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Malandro é malandro... "Ficamos com medo de como o público reagiria", disse Tato Gabus Mendes sobre o personagem em Império Na trama, ele vive Severo, pai de Robertão e Isis, cuja principal aliada é Magnólia

Por: Estado de Minas

Publicado em: 29/11/2014 09:19 Atualizado em:

Foto: TV Globo/Divulgação (TV Globo/Divulgação)
Foto: TV Globo/Divulgação


Basta assistir a alguns capítulos de Império (Globo) para perceber o quanto é difícil encontrar uma mísera virtude no encostado Severo, papel de Tato Gabus Mendes. O malandro não trabalha e, para melhorar de vida, deposita todas as fichas no "potencial" de sua prole, formada pelo sarado Robertão (Rômulo Neto) e a romântica Isis (Marina Ruy Barbosa). E ele tem como principal aliada nesse plano a mulher, Magnólia (Zezé Polessa), a própria mãe dos jovens.

Uma combinação familiar que, Tato garante, tem sido capaz de arrancar boas risadas dos telespectadores. Tato não tem informações concretas a respeito do passado da dupla exploradora. Mas entrega que foi construindo, ao longo dos capítulos, uma história com o que o próprio texto trouxe. "Acho que Magnólia e Severo se conheceram em alguma casa de prostituição. E ele certamente já foi michê, porque isso foi indicado em uma das cenas", avalia.

Ele credita boa parte da repercussão positiva em relação às cenas à parceria com a colega Zezé. "Não sei se nos escalaram juntos para investir mais nessa comédia, mas acho que formamos uma boa dupla", justifica. Na trama, o casal consumará o sonho de serem milionários.

A informação foi adiantada pelo autor Aguinaldo Silva, através do Twitter, "Magnólia e Severo vão arrancar uma grana do Comendador, apostar no maior azarão de todos os tempos no Jockey, ganhar e ficar riquíssimos", escreveu.

Três perguntas >> Tato Gabus Mendes

Severo é um personagem com um discurso completamente condenável. Como você encarou essa situação quando recebeu os primeiros textos da novela?
Desde o início, quando lemos o texto, tanto eu quanto Zezé Polessa ficamos com muito medo do que poderia acontecer, de como o público reagiria a esse casal. Porque, de fato, não dá para aceitar que pais façam o que eles fazem. Os dois se sentem no direito de explorar os filhos, acreditam que a vida está em débito com eles. Achava que a gente fosse tomar umas broncas nas ruas. Mas não, todo mundo chega brincando. A comédia se destaca mais.

Depois de quase 30 anos de carreira na TV, é a primeira vez que você trabalha com o Aguinaldo Silva e com o diretor Rogério Gomes?
Fiquei grato por isso. Certamente, deu um sabor especial a esse trabalho. Mas, além disso, de cara dava para ver que era uma oportunidade incrível porque se trata de um personagem bem atípico na minha carreira. Antigamente, a televisão gostava de estigmatizar um pouco os atores. Agora, de uns tempos para cá, isso tem caído. Hoje já não funciona mais você ser escalado sempre para fazer a mesma linha de personagem.

Por ser filho do autor Cassiano Gabus Mendes, já pensou em escrever também?
Pensei. Aliás, isso ainda está em mim. Quando meu pai era vivo, a gente dava muita ideia porque ele era um cara aberto para receber isso. Cheguei a escrever umas coisas que foram usadas em novelas. Mas, por enquanto, ainda não rolou nada com a minha assinatura. Ainda tenho esperança de escrever algo antes de morrer.


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