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Música Que som é esse? Conheça os gêneros que mais cresceram em 2016 Levantamento revela estilos musicais que mais ganharam espaço, como baile funk e gospel brasileiro, baseado no crescimento percentual das faixas

Por: Larissa Lins - Diario de Pernambuco

Publicado em: 26/12/2016 14:53 Atualizado em: 26/12/2016 15:01

Arca, um dos representantes do witch house, é o nome do projeto de Ghersi. Foto: Crack Magazine/Reprodução da internet
Arca, um dos representantes do witch house, é o nome do projeto de Ghersi. Foto: Crack Magazine/Reprodução da internet

Witch house tem relação com o ocultismo? Indie emo é um emocore alternativo? Baile Funk e Gospel Brasileiro fazem sucesso fora do Brasil? Levantamento do Spotify revela os gêneros musicais emergentes neste ano e ajuda a responder às perguntas com ranking do que ganhou força neste ano, baseado no crescimento percentual das faixas. O Viver destrinchou as principais características e expoentes de cada segmento promissor para as próximas temporadas. Confira:

Confira o roteiro de shows do Divirta-se

Yellowjackets está na estrada desde os anos 1980. Foto: About Jazz/Reprodução da internet
Yellowjackets está na estrada desde os anos 1980. Foto: About Jazz/Reprodução da internet
Ambient fusion

Popular em recepções e eventos formais, o ambient fusion é uma versão “ambiente” (para ser ouvida em volume mais moderado, soando ao fundo) do fusion. Este último mistura o jazz a outros ritmos, sobretudo rock’n’roll, funk e blues. Embora a gênese do fusion (também chamado jazz fusion) aponte para os anos 1970, foi no início do século 21 que músicos do jazz tradicional regravaram versões fusion e o gênero ganhou popularidade.

Bebop e música clássica também têm elementos frequentemente incorporados ao ritmo, marcado por guitarra elétrica, piano, instrumentos de sopro. Nos serviços de streaming, os sucessos se dividem em listas como Best of Jazz Fusion, Jazz Fusion Highlights, Jazz Fusion Essentials. O guitarrista Mike Stern, o trompetista Eddie Henderson, o baterista Dave Weckl e a banda norteamericana de jazz fusion Yellowjackets são alguns nomes conhecidos no gênero.

Arca é um dos ícones do som "oculto" do witch house. Foto: Daniel Sannwald/Divulgação
Arca é um dos ícones do som "oculto" do witch house. Foto: Daniel Sannwald/Divulgação
Witch house

Inspirado na estética visual de obras de arte e cinematográficas com temática de terror, o witch house é um som “obscuro”, com ruídos e uso de sintetizadores, baterias eletrônicas e batidas repetitivas - em algumas faixas, ouve-se o eco de coros, vozes etéreas. Começou a ganhar força entre 2009 e 2010, a partir da mistura de música eletrônica com elementos do hip hop, house e góticos. O nome seria ideia do músico norteamericano Travis Egedy (Pictureplane), um dos primeiros a incorporar o gênero.

O termo “witch”, uma referência à bruxaria e ao obscurantismo, logo se espalhou entre o público e, despertando curiosidade, ajudou a alavancar o som. Party Trash, White Ring, Purity Ring e Arca são alguns nomes listados como expoentes do segmento. Os grupos costumam usar símbolos “ocultos” e tipografia nos títulos das músicas, dificultando o acesso aos trabalhos por sites de busca, a fim de manter a cena pouco explorada.

Giant's Chair encerrou as atividades em 1997. Foto: Paul Drake/Divulgação
Giant's Chair encerrou as atividades em 1997. Foto: Paul Drake/Divulgação
Indie emo

Fruto da junção do emocore (gênero musical melódico, com letras confessionais e carga dramática) com a música indie (gênero underground oriundo do rock independente dos anos 1980, cuja popularidade cresceu exponencialmente a partir dos anos 2000), o indie emo reúne artistas que pregam a dissociação de suas carreiras das grandes gravadoras e dão voz a letras sentimentais e autobiográficas.

Há quem classifique o indie emo como a música emocore produzida nos anos 1990, já que grande parte de seus ícones subiu aos palcos somente naquela década ou “estourou” no período. Giant’s Chair, 1.6 Band, Edaline são alguns expoentes. Nomes mais conhecidos, como Pixies e Catsifh and the Bottlemen também aparecem nas listas de indie emo nos principais serviços de streaming.

