Carnaval 2019 Turistas deixam Olinda e prometem voltar nos próximos anos

Publicado em: 06/03/2019 15:47 Atualizado em: 06/03/2019 15:59

Phillipi e Raphael, do Rio, brincaram em Olinda pela primeira vez. Foto: Peu Ricardo
Phillipi e Raphael, do Rio, brincaram em Olinda pela primeira vez. Foto: Peu Ricardo
A quarta-feira de cinzas ainda é dia de carnaval para muitos, mas, para a tristeza de outros, o momento é de deixar para trás o cenário de alegria que tomou conta de Olinda. É momento de dar adeus aos encontros amorosos, amizades feitas nas ladeiras e ao frevo e crítica política característica da cidade mais carnavalesca do Brasil. Ao longo do dia, a paisagem foi tomada por turistas repletos de malas  deixando Olinda. O movimento é parecido com o registrado na última sexta-feira, só que ao contrário, com as pessoas voltando para casa, não mais chegando para dividir casas até com estranhos e brincar.

O professor Matheus Giannini, 28 anos, morador do Rio Grande do Norte, deixou uma casa dividida com mais 14 pessoas na Cidade Alta, na manhã de hoje. Inclusive, trocou o carnaval de Salvador pelo de Olinda a convite de um amor, com quem terminou a folia. “Aqui é diferente, mas lá é bom também. Em Olinda, fazemos amizades na rua a todo momento. Além disso, a crítica social é muito forte por aqui, diferente de outros lugares”, comentou. Matheus disse que não se arrependeu de trocar um carnaval pelo outro. “Agora, tenho que voltar para casa para me preparar porque amanhã apresento meu trabalho de mestrado”, disse.

Um trio de amigos do Rio de Janeiro também deixou Olinda nesta manhã. Nos quatro dias de carnaval, dividiram-se entre os camarotes pagos e a folia das ruas da Cidade Patrimônio. Apesar dos elogios à festa, disseram que a falta de água e de energia elétrica na casa onde ficaram foi a pior parte do carnaval olindense. “Tinha hora que a gente deixava o chuveiro aberto para aproveitar logo quando a água chegasse”, disse Raphael Louzada, 33, que pela primeira vez brincou em Olinda. A parte boa, contou ele, é a festa de rua. “O pessoal do Nordeste é muito receptivo, igual aos cariocas. Eu fiquei impressionado como cabe tanta gente em uma rua estreita como essa. É algo que   desafia a lei da física”, brincou.
Matheus, do Rio Grande do Norte, trocou Salvador por Olinda. Foto: Peu Ricardo
Matheus, do Rio Grande do Norte, trocou Salvador por Olinda. Foto: Peu Ricardo

Rômulo Thomás, 35 anos, já esteve cinco vezes no carnaval de Olinda. Desta vez, o problema da falta de água ficou mais explícito porque ele ficou em uma casa alugada com outras pesssoas e não em uma pousada, como nos anos anteriores. Para Phillipi Sampaio, 30, mesmo resfriado e espirrando muito, valeu a pena brincar em Olinda os quatro dias de carnaval. “A animação daqui é incrível. Com certeza vou voltar nos próximos anos”, planejou.



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