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Protesto Wagner Moura e Lirinha repudiam invasão de escola feita pela polícia Ator diz que o Brasil vive um estado de exceção

Por: Viver/Diario - Diario de Pernambuco

Publicado em: 04/11/2016 13:04 Atualizado em: 04/11/2016 13:04

Ator disse sentir repúdio. Foto: YouTube/Reprodução
Ator disse sentir repúdio. Foto: YouTube/Reprodução


Os artistas Wagner Moura e Lirinha protestaram contra a ação da polícia civil em uma escola de São Paulo e se disseram repudiados. As autoridades invadiram a Escola Nacional Florestan Fernandes, do Movimento Sem Terra, em Guararema, e atiraram na presença de estudantes e ocupantes que lá estavam na manhã desta sexta-feira (4).

O ator começou dizendo que o país vive em estado de exceção. "Eu queria apenas registrar o meu repúdio. Se alguém tinha dúvida que o Brasil vive um estado de exceção, um estado policialesco, a invasão Escola Nacional Florestan Fernandes é uma demonstração covarde de truculência, típica de regimes de exceção. Então esse é o meu depoimento de absoluto repúdio ao que aconteceu na escola de formação do MST", disse ele.

Já Lirinha, que estava no local no momento em a ação ocorreu, revelou mais detalhes do acontecido. "Mais uma prova de que estamos em um estado de suspensão da democracia. Estou agora dentro da Escola Nacional Florestan Fernandes, vim participar de uma palestra, um debate sobre cultura popular no auditório Patativa do Assaré, convite que fiquei muito feliz", começou dizendo.

"E no meio da palestra escutamos tiros. Todos os estudantes de várias partes do mundo se mantiveram juntos, e depois fomos sabendo mais notícias. Soubemos que mais de 20 camburões estão na entrada da escola, numa ação triuculenta, muita violência. Estou aqui para fazer essa denúncia", detalhou.

Em nota, o MST também repudiou a atitude e disse que tomará as medidas cabíveis contra esta ação "inconstitucional".

Leia na íntegra:

Polícia invade ENFF sem mandado de busca e apreensão

Na manhã desta sexta-feira (04), cerca de 10 viaturas da polícia civil e militar invadiram a Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF) em Guararema, São Paulo.

De acordo os relatos, os policiais chegaram por volta das 09h25, pularam o portão da Escola e a janela da recepção e entraram atirando em direção às pessoas que se encontravam na escola. Os estilhaços de balas recolhidos comprovam que nenhuma delas é de borracha e sim letais.

Neste momento, a polícia está em frente à ENFF. Diante da ação de advogados, os policiais recuaram. A invasão na Escola ocorreu sem mandado judicial, o que é ilegal.

O MST repudia a ação da polícia de São Paulo e exige que o governo e as instituições competentes tomem as medidas cabíveis nesse processo. Somos um movimento que luta pela democratização do acesso a terra no país e a ação descabida da polícia fere direitos constitucionais e democráticos.

Assista aos depoimentos:







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