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Espetáculo » Paixão de Cristo do Recife reúne multidão no Marco Zero

Rebeca Silva - Diario de Pernambuco

Publicação: 27/03/2013 23:34 Atualização: 28/03/2013 17:46

A peça, que mostrou durante quase duas horas passagens da vida, morte e ressurreição de Cristo é assinada pelo diretor José Pimentel. Foto: Nando Chiappetta/DP/D.A Press
A peça, que mostrou durante quase duas horas passagens da vida, morte e ressurreição de Cristo é assinada pelo diretor José Pimentel. Foto: Nando Chiappetta/DP/D.A Press
Olhos atentos a qualquer movimentação. Bem arrumada, com uma pipoca na mão e sentada na primeira fila, a aposentada Lilian Farias Neves esperava o ínicio da apresentação da 17ª Paixão de Cristo do Recife, no Marco Zero, nesta quarta-feira (27). Uma cena que se repete há 16 anos. “Temos que prestigiar o Recife. Eu amo. Essa encenação mexe com a gente”, disse. Para garantir a melhor visão da peça, ela chegou cedo, uma hora antes. Assim como Lilian Farias, muitos outros também se anteciparam e às 19h já se concentravam em frente ao palco.

A peça, que mostrou durante quase duas horas passagens da vida, morte e ressurreição de Cristo é assinada pelo diretor José Pimentel, que também interpreta Jesus. Desta vez, traz novidades nos diálogos, cenários e na trilha sonora que incluiu até música do Rei Roberto Carlos. “Antes as falas eram muito antigas. Tinha fala até de gente que já tinha morrido. Também cortei outros diálogos por necessidade cênica. Temos também um maquinário novo que fica mudando durante as cenas”, disse Pimentel. Onze ensaios foram feitos com os cerca de 100 atores e 300 figurantes até subir no palco. Interpretando Pilatos pela segunda vez, Pedro Francisco Souza, 42 anos, disse que é uma emoção como ator participar da peça. “Tenho certeza que nenhum ator se apresenta para tanta gente como na Paixão de Cristo”, acrescentou.

O espetáculo segue até o próximo domingo, sempre às 20h. A expectativa da organização é receber cerca de 100 mil pessoas durante toda temporada.

Católica, a aposentada Maria José Santana, 69 anos, disse que a encenação é um momento para refletir. “É uma boa lição como fiel. Trouxe meu neto de 7 anos e minha irmã do município de Vertentes só para ver a paixão”, afirmou Santana, que prestigia o espetáculo há 10 anos. A irmã, Loudes Santana, 74 anos, gostou da apresentação e avisou; “ano que vem estou aqui de novo”. Já a socióloga Ivete dos Santos, 54 anos, destacou que a escolha do local (o Marco Zero) possibilita o acesso a todos. “Aqui consolidou tudo, mas é importante lembrar também que as primeiras apresentações aconteciam no Arruda”, acrescentou.

Para a secretária de Cultura da prefeitura, Leda Alves, a peça é outra opção para quem não pode ir ao espetáculo do Brejo da Madre de Deus. “Temos aqui uma peça do mesmo nível e tudo de graça. Todas as categorias poderão ver. Lá a pessoa teria que gastar com transporte, alaimentação e o ingresso”, afirmou Alves. Já o prefeito do Recife, Geraldo Júlio, destacou a mensagem que a peça deixou. “É uma história que nos marca muito e faz parte da nossa vida. É uma oportunidade para as pessoas virem aqui conferir”, disse o prefeito.

Na abertura do evento, uma homenagem à Geninha Rosa Borges, 91 anos, que fez, durante os 16 anos de existência do espetáculo, o papel de Marta. Definindo Geninha como uma grande mulher, atriz e amante da cultura de Pernambuco, o governador Eduardo Campos entregou uma insígnia para Geninha. “É uma alegria entregar homenagem a essa mulher que é referência. Este também é um momento para encher o coração com fé no futuro para que possamos contruir um mundo mais justo”, afirmou Campos em discurso. “Uma surpresa. Me sinto muito bem porque chegar aos 91 anos e receber homenagem é sinal de que na juventude eu fiz algo importante”, disse Geninha.

Na semana passada, durante comemoração à passagem da Data Magna, ela recebeu, do governador, a medalha da Ordem do Mérito Guararapes, a mais alta comenda concedida pelo poder público.

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