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Música Do tropicalismo ao rock, mais de 20 discos pernambucanos serão lançados em 2017 Nomes como Nação Zumbi, Almério, Bongar, Sofia Freire, Kalouv e Otto vão ao estúdios neste ano gravar novos materiais

Por: Larissa Lins - Diario de Pernambuco

Publicado em: 06/02/2017 21:27 Atualizado em: 06/02/2017 20:35

Otto, Tiberio Azul e Sofia Freire são alguns dos pernambucanos com novos projetos para 2017. Fotos: Divulgação
Otto, Tiberio Azul e Sofia Freire são alguns dos pernambucanos com novos projetos para 2017. Fotos: Divulgação

O pernambucano Geraldo Azevedo entra em estúdio neste ano, seis anos depois de Salve São Francisco e Assunção de Maria e Geraldo Azevedo, seus últimos lançamentos, ambos prensados pela Biscoito Fino em 2011. Garante acumular inéditas para mais de um álbum e deve apresentar novidades ao público em breve, articulando as gravações em paralelo à agenda de shows do recém-lançado DVD O grande encontro: 20 anos, com Elba Ramalho e Alceu Valença.

Confira o roteiro de shows do Divirta-se


Geraldo é um dos destaques entre os pernambucanos debruçados sobre novos projetos em 2017. Ele repete duas características recorrentes na safra: a parceria entre conterrâneos na assinatura das composições e a quebra de intervalo sem lançamentos no mercado fonográfico. Otto, Tiberio Azul e Combo X também voltam à ativa, enquanto nomes como Aninha Martins e Felipe S. fazem sua estreia em carreira solo nos próximos meses.

O ano será marcado, ainda, por nova fase de trabalhos bem recebidos pelo público nos últimos anos, como o de Johnny Hooker, Juliano Holanda, Ayrton Montarroyos e Sofia Freire. Holanda quer explorar mais o violão, enquanto Sofia testa os recursos do piano e camadas de voz, protagonistas da estreia dela em Garimpo (2015). Montarroyos se desprende dos clássicos da MPB e dá voz a versos contemporâneos de Tiberio Azul, Graxa, Academia da Berlinda. As transformações são sonoras, temáticas, estéticas.

Johnny Hooker lança novo álbum no primeiro semestre, com patrocínio do Natura Musical. Foto: Diego Ciarlariello/Divulgação
Johnny Hooker lança novo álbum no primeiro semestre, com patrocínio do Natura Musical. Foto: Diego Ciarlariello/Divulgação
“A história conceitual, agora, é bem diferente do disco anterior. É mais dançante, tropical, pop. É minha parte solar, do drama e das paixões arrebatadoras”, antecipa Johnny Hooker sobre Corpo fechado (título provisório), o sucessor de Eu vou fazer uma macumba pra te amarrar, maldito!, que será viabilizado pelo selo Natura Musical e deve ganhar vida em julho.

O viés passional transpassa também o novo disco de Juvenil Silva, Suspenso, voltado às paixões e formas de amor. “São canções que divagam, destrincham esse tema. Ora tentando desmistificar seu pesar, ora desconstruindo padrões. Sem grilo com contradição e exposição pessoal, são reflexões pós-inconsequências, o desejo e o tesão tomando as rédeas, filosofias de mesa de bar sobre vivências, experiências, contestações...”, explica Silva, que compara as músicas a um álbum de fotografias de fase de mudanças na própria vida. “Não será [um disco] de ideias, de conceitos... E sim de ruptura.” O sambista da velha guarda Paulo Perdigão vê sentido na quebra de padrões: em vez de samba, ele lança mão de rap, coco e baião no inédito Sonoras batucadas, previsto para março.

O lançamento precedido por singles e a associação entre plataformas virtuais e mídias físicas - Tiberio Azul chega a lançar, junto ao novo disco, livro de poemas intitulado Líquido ou o homem que nasceu amanhã - também devem marcar a cena local em 2017. O cenário é movimentado, ainda, pelos novos discos de Lula Queiroga (Futilosofia), Will2Kill (Another way, título provisório), Graxa (A concorrência é demais), Publius (Dia de sol). Neste mês, faixas inéditas espocam nas redes sociais e sinalizam a tônica dos novos discos. “A grande vedete é lançar singles. Clipes também são bem vindos, o audiovisual engaja o público. É um ano favorável para fazer parcerias, conexões, lançar músicas soltas, circular com ideias”, prevê Silvério Pessoa, que lança Sangue de amor (título provisório) no segundo semestre.