O cubano Mellow Man foi um dos primeiros representantes do latin hip hop. Foto: YouTube/Reprodução
O cubano Mellow Man foi um dos primeiros representantes do latin hip hop. Foto: YouTube/Reprodução
Underground latin hip hop

O hip hop latino engloba músicas produzidas na América Latina, Espanha e Portugal. Alavancado nos anos 1990 por hits como Mentirosa, do rapper cubano Mellow Man Ace, o gênero ganhou força em 2016 no Spotify. Mellow Man é um dos ícones na plataforma de streaming, além do rapper mexicano Kap G., o latino-americano Frost, o colombiano J. Balvin e o porto-riquenho Daddy Yankee. Faixas do reggaeton (reggae influenciado pela salsa, pelo hip hop e pela música eletrônica) são frequentes nas playlists do hip hop latino-americano.

As letras costumam ser sedutoras, assim como as batidas, e retratar jogos de conquista, festas e ostentação. Alguns artistas usam as músicas como forma de denúncia de mazelas sociais. O underground latin hip hop soma aos sintetizadores batidas mais tropicais, dançantes, e, além dos hits, é associado a artistas do segmento que ainda não despontaram no mainstream, os da cena underground.

A funkeira brasileira Ludmilla é uma das referências no gênero baile funk. Foto: Facebook/Reprodução
A funkeira brasileira Ludmilla é uma das referências no gênero baile funk. Foto: Facebook/Reprodução
Baile funk

Popular no Brasil, sobretudo no Rio de Janeiro, o gênero “baile funk” difere do funk nascido nos Estados Unidos. Lá, o ritmo tem menos acordes que o blues, mas as mesmas raízes - mistura de soul e jazz, com bateria e baixo elétrico. No Brasil, o gênero ganha influência do freestyle e do miami bass (subgênero do electro, com batidas mais sensuais) ares de contracultura, e popularidade nas periferias.

Os bailes funk ganham espaço nos anos 1990, com letras que refletiam o dia a dia nas comunidades - sobretudo cariocas - e denunciavam desigualdades econômicas e sociais. Com o amadurecimento do gênero, surgiram desdobramentos, como o funk ostentação e o bregafunk, tipicamente pernambucano. A playlist Baile Funk no Spotify contempla nomes como Ludmilla, MC Sapão, Valesca Popozuda, Anitta, MC Koringa e MC’s Zaac e Jerry.

André Valadão é uma das vozes do gênero brazilian gospel, um dos destaques do ano. Foto: Facebook/Reprodução
André Valadão é uma das vozes do gênero brazilian gospel, um dos destaques do ano. Foto: Facebook/Reprodução
Brazilian gospel

A música gospel produzida no Brasil. Encabeçada por nomes como Heloisa Rosa, Diante do Trono, Raquel Mello, André Valadão, Ana Paula Valadão, Rosa de Saron, Aline Barros e Trazendo a Arca, o setor tornou-se mais popular no Spotify em 2016. Com temática religiosa, a música gospel remete à expressão “boas novas” e, na versão brasileira, tem fortalecido seu viés de entretenimento em shows de grandes proporções ao longo da última década.

A relação entre o gospel e gêneros musicais como o rock e o country teve início nos anos 1950, mas foi fortalecida no fim do século 20, rendendo ao segmento performances mais ousadas, além de figurinos e coreografias menos tradicionais. O tradicional coro que acompanhava os intérpretes no surgimento da música gospel deu lugar, com o tempo, a bandas munidas de instrumentos elétricos e percussão.

>> Para relaxar
Outro gênero emergente em 2016, segundo o Spotify, é o chamado World meditation. Voltada a técnicas de relaxamento e meditação, a seleção musical contempla faixas com sonoridade amena, geralmente instrumentais. Cantos de pássaros, sinos, ritmos indianos, sons da natureza também são inseridos nas faixas, destinadas a facilitar a concentração e contemplação durante o processo de relaxamento.

>> Que nome é esse?


Dangdut: outro gênero musical emergente, é popular na Indonésia, com sonoridade semelhante à do tecnobrega conhecido no Brasil. Mistura elementos da música árabe e da cultura malaia. Criado nos anos 1970, ganhou popularidade a partir dos anos 1990 e tem pegada dançante, sensual, com arranjos eletrônicos e vocais mais agudos.

Hoerspiel: são peças radiofônicas, como sugere a tradução de expressão alemã. Nas faixas, ouve-se não apenas diálogos, mas ruídos que ajudam a construir a narrativa, como portas sendo abertas, móveis arrastados.

Speed garage:
música de garagem, com batidas eletrônicas e breakbeats. Algumas faixas têm sons de disparos de armas, sirenes e ruídos de grandes metrópoles. Popular no Reino Unido, é acelerado, dançante.

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