Carolina Santos - Diario de Pernambuco
Publicação: 19/07/2012 17:50 Atualização: 19/07/2012 17:31
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| Banda chegou a fazer dois shows no Recife, na década de 1990, no Geraldão. Foto: Insoc Brasil/ Divulgação |
Era para ser um telefonema ao assessor de imprensa do Information Society, mas quem atende a ligação é o próprio Paul Robb, um dos três integrantes do grupo e responsável pela sua principal marca: os sintetizadores. Simpático, Robb vai logo se identificando (“o mais bonito da banda”) e lembra que esta é a oitava passagem do grupo pelo Brasil. O país, aliás, é hoje a principal base de fãs da banda. Basta dizer que a última vez que ela subiu em um palco foi há três anos, na última turnê pelo Brasil.
A explicação do sucesso do grupo por aqui não é algo fácil de decifrar. O público brasileiro sempre teve uma quedinha pela nostalgia anos 1980, mas, no caso do Information, é aparentemente um amor maior que o percebido na própria terra natal do trio, os Estados Unidos. “Eu gosto de pensar que é porque os brasileiros têm um ótimo gosto musical”, brinca Robb. “Honestamente, acho que tem algo na nossa música que fala diretamente ao aspecto emocional de alguns países e não de outros. Vejo que atingimos muito as pessoas da América do Sul, como o Brasil e a Argentina”, diz.
No meio de tantas bandas com visual meio gótico e sintetizadores dos anos 1980 (Depeche Mode é a referência imediata quando se fala desse estilo), Information Society conseguiu cravar hits mundiais: What’s your mind (I wanna know), Walking away, Think e Running, entre outros. “Engraçado é que, no Brasil, a música que as pessoas mais pedem e mais gostam é Repetition, que não fez tanto sucesso assim nos Estados Unidos”, diz Robb, se referindo à balada mais chorosa do grupo. “Acho que as pessoas gostam de ouvir e se lembrar daquele namorado que partiu o coração delas. Nos anos 1980!”, diz, antes de cair numa gargalhada.
Robb diz que não há diferenças musicais entre o Information da década de 1980 e o atual. “Nós só estamos mais velhos. Mas continuamos gostando de sintetizadores”, diz. O grupo teve início em Minneapolis, em 1982, com Robb, Kurt Harland e James Cassidy. Daquele ano até meados dos anos 1990, alguns integrantes foram embora, outros chegaram, outros voltaram. Em 2006, a banda retomou as atividades com um novo vocalista, Christopher Anton, mas Harland acabou voltando em 2009, e a banda está novamente com a mesma formação de 30 anos atrás.
Hoje, o Information Society é visto como um hobby pelos integrantes cinquentões. Os três têm profissões paralelas. Robb seguiu carreira como produtor para comerciais de TV e jingles. Harland produz videogames. Cassidy é o mais exótico: é professor universitário em uma faculdade de agronomia. “Hoje, excursionar é bem mais divertido para nós do que era nos anos 1980, porque não é mais um trabalho. Claro que a música ainda é uma forma de nos expressarmos, mas é como se fossem umas férias divertidas”, completa Robb. Diversão que se estende aos fãs: “vamos tocar todos os sucessos”, garante Robb. Repetition, claro, já está no set list. 
SERVIÇO
Information Society e House Duo. Nesta sexta, às 22h. R$ 150 (lounge para mulheres), R$ 180 (lounge para homens) e R$ 300 (lounge para 1 casal), disponíveis nas lojas Musa. Mesas: R$ 1,5 mil (para 6 pessoas), R$ 2 mil (para 8 pessoas) e R$ 2,5 mil (para 10 pessoas). Arcádia do Paço Alfândega (Rua Madre de Deus, Edifício Garagem 4º Andar, Bairro do Recife). Informações: 3033-6969
Veja o clipe da música Think:
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