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| Desfile da Max Mara na Semana de Moda de Milão. Foto: AFP Olivier Morin |
A julgar pelas coleções do segundo dia de desfiles em Milão, o próximo verão será tórrido, ou os estilistas imaginam dessa forma. Max Mara apresenta criações estilo safari, Emporio Armani e Blugirl desfilam tons pastéis e roupas leves, e Ermanno Scervino exibe uma explosão de cores quentes.
Com um turbante no cabelo, macacão de aviador caqui ou marrom em couro, a aventureira imaginada por Laura Lusuardi para a Max Mara não tem medo de enfrentar uma atmosfera selvagem.
Na sua mala estão blusas saarianas, longas capas de chuva fluidas, blusas folgadas com capuz destacável, tudo isso em tecidos etéreis (gaze, viscoses, sedas) e em tons terra (tabaco, marrom, mogno).
Para suportar o calor tropical e para passar despercebidas nesta natureza hostil, algumas modelos vestem estampas de animais. A jaqueta saariana de mangas enroladas pode ser presa de um lado e é vestida com uma saia reta ou bermudas.
Para este safári improvisado, nossa aventureira, que opta por um guarda-roupa mais masculino, se permite usar algumas peças com um toque barroco: vestidos, saias e capas de chuva em patchwork, onde se misturam desordenadamente os quadrados Madras, com estampas militares e de leopardo.
Com ou sem calor, Miuccia Prada como sempre nada contra as tendências trazendo uma coleção de verão de estolas e peles, mas de manga curta, mas com a presença até mesmo do vison. Brancas ou pretas, aparecem decoradas com flores, princalmente vermelhas.
Um vermelho vivo elétrico dá pequenos toques nesta coleção de inspiração japonesa: nos lábios carmim das modelos com franjas rebeldes e pernas de fora, nas margaridas bordadas nas roupas, nos ramos pintados nos casacos e nos sapatos "jika tabi", que separam o polegal dos outros dedos ou em plataformas dos típicos tamancos japoneses. Os vestidos, as minissaias cruzadas e as calças curtas são de seda. Como acessório, Miuccia trouxe um bolso na mão.
Em Ermanno Scervino, as cores quentes formam um coquetel de tonalidades alaranjadas, corais, fúcsias, violetas e amarelas. Tudo é superlativo. O comprimento varia entre as minissaias ou calças curtíssimas e os vestidos tubo maxis.
As longas jaquetas dos homens, sem mangas, parecem vestidos ou casacos. Franjas ou plumas dão o toque final a este look.
Com sua paleta de cores neutras (canela, rosa pálido ou bege), para sua segunda linha Emporio, Giorgio Armani escolheu celebrar o verão de uma forma muito distinta. As roupas se iluminam à noite com tecidos metálicos ou de cobre.
Para o próximo verão, o estilista aposta em um estilo refinado. Calças, camisas e jaquetas combinam tom sobre tom. As peças sedosas de cortes impecáveis deslizam com elegância sobre a pele. As partes de cima com traços gráficos são usadas com saias curtas ou calças curtas folgadas, muitas vezes em couro trançado.
Para sua linha juvenil Blugirl, Anna Molinari também opta por cores pastéis, mas em outro contexto. Com seus vestidos de algodão de boas meninas franzidos na cintura, estas jovens parecem saídas de álbuns de fotos de David Hamilton.
Algumas fitas caem sobre as costas de um chapéu de palha florido ou atadas à cintura e os babados adornam as saias de seda.
Sua roupas pegam emprestados elementos das avós, com bordados, vestidos de crochê ou tons de seda e tules transparentes, sempre inocentes.
Na primeira noite, na quarta-feira, tecidos vaporosos, pele à mostra e transparências reinaram em Milão, como um hino à leveza.
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| Momento final do desfile da Gucci. Foto: AFP Giuseppe Cacace |
Gucci abriu os trabalhos brincando com a seda, principalmente a gaze de seda, a organza e o tule em peças fluidas que pareciam flutuar em elegância.
Em uma tendência pouco explorada até agora, a diretora de criação da marca, Frida Giannini, apostou no minimalismo. Toda a coleção foi criada com um punhado de peças: vestidos curtos para o dia, longos para a noite e conjuntos de calça combinadas com túnicas ou blusas com cintura marcada por cintos. As calças eram largas nos tornozelos e as mangas das túnicas de gola alta se abriam como guarda-chuvas no antebraço.
Os looks vieram todos monocromáticos, em rosa azaleia, azul elétrico, amarelo limão, branco e preto, em tons sombrios, com um toque dos anos sessenta. Mas a estilista conseguiu injetar energia a essas cores jogando com volumes, fendas e superposições ou babados que se enrolavam ao redor dos braços e do pescoço em suntuosos vestidos.
Por detrás de óculos coloridos combinando com as roupas, as modelos se faziam passar por mulheres misteriosas. Colares em coral e pedras preciosas iluminavam os vestidos de noite muito leves, em branco ou preto.
Também optou pela leveza o desfile de Alberta Ferretti, que não usou nada além de musseline de seda, organza e cetim, em um estilo mais suntuoso com a ajuda de pedras e bordados.
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