• Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no Google Plus Enviar por whatsapp Enviar por e-mail Mais
Literatura Após posse de Trump, vendas de 1984, de George Orwell, disparam Referência 'involuntária' feita por uma assessora do presidente dos Estados Unidos impulsiona a procura pelo livro

Por: AFP - Agence France-Presse

Publicado em: 25/01/2017 21:23 Atualizado em: 25/01/2017 20:33

Obra de Orwell retrata uma sociedade onde o governo controla a informação. Foto: IMDB/Reprodução
Obra de Orwell retrata uma sociedade onde o governo controla a informação. Foto: IMDB/Reprodução


Uma referência ao livro 1984 feita involuntariamente por uma assessora de Donald Trump disparou as vendas do clássico de George Orwell, que liderava nesta quarta-feira (25), a lista dos mais vendidos no site da Amazon nos Estados Unidos. Para defender o porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, depois da polêmica envolvendo os números do público presente à posse de Trump, a assessora Kellyanne Conway classificou no domingo a versão de seu colega como ''fatos alternativos''.

Spicer chegou a afirmar que a posse do novo presidente foi a mais numerosa já vista na história do país. Fotos comparativas avaliadas por analistas apontam, porém, que a cerimônia em Washington contou com uma presença bem menor de visitantes do que na posse de Barack Obama, em 2009. Após a declaração de Kellyanne Conway, vários jornais afirmaram que o termo foi usado em 1984, que descreve uma sociedade onde o governo controla estritamente a informação.

Em sua obra, Orwell trabalha com o conceito de ''duplipensar'', o qual - segundo o autor britânico - ''significa o poder de manter duas crenças contraditórias na mente simultaneamente, aceitando ambas''. Nas horas que se seguiram à polêmica, as vendas de 1984 dispararam. O livro foi publicado originalmente em 1949. Hoje, era o mais vendido na página da Amazon nos Estados Unidos.

Um porta-voz da editora Penguin disse à rede CNN que uma tiragem ''significativa'' de 75.000 exemplares adicionais desse título seria impressa para responder à demanda incomum. Para a psicóloga Marilyn Wedge, que publicou um artigo no site Psychology today, é possível estabelecer um paralelismo entre 1984 e o governo Trump. Donald Trump ''está tentando nos dizer que criamos o que ele e seus assessores dizem por cima do que nossos próprios olhos nos dizem'', comentou.


Acompanhe o Viver no Facebook:




Os comentários abaixo não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.