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Artes Artista faz rosto gigante de professora em prédio do Recife Imagem está gravada no prédio São Jorge

Por: Rebeca Silva - Diario de Pernambuco

Publicado em: 19/11/2014 17:54 Atualizado em: 20/11/2014 14:51

Crédito: Guilherme Verissimo/Esp DP/DA Press
Crédito: Guilherme Verissimo/Esp DP/DA Press

A imagem do rosto de uma professora da aldeia Araçaí, em Piraquara, no Paraná, que desenvolve um trabalho de educação com crianças indígenas, está gravada no edífício São Jorge, no bairro de Santo Antônio. Cravado no comércio do Cais de Santa Rita e na frente no Rio Capibaribe, a escultura traz uma parte das comunidades humanas para dentro do universo urbano do Centro do Recife. Como uma forma de dar voz a elas.

É assim que trabalha o artista português Alexandre Farto, conhecido como Vhils. A técnica utilizada por ele nas artes, que buscam o "invisível" em meio ao caos das cidades, também foge aos tradicionalismos. A pespectiva e o sombreamento são trabalhados por meio de escavações milimetricamente calculadas na parede e se misturam à pintura stencil. "Primeiro fazemos a marcação com tinta e depois pintamos a parede. Nas áreas intermediárias fazemos intervenções (como corte ou alto relevo) e a gente joga o negro. Desse jeito vamos criando a escultura", afirmou.

Farto veio à capital pernambucana para trazer a exposição Incisão. As obras mostram 54 portas de madeira que receberam, a partir de técnicas de desbaste, corte e subtração, elementos indigenas e retratos de crianças guaranis, com quem Farto conviveu por algum tempo. Quatro delas foram produzidas por integrantes da aldeia. A ideia da exposição é projetar uma cidade formada por várias camadas, com leituras e noções diferentes, mas que compõem a construção da identidade do lugar e expressam a relação de mutualidade entre meio, caos urbano, e ser humano.

A mostra Incisão abre na próxima sexta-feira e fica até o dia 25 de janeiro, no Caixa Cultural. A entrada é franca. Os trabalhos de Farto já circularam por Curitiba, Rio de Janeiro e outros países, como Portugal e China. No Recife, a escultura começou na noite da última terça-feira (18) e deve ser concluída nesta quinta-feira (20). A imagem ocupa toda a parte lateral do edíficio São Jorge, localizado na Travessa do Arsenal de Guerra e dá visão privilegiada a quem passa na Avenida Martins de Barros.

O artista começou no mundo artístico em 2000, com o grafite. Quatro anos depois criava obras com as técnicas do stencil. Seus conceitos como  comunidade, identidade, urbanismo, consumismo e globalização, tiveram influência principalmente da área industrial onde cresceu, no distrito de Setúbal, na região de Lisboa, e da revolução demócratica portuguesa, nos anos 1970.

Serviço:

22 de novembro a 25 de janeiro

Terça a sábado, das 12h às 20h e domingos e feriados, das 10h às 17h. Entrada franca. A Caixa Cultural Recife  fica na Avenida Alfredo Lisboa, 505, Bairro do Recife.

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Crédito: Reprodução do Facebook
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