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Música A-Ha retorna ao Recife e fãs pernambucanos declaram ansiedade pelo show O trio norueguês, formado na década de 1980, promete revisitar os dez álbuns de estúdio lançados entre 1985 e 2015

Por: Larissa Lins - Diario de Pernambuco

Publicado em: 07/10/2015 08:50 Atualizado em: 07/10/2015 15:04

A-Ha retorna ao Brasil pela sexta vez. Foto: Reprodução da internet
A-Ha retorna ao Brasil pela sexta vez. Foto: Reprodução da internet

Paul, um jovem norueguês da década de 1980, anotou a expressão “Aha!” no caderno de rascunhos que usava para escrever versos. Tinha o sentido de surpresa, descoberta, e chamou a atenção do amigo Magne, que encontrou as anotações por acaso e gostou da onomatopeia. Os dois decidiram batizar a banda que mantinham com o colega Morten Harket com a expressão A-Ha - era de fácil memorização e lembrava o idioma norueguês, diriam mais tarde.

Em 1982, deixaram a terra natal em direção a Londres, a fim de seguir carreira no sedutor mundo da música. E foram surpreendidos. Pouco mais de 30 anos após a migração, o trio percorre aeroportos e casas de show internacionais com dez álbuns lançados. O último deles, Cast in steel (2015), dá nome à turnê que desembarca amanhã, no Classic Hall, em Olinda, Grande Recife.

Essa é a sexta passagem do grupo pelo Brasil e, mais uma vez, a expectativa dos fãs é regressar aos anos 1980, quando o primeiro álbum, Hunting High And Low (1985) disparava no mercado os hits The sun always shines on TV, Hunting high and low e Take on me. Esta última, a mais popular das composições da banda, inovou a estética dos videoclipes com animação feita a lápis, em live-action, e conquistou seis prêmios - dos oito que disputava - no VMA de 1986. Take on me está garantida no repertório reservado aos pernambucanos, junto com sucessos como The blood that moves the body, You are the one e Early morning.

Em relação ao passado, a história se repete: após anúncio do fim da banda, em 2009, Morten Harket (vocal), Magne Furuholmen (teclado) e Paul Waaktaar (guitarra) engataram turnê e, em solo brasileiro, ganharam novo fôlego diante dos fãs. Dessa vez, regressaram ao país no palco do Rock in Rio, no mês passado, ao comemorar 30 anos de festival e do lançamento de Hunting High And Low.

No Facebook, o público se articula em grupos abertos para articular ida ao show e compartilhar notícias dos ídolos. Sobre os seguidores, Morten declarou: “No final, nada é possível sem a resposta positiva do público. A magia acontece sempre em algum lugar entre nós e eles, os fãs." Para o show desta quinta-feira, em Olinda, os portões do Classic Hall abrem às 21h. Ingressos para os camarotes, pista e pista premium estão esgotados.

>> FÃS PERNAMBUCANOS


“Minha expectativa é a melhor possível, só a prévia que vi pela televisão no Rock in Rio… Nossa, ansiedade a mil. Esse show, para mim, é o mais esperado do ano. Quando vieram em 2010, eu estava grávida. Comprei o ingresso mas, no dia da apresentação, me senti mal e não fui. É meu trauma, até hoje. Quando vi que retornariam, enlouqueci.” Isabella Nascimento, analista de RH

“Estou ansioso para ver a banda novamente. Desde 2010, falaram que iriam terminar a carreira. Bom que voltaram. Vai ser um show bem emocionante.” Waska Oliveira, eletricista

“Eu estou super ansiosa. Já nem durmo mais. Estou dormindo com a ajuda de chás. É muita emoção, nem sei como vou suportar. Estou emocionada e só vou melhorar quando chegar ao Classic Hall. Estamos organizando um grupo de fãs no Whatsapp, estão todos loucos de emoção. Virão caravanas de outros estados, além dos fãs recifenses. Estou preparando cartazes e camisetas também. Espero conseguir uma foto com eles. É a banda que mais amo.” Lêda Bezerra, autônoma

>> LINHA DO TEMPO

1985

Depois de rejeitados por gravadoras londrinas, os rapazes conseguiram contrato com a Warner Bros. Records. Neste ano, lançaram o primeiro álbum, Hunting high and low, que vendeu mais de 10 milhões de cópias. Take on me está no disco.

