Irregularidade Ossadas humanas caem de caminhão na PE-15

Publicado em: 14/03/2019 21:10 Atualizado em:

Quem trafegou na última quarta-feira (13) pela rodovia estadual PE-15, na altura da cidade de Paulista, na Região Metropolitana do Recife (RMR), pôde se deparar com ossadas humanas espalhadas pela pista de rolamento dos carros. Três funcionários do Cemitério municipal Campo Santo São José foram detidos e encaminhados à Delegacia de Paulista para prestar esclarecimentos. Segundo eles, os ossos teriam caído de um caminhão caçamba, por onde estavam sendo transportados. O caso está sendo investigado, contra os envolvidos, pela Polícia Civil como crime ambiental, com base no artigo 54 da Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998). 

Segundo a Polícia Militar de Pernambuco, agentes da 1ª Companhia de Policiamento do Meio Ambiente (Cipoma) foram informados por populares de que haveria sacos plásticos pretos espalhados pela PE-15. Ao chegarem ao local indicado, os PMs verificaram que os restos mortais de esqueletos humanos estavam sendo transportados de maneira irregular, causando espanto e incômodo a quem passava por perto. Também será investigado se o material causaria danos à saúde humana. 

“De imediato, foi realizado contato com o CIODS no intuito de ser acionada a Polícia Científica. Porém, passados alguns instantes, chegou ao local um caminhão tipo caçamba da Prefeitura de Paulista, oportunidade em que seus três ocupantes informaram que estariam ali para recolher a ossada que havia caído do veículo”, informou a assessoria de comunicação da PMPE. Nesse momento, os agentes do Cipoma verificaram que o caminhão estava repleto de outros sacos pretos, contendo o mesmo material. 

Após indagados na delegacia, os funcionários do Campo Santo informaram que estariam levando os restos mortais humanos, oriundos do cemitério público de Paulista, até um local onde seriam enterrados. Questionada, a prefeitura de Paulista informou que as ossadas faziam parte de um volume não resgatado pelos familiares após dois anos e um dia, conforme determina a lei. E ressaltou também que os servidores envolvidos no caso prestaram os "devidos esclarecimentos sobre o fato ocorrido e, na sequência, foram liberados". 

A prefeitura e os funcionários do cemitério não informaram, contudo, para onde os sacos pretos estariam sendo transportados e em que local seriam depositados. A Polícia Civil foi contatada pela reportagem mas não deu retorno. 


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