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Entrevista Dolores in blues: o legado da cantora do rádio na voz de Paula Cavalciuk Espetáculo será apresentado nesta sexta e sábado, na Caixa Cultural, e é acompanhado pela interpretação do pianista João Leopoldo

Por: Vinícius de Brito

Publicado em: 26/12/2014 12:15 Atualizado em: 29/12/2014 09:38

Paula passou a infância em Juquiá (SP), mas se descobriu como cantora profissional em Sorocaba, em 2009. Crédito: Caixa Cultural/Divulgação
Paula passou a infância em Juquiá (SP), mas se descobriu como cantora profissional em Sorocaba, em 2009. Crédito: Caixa Cultural/Divulgação


Paula Cavalciuk empresta seu "r" paulista às canções apaixonadas da carioca Dolores Duran, no espetáculo Dolores in blues - O universo de Dolores Duran, em cartaz neste fim de semana na Caixa Cultural. "No show, eu não tenho intenção de parecer com Dolores e sim de trazer as canções do rádio. A ideia do espetáculo é resgatar essas canções e trazer para o blues", diz a cantora. Mas Paula e Dolores, artista que cantava o amor em um Brasil da década de 1950, têm algo mais em comum na trajetória.

"A começar pela idade, eu estou com 29 anos", Dolores morreu, precocemente, no ano de 1959, com a idade de Paula. "Ela era versátil, eu me identifico, porque canto de tudo: eu já cantei Os Mutantes, Beatles. Mas mergulhar no universo de uma cantora foi a primeira vez", diz.

Dolores era autodidata, aprendeu a dar carga emocional a letras em inglês e espanhol. Diva do jazz, Ella Fitzgerald chegou a elogiá-la, quando, em passagem pelo país, conheceu a interpretação de My funny Valentine. "Ela (Duran) interpretava tudo com maestria", venera Paula.

"Assim como a Dolores, eu sou compositora. Hoje, a gente tem um espaço, mas naquela época (1940/1950), era muito difícil ser cantora e compositora na noite. Ela trazia isso para as letras, interpretava e, apesar de cantar músicas tristes, ela era uma pessoa extremamente alegre".



Paula começou a cantar na igreja, quando tinha 5 anos, na cidade da infância, Juquiá, no interior de São Paulo. Porém, foi em Sorocaba - em 2009 - que descobriu a noite, os bares e a profissão musical. O cenário de Sorocabana também presenciou o começo da parceria de Paula com o pianista João Leopoldo: "ele idealizou o projeto e a ideia era trazer para o universo feminino uma interpretação masculina."

Adiléia Silva da Rocha, a Dolores, e Paula Cavalciuk, cinco décadas depois, dividiram a mesma "dor" para assumir o palco e os holofotes como espaço profissional. "Existe toda uma questão cultural, aquela coisa 'papai, quero ser cantora', não tinha. Eu não tinha nenhum profissional de música na família, enxergava a música como hobby, não enxergava como profissão."

Paula, inicialmente, cantava duas músicas do repertório do espetáculo, mas passou a dividir boa parte do show com o pianista. No palco, interpreta, ao lado de João Leopoldo, músicas como A noite do meu bem, Castigo e Fim de caso.

Fique ligado no roteiro de shows: confira no Pernambuco.com

Em projeto paralelo, Paula gravará o EP Músicas (im)próprias, com quatro músicas autorais e previsão para ser lançado no primeiro semestre de 2015.

Após a apresentação na capital, nesta sexta e sábado, Dolores in blues segue para Ubatuba (SP). A apresentação esteve, antes, em Salvador, São Paulo e Brasília.

Serviço

Dolores in blues -
O universo de Dolores Duran
Quando: Sexta-feira (26), às 20h; e sábado, às 17h e 20h
Onde: Caixa Cultural Recife (Avenida Alfredo Lisboa, 505, Bairro do Recife)
Quanto: R$ 10, R$ 5 (meia)
Informações: (81) 3425-1900



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