André Rio deu partida na lista de lançamentos pernambucanos deste ano. Foto: Anderson Maia/Divulgação
André Rio deu partida na lista de lançamentos pernambucanos deste ano. Foto: Anderson Maia/Divulgação
>> Raízes pernambucanas


Ritmos da cultura popular do estado são fortalecidos nas produções deste ano, do frevo de Meu carnaval é frevo, de André Rio, aos pífanos do Agreste pernambucano presentes em Desempena, novo álbum de Almério. “Reunimos gravações minhas com parceiros musicais como Almir Rouche, Dominguinhos, Nena Queiroga... Os registros foram recuperados e remasterizados, incluindo trabalhos meus com Alceu Valença nos anos 1990”, contra André Rio.

Com composições de Capiba, José Menezes e Jota Michilles, entre outros pernambucanos, o álbum - cujo repertório inclui Frevo e paixão (André Rio e Ranniere Oliveira), inédita na voz dele - ganhou apresentação prévia no projeto Ensaios de Carnaval, comandado por André Rio e pelo Bloco das Ilusões na Sede do Galo, no Bairro de São José. Foi ele quem deu início à lista de novos projetos da cena pernambucana para 2017, estendida até dezembro, do tropicalismo ao hip hop.

>> André Rio, Meu carnaval é frevo
Janeiro

No mês passado, André Rio lançou álbum com 16 duetos. Com Alceu Valença, canta Bom demais e Me segura que senão eu caio. Com Chico Cesar, Cem carnavais, e com Gustavo Travassos, Hino de Batutas. O álbum, prensado pela gravadora portuguesa LAD Records, tem produção de Fernando Azula e do próprio André. Além do formato físico, o CD foi disponibilizado nas plataformas de streaming.

Felipe S. intitulou o disco inspirado em pintura do pai. Foto: Facebook/Reprodução
Felipe S. intitulou o disco inspirado em pintura do pai. Foto: Facebook/Reprodução
>> Felipe S., Cabeça de Felipe
Janeiro

O primeiro disco solo do vocalista da Mombojó, produzido por ele e gravado em estúdio caseiro, tem participações de conterrâneos como China, Tiberio Azul, Vitor Araújo e Alessandra Leão. O álbum, lançado no mês passado, reúne dez faixas, sendo nove inéditas e uma regravação. O título é inspirado em obra do artista plástico pernambucano Maurício Silva, pai de Felipe, estampada na capa do álbum.

>> Tibério Azul, Líquido ou a vida pede mais abraço que razão
10 de fevereiro

O sucessor de Bandarra (2011) é a segunda parte de uma quadrilogia dedicada aos elementos da natureza. Líquido... terá nove faixas, com participações especiais ainda não reveladas e produção de Yuri Queiroga. O primeiro single, lançado em maio do ano passado, A vida pede mais abraço que razão, antecipa as referências à água: “É que a vida pede mais abraço que razão / pro mar / dessa vontade corre um rio / que deságua frouxo anda / tudo solto, solto assim”, diz a letra.

Clarice Falcão, Zé Manoel e Vitor Araújo fazem participação especial. Nas composições, Tibério teve a parceria de Zé Manoel, Vitor Araújo, Vinicius Sarmento, Castor Luiz e Yuri Queiroga. “É um disco de muitos arranjos de metais, todos assinados e executados por Nilsinho Amarante”, conta Tiberio. Junto com o disco, o músico lança livro de poemas Líquido ou o homem que nasceu amanhã.

>> Adelino, sem título definido
Março

Sucessor de Breve (2014), disco de estreia do olindense, o novo álbum de Adelino terá dez faixas assinadas por ele. As letras falam sobre rejeição a normas, resistência. Menos suave que o primeiro, será um disco de rock.
“Cada música puxa um pouco de um estilo de rock diferente. O anterior era mais acústico, com instrumentação mais reservada, destacando o violão, sem bateria. Agora gravamos com bateria e guitarra”, explica o cantor e compositor. As gravações têm sido feitas no estúdio caseiro de Adelino, montado em Olinda.

>> Juvenil Silva, Suspenso
Março

O terceiro disco da carreira de Juvenil, produzido por ele e por Arthur Soares, está em processo de finalização. Terá 13 faixas dedicadas ao amor - “ora tentando desmistificar seu pesar, ora desconstruindo padrões comportamentais e ideológicos”, explica o músico. “A estética sonora do álbum segue uma textura crua, seca, com menos rock e menos psicodelia em relação aos discos anteriores. As músicas são mais diretas, curtas”, revela Juvenil. Ele fez experimentações com aparelhos analógicos durante as gravações no Estúdio Casa do Kaos e obteve sonoridade mais groove, com elementos do brega e da música latina. As participações especiais ainda não foram reveladas.

