além de suspender Mayer da programação, a Globo também apoiou publicamente uma campanha organizada pelas funcionárias contra a cultura do assédio. Na iniciativa, diversas mulheres que trabalham na empresa divulgaram fotos usando uma camisa com a frase "Mexeu com uma, mexeu com todas". Dentre as que aderiram à mobilização, nomes como Monica Iozzi, Taís Araújo, Fernanda Lima, Gloria Pires, Cleo Pires, Drica Moraes, Camila Pitanga, Tainá Muller, Alice Wegmann, Sophie Charlotte, Camila Queiroz, Rafa Brites, Cissa Guimarães e Mariana Ximenes.

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