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Vive la france! » Conheça a nova musa do cinema francês: Léa Seydoux O público do Recife pode vê-la atuar na tela grande esta semana, no longa Adeus, minha rainha

Júlio Cavani - Diario de Pernambuco

Publicação: 11/09/2013 15:23 Atualização: 11/09/2013 16:25


 (Imovision/Divulgação)

Aos 28 anos de idade, Léa Seydoux já foi dirigida por Woody Allen e Quentin Tarantino, ganhou uma indicação ao César de melhor atriz (o Oscar francês), contracenou com Tom Cruise, estampou capas de algumas das principais revistas de moda do mundo e protagonizou Azul, a cor mais quente, filme vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes em 2013. O público do Recife pode vê-la atuar na tela grande esta semana, no longa Adeus, minha rainha, em cartaz nos cinemas São Luiz e Rosa e Silva (veja aqui os horários).

Léa ficou mais famosa a partir de 2008 com sua participação no filme A bela Junie, sob direção de Christophe Honoré. O próprio título confirma sua beleza, mas o papel comprovou também seu talento dramático, com direito a uma indicação ao César. Ela também demonstrou coragem ao mostrar os seios em uma das principais cenas.

Léa Seydoux tem uma beleza europeia clássica, escultural, com tons claros na pele e nos olhos azuis. Uma leve separação entre os dentes da frente vira um charme que remete a Vanessa Paradis ou Jane Birkin. Em contraste com um maxilar largo, sua boca tem um volumetria equlibrada, que não chega a ser carnuda, mas tem curvas harmoniosas. Seu olhar é tão perdido quanto hipnótico, meio adormecido e enigmático.

Com Tarantino, a atriz fez uma pequena ponta em Bastardos inglórios (2009). Sem nenhuma fala, ela aparece na sequência inicial, no papel de Charlotte LaPadite, uma das irmãs da protagonista Shoshana (Mélanie Laurent). Woody Allen a dirigiu em Meia-noite em Paris (2011), onde ela intepreta a vendedora de livros usados que encanta o personagem de Owen Wilson.

Sua carreira em Hollywood continuou com Missão: Impossível - Protocolo fantasma, como uma vilã secundária, uma assasina francesa que trabalha em troca de diamantes. A participação no filme gerou boatos de que ela teria um caso (nunca confimado) com Tom Cruise, na época ainda casado com Katie Holmes.

Sua nudez também exerce papel fundamental em um momento-chave de Adeus, minha rainha, onde ela interpreta uma criada encarregada de ler livros para Maria Antonieta (prestes a ser decapitada) às vésperas da Revolução Francesa. Por causa da condição de vassala, a personagem não pode expressar sentimentos explicitamente, mas a atriz consegue comover mesmo com expressões faciais contidas. O filme abriu o Festival de Berlim em 2012.

Ainda sem data de estreia confirmada no Brasil, Azul, a cor mais quente entra em cartaz na França e nos EUA em outubro. Ao comentar a intensidade das filmagens nas cenas de amor entre sua personagem (uma artista plástica de cabelos azuis) e uma garota mais nova (vivida por Adèle Exarchopoulos), Léa chorou durante a entrevista coletiva sobre o filme no Festival de Cannes.

Assista a Lea Seydoux em quatro momentos


Mes chéries
Sobretudo a partir das décadas de 1950 e 1960, com a explosão da Nouvelle Vague, a França tem sido um dos países que mais exporta musas do cinema mundial. Foi nesse período que foram reveladas ícones como Catherine Deneuve (A bela da tarde), Brigitte Bardot (E Deus criou a mulher), Jeanne Moreau (Jules e Jim) e Anna Karina (Bande à part). Um lista completa, no entanto, começaria ainda no século 19 com Jeanne d’Alcy, atriz dos filmes do pioneiro Georges Méliès (Viagem à Lua), e passaria por rostos como o de Catherine Hessling (A filha da água), grande amor de Jean Renoir, até chegar em nomes revelados nas últimas décadas do século 20, como Fanny Ardant (A mulher do lado), Isabelle Adjani (A rainha Margot), Julie Delpy (Parceiros do crime), Juliette Binoche (A liberdade é azul), Irène Jacob (A dupla vida de Veronique) e Vanessa Paradis (A mulher e o atirador de facas).

O cinema que ama as mulheres
Nos anos 2000, Audrey Tatou (O fabuloso destino de Amèlie Poulain), Chiara Mastroianni (As canções de amor) e Marion Cotillard (Piaf) deram continuidade à tradição. Essa busca pela beleza feminina pode encontrar explicação na devoção dos cineastas franceses a suas atrizes, expressa no título de um dos mais famosos filmes de François Truffaut, O homem que amava as mulheres. Por outro lado, talvez tudo não passe de uma questão de padrões de beleza ocidentais, já que a França ditou a moda ao longo do século 20. Léa Seydoux já é a principal representante da novíssima geração, com menos de 30 anos de idade, mas outras atrizes com essa faixa etária surgidas em filmes recentes também merecem apostas:

Mélanie Laurent
30 anos. Entrou para a série de mulheres vingativas de Quentin Tarantino no papel de Shoshana, judia francesa que arma uma revanche contra os nazistas em Bastardos inglórios (2009).

Clara Ponsot
24 anos. Revelada em pequenos papéis nos filmes Bye bye Blondie (2012) e Os infiéis (2011), foi protagonista pela primeira vez no drama romântico italiano Cosimo e Nicole (2012), junto com o galã italiano Ricardo Scamarcio.

Ana Girardot
24 anos. A atriz estampa o cartaz e é a personagem que mais chama a atenção no suspense policial Simon Werner desapareceu (2010), filme cultuado por causa da trilha sonora da banda Sonic Youth.

Christa Theret
22 anos. No filme Renoir (2012), torna-se o centro das atenções em meio à relação entre o pintor Auguste Renoir (para quem posa como modelo vivo) e seu filho, o cineasta Jean Renoir. Sua beleza é extremamente valorizada na tela.

Adèle Exarchopoulos
19 anos. Foi a grande revelação entre as atrizes do Festival de Cannes em 2013 no Azul, a cor mais quente, no papel da namorada da personagem de Léa Seydoux.

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