>> Paulo Perdigão, Sonoras batucadas
Março

O sambista da velha-guarda decidiu agregar outros ritmos ao samba no novo disco, que virá à tona após o carnaval. Todas as composições são dele, à exceção de faixa assinada pelo parceiro musical Luiz Felipe.
Todas as composições são dele, à exceção de uma música de Luiz Felipe, sendo algumas assinadas em parceria. “O álbum vai misturar samba, rap, coco, baião...”, explica Perdigão. O rapper Pablo, o maestro Ademir Araújo, a Orquestra Criança Cidadã Meninos do Coque, Herbert Lucena e a cantora Valéria Vanda fazem participações especiais.

>> Bongar, Ogum iê
Abril

Em homenagem ao orixá Ogum, o vocalista Guitinho de Xambá compôs músicas inéditas reunidas no novo disco do grupo. Viabilizado pelo edital Rumos Itaú Cultural, o álbum será lançado no Centro Cultural Grupo Bongar - Nação Xambá, em Olinda, no fim de abril. Em maio, eles se apresentam no Ibirapuera, em São Paulo. Além das composições de Guitinho, registradas no estúdio Cachoeira, em São Paulo, toques de terreiro gravados em estúdio móvel em Pernambuco também estão no repertório, dando voz aos orixás. Julio Fejuca, Gabriel Levy e Letieres Leite são alguns convidados para o projeto.

Almério também lança novo projeto em 2017. Foto: Breno Cesar/Divulgação
Almério também lança novo projeto em 2017. Foto: Breno Cesar/Divulgação
>> Almério, Desempena
Abril

Influenciado pelo LP Quadrafônico, lançado pelos conterrâneos Alceu Valença e Geraldo Azevedo em 1972, e pelas bandas de pífano de Caruaru, no Agreste pernambucano, o novo álbum de Almério tem produção de Juliano Holanda e reúne 11 letras autorais e de compositores parceiros. Juliano Holanda, Martins, Isabela Moraes e Valdir Santos assinam algumas. Elba Ramalho faz participação especial no disco, viabilizado pelo Natura Musical, cujo show de lançamento ocorre no dia 6 de abril, no Teatro de Santa Isabel, no Recife. “Juliano teve a sensibilidade de bordar arranjos para as canções, entendeu a digital percussiva minimalista. Decidimos pela base entre caixa, zabumba e alfaia, com o pífano transitando pelos batuques, ora percussivo, ora transcendental”, explica Almério. “Desempena quer cuidar do humano, desentortar o torto que atravessa todos os dias corredores de estímulos diversos, violência, mentira, propagandas, notícias demais, truques demais, o frio de um país tropical”, complementa.

>> Kalouv, Elã
Junho

Com oito faixas compostas desde o início de 2015, o novo álbum do grupo Kalouv está em fase de pré-produção. Instalados em fazenda em Carpina, no Agreste pernambucano, os músicos vêm definindo o repertório do disco, que será antecedido por singles. “Caminhamos pelo post-rock, de forma geral, mas estamos sendo influenciados por bandas mais voltadas para a música indie e para o jazz. Estamos escutando muito algumas bandas como M83, Bon Iver, Jaga Jazzist, Badbadnotgood, Radiohead, além do último trabalho de Rodrigo Amarante, Cavalo, e Levaguiã terê, do conterrâneo Vitor Araújo”, conta o guitarrista Túlio Albuquerque. O álbum também será influenciado por trilhas sonoras de games - “tanto os mais conceituais e independentes, como Journey, To the moon, Braid, como os clássicos como Chrono Trigger, Final Fantasy, Shenmue...”, completa o músico.

>> Lucas Crasto, A melodia que se parece com você
Julho

Para o novo projeto, Lucas planeja não somente o lançamento do disco, mas também gravações de bastidores, vídeo-aulas e câmeras fechadas na performance de cada músico da banda. As letras serão disponibilizadas com as respectivas cifras, e A melodia que se parece com você também vai ganhar DVD. “Um monte de recursos legais para os músicos, para aprender uma música nova para mostrar à namorada ou para quem quer ouvir algo legal enquanto está preso no trânsito”, diz o cantor. O repertório será composto por dez músicas “e um segredo”, que Lucas não revela do que se trata. O primeiro single chega ao mercado após o carnaval.

