• Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no Google Plus Enviar por whatsapp Enviar por e-mail Mais
Música Nando Reis confessa: sente saudade de Cássia Eller Músico se apresenta esta sexta no Baile Perfumado e, em entrevista exclusiva, declara não pensar no passado, à exceção da parceira musical

Por: Larissa Lins - Diario de Pernambuco

Publicado em: 18/09/2014 07:00 Atualizado em: 07/03/2016 14:02

Nando Reis admite sentir falta da antiga parceira musical. Foto: Acústico MTV/Divulgação
Nando Reis admite sentir falta da antiga parceira musical. Foto: Acústico MTV/Divulgação


Com retorno à capital pernambucana agendado para o dia 19 deste mês, no Baile Perfumado, Nando Reis traz na bagagem poucos lançamentos e muitos clássicos, e não pretende cantá-los sozinho. Para o músico, revisitar antigos sucessos é uma forma de homenagear o público que os legitimou. “Cantamos juntos, me sinto prestigiado por esse apego”, declara.

Em carreira solo desde 2001, quando deixou os Titãs após gravar o álbum A Melhor banda de todos os tempos da última semana, Nando cativou espaço como intérprete, mas seu maior prestígio vem do talento como compositor. Na lista de autorias, canções como All star, Relicário, É uma partida de futebol, Do seu lado, Diariamente, Onde você mora?, O segundo sol e Ainda gosto dela. A extensa relação lhe rendeu, segundo o ECAD (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição), um lugar na lista dos dez atuais maiores arrecadadores de direitos autorais do Brasil.

Sobre futuro e passado, revelou ao Viver que planeja gravar seu próximo disco no ano que vem, com composições sobre as quais tem se debruçado, além de produzir o novo álbum da cantora paulista Ana Cañas. Mas confessa: embora não pense naquilo que já viveu, sente saudade da antiga parceira musical Cássia Eller. Para ele, aquilo que não se pode retomar é que deixa a sensação de vazio.

No repertório, o músico deve priorizar os clássicos e mesclá-los a novidades. Foto: Juliana Leitão/DP/DA Press
No repertório, o músico deve priorizar os clássicos e mesclá-los a novidades. Foto: Juliana Leitão/DP/DA Press


Entrevista >> Nando Reis

Como avalia seu atual momento da carreira? Está mais dedicado a revisitar os clássicos ou tem composto novas músicas para lançamentos?
Tenho composto algumas coisas, devo gravar um disco no ano que vem. É meu objetivo.

Podemos esperar um novo álbum a caminho?
Devo gravar um algum CD no ano que vem, sim. Tenho composições novas. Mas não quero comentar o assunto, é mistério ainda.

Na mesma noite de seu show, a banda pernambucana Papaninfa, especializada em hits do rock e pop rock internacional, sobe ao palco. O vocalista, Rafael Furtado, participou da última edição do The Voice. Conhece o trabalho do grupo?
Essa será a primeira vez que tenho contato com eles.

Tem buscado influência em alguma banda – nacional ou internacional – em particular ultimamente? Há algo que esteja ouvindo mais?
Tenho ouvido bastante coisa, mas nada em particular. Ouço mais coisas antigas, mais clássicas, mais do que as coisas novas.

Suas composições ganharam o título de esotéricas em alguns momentos de sua discografia. O que há de esoterismo em sua vida?
Eu não entendo por que as pessoas chegaram a essa conclusão. Não vejo nada de esotérico em minhas composições, talvez somente em O segundo sol. Mas não acho que faça sentido esse adjetivo.

Ainda que a crítica não o classifique assim, você se considera um artista cult? Ou mais popular?
Acho que sou um artista popular. Me considero popular. Mas não me importo com isso, tanto faz. Os rótulos não significam nada para mim.

Para Nando Reis, rótulos não significam nada. Foto: Juliana Leitão/DP/DA Press
Para Nando Reis, rótulos não significam nada. Foto: Juliana Leitão/DP/DA Press


Suas produções junto ao Titãs foram icônias e repercutem em seu currículo até hoje. Já pensou, em algum momento, em retomar essa fase? Já cogitou voltar ao grupo, ainda que temporariamente? Refazer parcerias antigas?
Eu não descarto nada. Mas não penso muito no passado, sinto falta apenas da Cássia [Eller], das parcerias que fazia com ela. Fico feliz que outros dos meus parceiros musicais estejam vivos, ativos, que estejam aí para, de repente, tocarmos juntos. Temos que sentir saudade apenas daquilo que não podemos retomar.

As músicas de autores variados reunidas em seu álbum Bailão do ruivão (2010) refletem algumas de suas preferências musicais? São artistas que você admira?
Sim, muito. São músicas que eu adoro, todas elas. Músicas que as pessoas talvez jamais imaginassem que eu gostasse, que fossem ouvi-las na minha voz. Por isso as gravei.

Quando passa pelo Recife, costuma ter tempo de explorar a cidade? Se sim, o que gosta de fazer por aqui?
Desta vez, passarei rapidamente e logo sigo viagem, infelizmente. Mas, quando tive a oportunidade, gostei bastante de passear pela parte revitalizada do Recife Antigo, no centro, próximo aos mercados e museus. Também gostei do centro histórico de Olinda.

Seu setlist, ao qual tivemos acesso, mostra muito mais clássicos do que lançamentos. Te incomoda voltar a eles com tanta frequência? Ou se satisfaz com o fato de o público não esquecê-los?
Eu me sinto prestigiado. Gosto muito de cantar meus sucessos, atender ao público.

Quais os próximos projetos em sua carreira? O que vem por aí?
Não estou com projetos paralelos aos shows. Quero gravar meu novo disco no ano que vem e produzir o disco da Ana Cañas, provavelmente em 2015 também.

Além dos shows, o que tem feito? Anda lendo algum livro que chamou sua atenção, tem conhecido algum lugar especial?
Tenho trabalhado tanto, que não tenho tido tempo para lazer, para ler livros, viajar, sair de férias. Estou focado nos shows, nas composições, no lado profissional.



SERVIÇO
Seu Reis mandou dizer - Nando Reis, Papaninfa e Besta é Tu

Quando: Sexta-feira, 19 de setembro, às 23h
Onde: Baile Perfumado (Rua Carlos Gomes, 390, Prado - ao lado do Jockey Clube)
Ingressos: R

Os comentários abaixo não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.