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Música Concertos gratuitos do Virtuosi começam na Bomba do Hemetério, com Maestro Forró Peças clássicas serão apresentadas no Recife e em Olinda, a partir deste sábado (10)

Por: Larissa Lins - Diario de Pernambuco

Publicado em: 10/12/2016 10:54 Atualizado em: 09/12/2016 18:44

Maestro Forró faz solo de trompete no concerto de abertura do Virtuosi, neste sábado (10). Foto: Virtuosi/Divulgação
Maestro Forró faz solo de trompete no concerto de abertura do Virtuosi, neste sábado (10). Foto: Virtuosi/Divulgação


Não é necessário modificar arranjos originais de composições clássicas para levá-las além dos palcos tradicionais. Ana Lúcia Altino, pianista e organizadora do Virtuosi, aposta nessa convicção para o XIX Virtuosi - Festival Internacional de Música de Pernambuco, cujo concerto de abertura ocorre neste sábado (10), às 19h, em palco montado no bairro da Bomba do Hemetério, com entrada franca.

Confira o roteiro de shows no Divirta-se

O pernambucano Maestro Forró, expoente musical da comunidade, participa do espetáculo como solista (trompete) e rege duas peças natalinas (Bom Natal e Noite feliz), com arranjos próprios, à frente de coro formado por voluntários da vizinhança. Ele divide a cena com a Orquestra Jovem de Pernambuco, regida pelo maestro Rafael Garcia, diretor artístico do festival.

“A música clássica tem ‘hits’ de 300 anos. É universal. Uma das sinfonias de Beethoven, que têm séculos, provocará os mesmos efeitos em concerto gratuito na Bomba do Hemetério e em teatro fechado, com ingressos a R, restringindo o espetáculo a uma ‘elite’. Se você conhece ou não aquelas peças, se sabe ou não quem as compôs, a emoção é a mesma. A música mexe com os sentidos, nos comove”, opina Ana Lúcia, que levou o Virtuosi ao Alto José do Pinho no ano passado. O maestro Rafael Garcia endossa: “A boa música não foi feita para uma elite intelectual, mas para o povo, que compreende as mensagens através do som com ajuda de diálogos”, argumenta. Garcia, que na quarta-feira rege a Orquestra Virtuosi na Ordem Terceira de São Francisco do Recife, no Centro da cidade, e segue com o Virtuosi para a Argentina, o Uruguai e Chile, tem o hábito de conversar com a plateia. É uma forma de aproximar música e ouvintes.

Entre os destaques da etapa local da programação - que se distribui entre a Bomba do Hemetério, Igreja Terceira de São Francisco, o Teatro de Santa Isabel, no Recife, e o Convento de São Francisco, em Olinda -, estão a violinista Clara Jumi-Kang, o Trio Com Brio Copenhagen e o pianista Victor Asuncion.

De Pernambuco, o Virtuosi, promovido pelo Ministério da Cultura e pelo BNDES, segue em turnê por João Pessoa (PB), Natal (RN), Salvador (BA) e Fortaleza (CE), antes do circuito internacional - estendido ao Chile, onde ocorre o encerramento do festival, no dia 19, com aporte do Funcultura. No Recife, entre os dias 13 e 15, ocorre, ainda, o VI Virtuosi Diálogos, no Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães (Mamam), com o tema Aprendendo a ouvir música clássica, com inscrições gratuitas no site do festival.

Ana Lúcia Altino, ao piano, acredita nas emoções despertadas pela música clássica em qualquer ambiente além dos teatros. Foto: Flora Pimentel/Divulgação
Ana Lúcia Altino, ao piano, acredita nas emoções despertadas pela música clássica em qualquer ambiente além dos teatros. Foto: Flora Pimentel/Divulgação


>> DUAS PERGUNTAS: Ana Lúcia Altino, pianista e coordenadora do Virtuosi

Como será o concerto de abertura com Maestro Forró?
É algo parecido com o que fizemos com Naná Vasconcelos em edições anteriores. Colocamos Naná diante de uma orquestra, tocando um concerto que ele escreveu para berimbau com orquestra de cordas. As peças estavam num disco que ele gravara na Alemanha e que era pouco conhecido aqui no Brasil. Aqui, ele era mais conhecido por reger o cortejo de maracatus que abria o carnaval do Recife, pelos trabalhos como percussionista. Muita gente estranhou. Com Maestro Forró será mais ou menos assim. Alguns instrumentistas já me contactaram para saber se vão tocar frevo, forró... eu explico que não, que será um concerto clássico.

Além da contemplação da música, que outros benefícios podemos associar aos concertos em comunidades onde não há calendário fixo para a música clássica?
Tem um lado social, educativo. Em projetos como o da Orquestra Criança Cidadã, a música clássica é ferramenta de transformação social. A música ensina a ter disciplina, transforma vidas. Na Venezuela, há um projeto no qual cerca de 300 orquestras tiram milhares de crianças da pobreza e de situações de risco. Há quem diga que uma orquestra sinfônica tem uma hierarquia tão forte que é um exemplo para os militares.

>> CONCERTOS

RECIFE


BOMBA DO HEMETÉRIO

10 de dezembro, às 19h
Grande concerto BNDES - A música clássica na periferia, com Orquestra Jovem de Pernambuco, Maestro Forró (solista) e Rafael Garcia (regente)

ORDEM TERCEIRA DE SÃO FRANCISCO DO RECIFE

12 de dezembro, às 19h
Quinteto para clarinete e cordas, com Ensemble São Paulo

13 de dezembro, às 19h
A voz e o violino, com Manuela Freua (soprano) e Benjamin Sung (violino)

14 de dezembro, às 19h
Orquestra Virtuosi, sob regência de Rafael Garcia

15 de dezembro, às 19h
Música por um tempo, com Rodrigo Ferreira (contratenor) e Ronan Khalil (cravo)

MAMAM

13, 14 e 15 de dezembro, às 10h

Aprendendo a ouvir música clássica, com Irineu Franco Perpétuo
Inscrição: www.virtuosi.com.br

TEATRO DE SANTA ISABEL

16 de dezembro, às 20h
O piano romântico I, com Kristina Miller-Koeckert (piano)

17 de dezembro, às 20h
O piano romântico II, com Victor Asuncion (piano)

18 de dezembro, às 18h
Trio con Brio Copenhagen

OLINDA | CONVENTO DE SÃO FRANCISCO

11 de dezembro, às 18h
Clara Jumi-Kang, violino

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