>> Johnny Hooker, Corpo fechado (título provisório)
Julho

Viabilizado pelo projeto Natura Musical, deve mesclar tropicalismo e soul americano. O cantor e compositor definiu a nova obra como um filho recifense do Young americans de David Bowie com o Cinema transcendental de Caetano Veloso. “É a essência de tudo que me construiu como artista condensada num disco sobre resistir e renascer”, descreve Hooker, que homenageará ídolos como David Bowie e Caetano Veloso - ele regrava Caetano, do EP de estreia da banda Madimboo. As participações de Liniker e Gabi Amarantos estão confirmadas no projeto, que terá shows de lançamento no Recife, Rio de Janeiro e em São Paulo. “É como pegar os pedaços de um espelho quebrado no chão e, instintivamente, tentar refazê-lo. No fim, você tem um mosaico de todas as suas partes quebradas, testadas, postas à prova. Mas você é outro, renascido da sua própria imagem frustrada, e encontra a representação mais fiel de si mesmo que poderia ter”, revela. Coração de manteiga de garrafa e Corpo fechado estão no repertório.

>> Juliano Holanda, sem título definido
Julho

O novo disco de Juliano Holanda chega ao mercado em meados de 2017, com composições autorais e parcerias. “Quero tocar mais violão de nylon e trabalhar com formações mais diversificadas”, explica Holanda. O primeiro single do projeto deve ser lançado até o início de fevereiro nas redes sociais, adiantando um pouco da sonoridade e temática do álbum.

>> Ylana Queiroga, Vento
Primeiro semestre

Em processo de finalização, mixagem e masterização, Vento reúne composições de Ylana, algumas feitas em parcerias - sendo a maioria das letras assinadas em conjunto desenvolvidas com o irmão, Yuri Queiroga, que também produz o disco ao lado de Guga Fonseca. Vento e Dia preto são algumas das canções, a princípio inspiradas na trajetória de um marinheiro solitário que viveria uma música em cada porto. “Depois, percebemos que o condutor dessa viagem que imaginamos era, na verdade, o vento que empurra a vela do barco. O álbum fala disso, dessa responsabilidade irresponsável, do movimento contínuo provocado pelo vento. O conceito do disco se transformou”, conta Ylana.

>> Aninha Martins, Esquartejada
Primeiro semestre

Com letras autorais e de parceiros, o disco tem temáticas e sonoridade variadas, contemplando inspirações e gêneros musicais diferentes. A principal tônica é o feminismo. Serão 11 faixas, incluindo Chão e Útero - este, o primeiro single divulgado. O álbum marca a estreia oficial de Aninha no mercado fonográfico e está em fase de finalização. No ano passado, ela chegou a apresentar algumas músicas do repertório em shows da cena independente do estado.

>> Otto, Ottomatopeia
Primeiro semestre

Após hiato de quatro anos após The moon 1111 (2012), Otto volta ao mercado com disco de composições autorais produzido pelo conterrâneo Pupillo. Haverá músicas dele e outras assinadas em parceria, com sonoridade mais roqueira e referências dos anos 1980. Ritmos da cultura popular pernambucana devem influenciar o rock de Otto, cujo novo projeto deve ser lançado no fim do primeiro semestre.

>> Combo X, Meu brinquedo
Primeiro semestre

A maior parte das músicas do disco está gravada. Faltam somente as vozes de duas faixas de Meu brinquedo, que terá participação do rapper brasiliense GOG e do rapper paulistano Sombra. Gilmar Bolla8, à frente do grupo, promete sonoridade percussiva e referências ao maracatu pernambucano. “As letras falarão do cotidiano de Peixinhos, em Olinda. Haverá homenagens, uma delas ao Babalorixá Raminho de Oxóssi, de Olinda”, explica Gilmar. Cifrão e Mais que perfeito, esta última com versos e sonoridade românticos, são duas inéditas do disco.

O intérprete pernambucano Ayrton Montarroyos planeja álbum homônimo. Foto: Priscila Acioly/Divulgação
O intérprete pernambucano Ayrton Montarroyos planeja álbum homônimo. Foto: Priscila Acioly/Divulgação
>> Ayrton Montarroyos, Ayrton Montarroyos
Primeiro semestre

O intérprete pernambucano dá voz a 15 músicas de compositores nacionais, sobretudo pernambucanos, como Tiberio Azul, Graxa e a banda Academia da Berlinda. Desta última, E então foi integrada ao disco, cujo repertório deve desassociar a imagem de Ayrton das composições mais antigas e tradicionais da MPB. Clássicos como Fascinação e Carinhoso devem ficar de fora, a fim de não repetir as performances já desenvolvidas por ele.