1991
Entram para o Guinness Book ao reunir 198 mil pessoas no Maracanã, no Rio de Janeiro. Nessa fase, divulgavam o álbum East of the sun west of the moon, lançado em 1990. Um dos menos populares do grupo, dava destaque ao piano e incluia hits como Crying in the rain e Early morning.

1994

Apesar de se apresentarem nas Olimpíadas de Inverno da Noruega neste ano, os músicos decidem se separar e investir em atividades solo. Um dos motivos alegados pelo trio foi o assédio dos fãs e da mídia.

2000
A banda retorna aos estúdios e grava Minor earth major sky, dando início a nova turnê. Lançam, mais tarde, Lifelines (2002), Analogue (2005) e Foot of the mountains (2009).

2010

Após novo anúncio do fim da banda, A-Ha faz turnê pela América do Sul e se apresenta em algumas capitais brasileiras, inclusive no Recife. Na capital pernambucana, último palco do roteiro, prometem voltar com voz revigorada. Somente em 2014 as especulações em torno de uma volta aos estúdios seriam confirmadas, resultando no álbum Cast in steel, lançado em 2015. O primeiro single do disco foi Under the makeup, divulgado em junho deste ano. O show no Rock in Rio 2015 celebrou os 30 anos do festival e também do lançamento do primeiro álbum da banda.

>> DISCOGRAFIA
1985 - Hunting High And Low
1986 - Scoundrel Days
1988 - Stay On These Roads
1990 - East Of The Sun, West Of The Moon
1993 - Memorial Beach
2000 - Minor Earth Major Sky
2002 - Lifelines
2005 - Analogue
2009 - Foot Of The Mountain
2015 - Cast In Steel



>> ENTREVISTA: Paul Waaktaar-Savoy, guitarrista do A-ha

Desde 1989, quando vocês vieram ao Brasil pela primeira vez, o público sempre foi muito receptivo. Por que os brasileiros gostam tanto do som do A-ha?
Esse é o grande mistério e eu não tenho uma resposta definitiva. Mas é verdade, aqui nós podemos, por exemplo, lançar singles que eu não pensaria em lançar em nenhum outro lugar do mundo. Além disso, devido à quantidade de shows grandes que já fizemos por aqui, foi no Brasil que aprendemos a tocar ao vivo, se divertir no palco, ser natural e obter uma resposta apaixonada.

O relacionamento entre os integrantes do A-ha parece ser bastante cordial. Como a amizade de vocês se desenvolveu ao longo dos anos?
Às vezes, nos damos muito bem, às vezes não tão bem. Aprendemos ao longo dos anos a respeitar o espaço um do outro fora da banda, com outros projetos, família, etc, e acho que esse é o segredo. Percebi também que, não importa o que tenha acontecido no passado, nós sempre conseguimos voltar a um estado onde conseguimos trabalhar juntos.

Em termos de satisfação, tem alguma diferença para você entre tocar clássicos como Take on me e as músicas dos álbuns mais recentes?
Como músico, eu gostaria de tocar músicas menos conhecidas que eu acho que merecem tanta atenção quanto os grandes clássicos. Quer dizer, ainda é divertido tocar Take on me, mas eu não me importaria de ficar um show sem tocá-la. Mas sei que o público quer ouvir tais músicas e temos que pensar nele também.

SERVIÇO
A-ha no Recife

Quando: 8 de outubro, às 21h (abertura dos portões)
Onde: Classic Hall (Av. Gov Agamenon Magalhães, s/n - Salgadinho)
Informações: 3207-7500



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