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Entrevista Tecladista comenta o novo disco do Jota Quest Márcio Buzelin fala sobre parcerias com o pernambucano China, na faixa Realinhar, e com a escritora Martha Medeiros

Por: Pedro da Hora - Diario de Pernambuco

Publicado em: 20/11/2013 06:00 Atualizado em: 20/11/2013 11:03

Banda planeja turnê pelo Nordeste em março do ano que vem. Foto: Jota Quest/Divulgação.
Banda planeja turnê pelo Nordeste em março do ano que vem. Foto: Jota Quest/Divulgação.

O novo disco do Jota Quest, Funky Funky Boom Boom, chegou às lojas no dia 4 de novembro. O álbum é o sétimo de estúdio do grupo e encerra um hiato de cinco anos sem o lançamento de um material apenas com músicas inéditas. O Viver conversou, por telefone, com o tecladista da banda, Márcio Buzelin. Entre outros assuntos, ele falou sobre a participação do cantor pernambucano China em uma das músicas e como foi gravar com o guitarrista da Banda CHIC, Nile Rodgers.

ENTREVISTA//

Funky Funky Boom Boom está sendo lançado depois de cinco anos sem um CD de inéditas. Qual o motivo para o intervalo?

O motivo principal foi uma questão interna. Sentimos que não estávamos em um momento certo para um trabalho inédito. Lançamos Jota 15 (2011) e fizemos uma festa para comemorar os 15 anos de carreira. Chamamos os amigos e comemoramos. Deixamos o material inédito guardado e no início deste ano nos juntamos para ouvir o que a gente tinha. Teve um resgate deste material e fizemos muitas músicas novas.

Ele tem uma pegada bem dançante. Por quê optaram por essa escolha?

A coisa foi acontecendo muito espontaneamente. Foi mesmo essa coisa mais interna da energia. Nesse momento, a energia estava muito boa. Os cinco elementos da banda estavam muito à vontade. Estamos tendo uma receptividade muito positiva. É um astral para cima.

A música Realinhar foi feita em parceria com o pernambucano China. Como vocês se conheceram e como foi o processo de criação desta faixa?

Realinhar é uma das mais lentas do CD. Pensei em Tim Maia quando ouvi pela primeira vez. China sempre foi muito amigo nosso. Nos conhecemos na MTV e trombamos por São Paulo, algumas vezes. Ele inclusive participou do CD Jota no Brasil. É uma afinidade pessoal. Ele mandou uma letra para o Rogério (Flausino, vocalista da banda) cantando, por mensagem de voz, e Rogério colocou uma melodia. Essa foi a última música que gravamos. Nasceu aos 47 do segundo tempo e é a que mais gosto. China disse que ficou procurando algo para acrescentar, mas não achou.

Dentro de um abraço foi criada em parceria com a escritora Martha Medeiros. Como foi isso? Ela já tinha uma experiência com música?

Ela já tem parceria com alguns artistas. O Rogério leu um livro dela e marcou trechos de uma poesia. O PJ (baixista) veio com uma sequência simples. Gravamos e mandamos para ela por e-mail o pedido (para usar a letra). Ela ouviu, aprovou e disse que torcia para a música ser um sucesso.

Outra parceria de destaque foi com Nile Rodgers e o CD foi produzido por um parceiro de banda dele, Jerry Barnes. Qual a influência da Banda CHIC para o Jota Quest? E em que os músicos influenciaram neste novo disco?

A  banda CHIC foi uma grande influência quando o Jota estava começando. É uma história engraçada, nem vocalista a gente tinha e eu gravava a guitarra das bandas em fita K7 e uma delas era a banda CHIC. Conhecemos os integrantes da banda CHIC em um outro projeto e a afinidade musical e pessoal foi muito grande. Chega a ser gratificante como tivemos essa sintonia interessante com o Jerry e com o Nile. Agregou muito pessoalmente e no trabalho.  

A capa também tem uma história própria, é uma reprodução de uma tela de Mel Ramos. Como foi a escolha?

O PJ estava na Europa com a esposa. Ele conversou com um homem, ficaram amigos e quando PJ viu o cartão descobriu que era o Mel Ramos. Um artista que tem essa influência dos anos 1970 e 1980. Escolhemos Miss Martini porque lembra a disco, festa. Mandamos o layout para ele e foi aprovado.

Capa reproduz tela de Mel Ramos e causou polêmica em Porto Alegre. 
Foto: Sony Music / Divulgação.
Capa reproduz tela de Mel Ramos e causou polêmica em Porto Alegre. Foto: Sony Music / Divulgação.


O desenho já causou polêmica em Porto Alegre. O que você acha disso?

Um órgão que cuida do trânsito em Porto Alegre (RS) sentiu que havia uma relação (da imagem) com o álcool e o trânsito. Um dia depois, eles viram a situação e acabaram admitindo que estavam equivocados. O fato acabou gerando benefício, foi uma propaganda gratuita (risos).

Ele será mantido na divulgação para outros shows?

Sim, é nossa capa. Obra de um artista renomado.

Vocês já estão com shows programados para o Nordeste? Já tem uma data para tocar no Recife?

A turnê começa em março (de 2014) e no primeiro semestre pretendemos ir ao Nordeste lançar o CD. É um mercado importante para todos os artistas. Em 2014, vamos estar no Recife.

Veja o clipe de Mandou bem, umas das faixas gravadas com Nile Rodgers:

 

 



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