>> Banda Zé Povinho, Tem que ter
Primeiro semestre

O segundo álbum da Banda Zé Povinho será lançado em três fases. A primeira delas, intitulada Tem que ter, reúne quatro faixas e virá a público após o carnaval. As outras duas etapas, cada uma com mais quatro faixas, sairão ao longo do ano. Ao fim dos lançamentos, será lançado vinil com 12 músicas. Tem que ter tem três faixas inéditas e um remake do primeiro disco da banda. “Juro é um brega à Jovem Guarda com forte influência de Reginaldo Rossi. Fala de problemas financeiros, juros do cartão de crédito e promessas de amor. Estômago é um rock psicodélico sobre a relação doentia com a tecnologia, e Quadrinhos riscados no chão é um rock acústico em homenagem ao poeta recifense Erickson Luna”, explica Euclides Andrade, compositor da banda. A faixa-título aborda a “obrigação social de ser alguém na vida”.

>> Nação Zumbi, Radiola NZ e álbum sem título
Segundo semestre

Com covers de bandas que inspiraram a trajetória artística da banda, Radiola NZ terá pelo menos 12 faixas e está em fase de pré-produção. Nomes como Amy Winehouse, David Bowie, Gilberto Gil e o pernambucano Luiz Gonzada serão homenageados no álbum. “Pensamos em trabalhar metade das faixas em português, metade em inglês”, antecipou o vocalista Jorge Du Peixe. Também neste ano, Nação Zumbi lança novo disco autoral, cujo repertório e título ainda não foram definidos. Em paralelo, o guitarrista do grupo, Lúcio Maia, deve lançar disco solo até o fim do ano.

>> Isaar, sem títudo definido
Segundo semestre

O sucessor de Todo calor (2014) reunirá composições de Isaar, sobretudo, e de parceiros. Ela começou a apresentar músicas do novo repertório nos últimos shows - uma das inéditas se chama 40 anos. “O disco terá forte sonoridade percussiva, sim, mas será mais experimental, vamos testar coisas novas”, antecipa Isaar, em fase de seleção de faixas e escalação de banda para as gravações.

>> Silvério Pessoa, Sangue de amor (título provisório)
Segundo semestre

Das dez faixas do novo disco, Silvério Pessoa gravou seis durante intervalo de turnê na Europa. “Tivemos dez dias de folga com estúdio à nossa disposição. Reuni a banda e gravamos meia dúzia de canções. Depois, registrei parcerias no Recife e completei o repertório”, explica o músico. “Ele foge um pouco do meu universo. Aliás, eu sempre fujo de rotulos. É um disco de baixo, guitarra, bateria e teclado. A sonoridade é mais pesada e o texto é mais denso também, trata das contradições dos sentimentos”, descreve. China, Tiberio Azul e Ivan Santos estão entre os parceiros com quem Silvério divide as composições. Neste ano, ele também lança o projeto Cabeça feita: Silvério Pessoa canta Jackson do Pandeiro no mercado europeu, onde pretende engatar nova turnê.

O grupo de hip hop está acumulando letras de cunho feminista e social para o novo disco. Foto: Acervo Pessoal/Divulgação
O grupo de hip hop está acumulando letras de cunho feminista e social para o novo disco. Foto: Acervo Pessoal/Divulgação
>> Poder Feminino Crew, Subversiva
Novembro

O grupo de hip hop formado por pernambucanas homenageia mulheres revolucionárias no novo disco. Por trás das composições, a rapper Lady Laay Silva tem abordado temas como feminismo e combate à violência de gênero. Em EP solo recém-lançado, as canções dela anteciparam a tônica do disco do PFC, o empoderamento das mulheres. Com a campanha #TodoPoderAElas, as rappers prometem novas coreografias e clipes em animação para divulgar o projeto.

>> Sofia Freire, sem título definido
Dezembro

O segundo álbum da pernambucana segue o método aplicado em Garimpo (2015), seu disco de estreia: será feito de poemas musicados. Aprovado por voto popular no edital Natura Musical, o novo projeto tem título ainda não revelado pela cantora. “Vou explorar muito mais o piano, estou experimentando mais texturas sonoras, usando a voz para criar camadas”, adianta Sofia, que compõe a melodia de todas as faixas. Dessa vez, os poemas serão todos assinados por mulheres, como Micheliny Verunschk e Mariana Teixeira. Das dez faixas previstas, oito foram desenvolvidas, mas ainda serão lapidadas. As outras duas terão os poemas-base selecionados nos próximos meses.

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